06 novembro 2004

JÁ QUE O MUNDO É UMA BOLA QUE REBOLA (parte 1)

Earth E NÓS COM ELE, dado não termos asas para voar, até contrariando o sentido em que esta bola roda sem parar, só para mostrar que também somos gente, com personalidade, que não temos que andar no sentido que ele quer. Sempre rodando como uns tolinhos e até nos esquecendo que andamos rodando , em risco de sermos projectados espaço fora, caso o mundo tenha, por exemplo, um soluço, ou se engasge...
Assim pensava Mércio Silveira, solteiro, vivendo só, contabilista de profissão e homem acomodado nas suas rotinas. Pois após aquela pérola de alta filosofia sobre o mundo no espaço,( que lhe levara dias, quiçá semanas de elaboração mental e admite-se fundira alguns neurónios, dos poucos que utilizava), sentença com a qual muitas vezes começava ou terminava as conversas, concluíra que o livre arbítrio não passava de uma treta com que "eles" (nunca soubemos a quem se referia, mas percebia-se que a uma espécie ou elite manipuladora da humanidade) nos queriam enganar, para pensarmos que éramos, de facto gente, concluira ele, não valer a pena fazer ondas, remar contra a corrente ou incomodar-se com o que quer que fosse.
Mais, nem sequer valia a pena desejar coisas, por mais elementares que a nós pareçam.
Segundo Mércio Silveira o homem não é mais do que um animal, que nasce, vive e morre e mais nada. Claro que para viver tem que executar algumas funções vitais como comer, beber, dormir, defecar,...e, óbviamente, ter um trabalho que lhe proporcione meios de sustento! Todas as outras actividades são ilusões criadas e projectadas nas nossas mentes para nos manterem enganados e ele, como homem esperto e precavido, percebera o complot pelo que não entrava nelas.
estava ali, no sua poltrona de orelhas, onde antigamente lia, que para isso ela era adequada, mas os livros haviam sido banidos por ter concluído serem um dos meios viciados. Dizia eu, que ali estava, na sua poltrona de orelhas, a comer pipocas e a olhar a televisão.
Confusos? Porque é que baniu os livros, e a televisão continua no seu quotidiano?
Bom essa parte fica para outro dia.




8 comentários:

Lexis disse...

bem, esse mércio está a precisar de uma rápida visita ao psicólogo... mas provavelmente também esse deve trabalhar para "eles"... fico à espera de saber os mistérios da TV!

TMara disse...

B'dia Lexis ;))
Terás razão. Mas vamos aguadar p/ ver o k se passa na vida de Mércio da Silveira.
K n/ bate bem da "bola" concordo, mas, em grau maior ou menor passa-se o mesmo c/ a maior parte das pessoas. Há mts obsessivos-compulsivos; mts. paranóicos, etc,( a fazer fé nas estatísticas de saúde mental).
Aguardemos o que se irá desvendando e...até onde. Temos k respeitar a privacidade do homem, carago!!!!!

Anónimo disse...

Ora aqui está um "Mércio" que apesar dos seus poucos neurónios é sem dúvida muito esperto...!DE facto ficar ali sentadinho no sofá é a melhor forma de esperar pelo soluço do Mundo que o irá atirar pela janela fora e fazê-lo aterrar na poltrona de um qualquer Ministério...!

A. Durval

TMara disse...

A. Durval. Obrigada pelo comentário, só k....assim n/ vale!!! Estás a roubar o ssuspense!
Bj ;))

TMara disse...

A.Durval - esqueci.me de dizer: AGORA K JÁ APRENDESTE O CAMINHO VOLTA MUUUUUUIIIIIIITAS VEZES.
BJ ;)

Aziluthh disse...

Fico com curiosidade TMara mas quase posso entender a permanência da televisão nesse lupanar da prEguiça. Acho a tua história perfeitamente filosófico no que tem de nhilista. Que resta ao homem moderno? Enveredar pela via das deambulações para ir parar onde tantos outros já pararam e até com brilhantismo ou resumir-se à prossecução do prazer fácil económico e seguro? Gosteiiiiiiii!
Obrigada pelas visitinhas à Aziluth. Deixo o link de uma minha heterónima que gostava conhecesses. (Pelos vistos não sou como o Mércio!)

http://oblogdalibelua2.blogs.sapo.pt/

zezinho disse...

Eu diria que Mércio é fruto das sociedades modernas.
Excelente texto a levar à reflexão.
Beijo

letrasaoacaso disse...

Não teremos todos nós um pouco de "Mércio"?
Beijo