30 janeiro 2006

Resposta à vossa questão: onde é? -no post do dia 25



Eis o
Menino Jesus da Cartolinha.....

Então...
Já descobriram?


O Orca tem óptima memória
porque parece ter muitas
lembranças
de uma feliz infância
por aqui....

Miranda do Douro, claro!

E agora vamos ver quem adivinha o que este "símbolo" significava.....
Aguardo respostas.

Menino Orca, para si não vale!
O teu silêncio será de oiro.

29 janeiro 2006

Decobertas (Serra da Freita)



Descobri um café com o nome que aqui vêem e nele as obras e o artista José Almeida que com os olhos turvos de lágrimas me disse que sempre quis ser escritor, mas que os pais não tiveram posses para o por na escola

Aqui duas das suas obras utilizando os materiasi que anatureza lhe dá.

Um Anjo e o S. Macário.




Abaixo uma mesa em pedra . Reparem no pé da mesma.

Daqui fomos, sabem para onde?

Para a Porta do Inferno....

27 janeiro 2006

25 janeiro 2006

Ruas e ecos


Por ruas como estas ouço o eco
dos passos dos antigos
e o rumor dos passos dos vindouros.
*
Sigo-os.
*
Sigo os ecos
e sei que chegarei a um lugar
onde o silêncio
deixa escutar e ouvir
as vozes
que falam de paz e de vida.

23 janeiro 2006

ó ciranda, ó cirandinha vamos nós a cirandar


vamos dar a meia volta,...
volta e meia vamos dar....


Estou em tratamento de choque.
Vim para Trás-os-Montes.

Mas a a magnificência do dia foi um conforto.
Vejam só como esteve o fim do dia....

O meu Kanguruzinho não se dá bem por aqui e preguiça mais do que ruminante.
Muito difícil abrir os vossos blogues para ler no tempo disponível.
Mas não me esqueço de ninguém.
Me aguardem....

Fiquem bem e ....sorriam à vida que ela sorrir-vos-á de volta:)

21 janeiro 2006

Oferta

AINDA EM TEMPO: Se todos os movimentos precisam de uma bandeira, de um slogan lutemos, este fs: «POR UM PAÍS»!

Vamos começar a agir?
Se os espanhóis o fizeram da noite para o dia nós tmb o fazemos.
A ideia surgiu-me hoje ao acordar, no seguimento da resposta k ontem dei
ao http://www.bananasdarepublica.blogspot.com/
Macaco Adriano sobre o valor e importância do VOTO EM BRANCO mas de forma MASSIVA!!!

Não proponho o Voto em Branco.
Proponho que a exemplo dos tempos idos em k se usava um “fumo preto”, a toda a volta do braço esqdº, ou nas lapelas, (pode ser no chapéu, gorro ou boné,) uma fita bem significativa, usemos todos os descontentes; abstenham-se (e espero k não);votem branco; útil ou assim-assim, uma fita branca durante todo o dia de sábado e domingo principalmente domingo, em local bem visível do seu vestuário e k cada um repasse a todos os seus contactos, via EMAIL e SMS este propósito e, se quiser k faça também um post.

VAMOS DIZER AOS POLÍTICOS DESTE PAÍS O QUÃO CANSADOS E DESENGANDAOS DA SUA ACÇÃO POLÍTICA O ESTAMOS!

VAMOS AVISÁ-LOS DE K O VOTO BRANCO É UMA ARMA E PODE SER A PRÓXIMA A SER USADA MASSIVAMENTE!
K ,ORA É SÓ UM AVISO!

Adere!
Vamos dizer activamente que queremos outra forma de fazer política, outros políticos!
- posta no teu blogue;
- repassa a todos os teus contactos, via email;
- envia sms’s a todos e que todos façam o mesmo Uma onda de protesto expresso que varra o país: POR: UM PAÍS! O NOSSO, PORTUGAL!

Se tiveres conhecidos nos mídia informa-os do sentido das faixas brancas.


e porque devemos interiorizar as grandes verdades saídas dos debates entre os candidatos para estas presidenciais; porque necessitamos reflectir sobre as novas trazidas para resolução dos problemas que afectam QUASE todos os portugueses e portuguesas; e porque a melhor forma que encontro para descontrair, depois de tanto lixo tóxico, é um bom poema, fui buscar este de Prévert, poeta que amo desde a puberdade e aqui vo-lo ofereço na esperança de que dele retirem tanto prazer quanto eu:

http://www.kissdesign.net/cartesvirtuelles/poemes/carte001/carte001.htm

18 janeiro 2006

As velhas senhoras (parte III)


Sempre precisara e apreciara momentos de solidão consigo mesma, mas agora, sós as duas na casa, tinha-os de sobra e não precisava daqueles do entardecer para si.
Adelaide, extremosa, cuidava de a não incomodar a não ser com estes cuidados, mais de mãe do que de companheira de vida, sempre preocupada com as friagens.

Há sessenta e seis anos que esta é a minha casa. E esta a minha gente.
Somos só as duas, agora. O senhor doutor morreu jovem, com 54 anos.
A menina ficou numa tristeza que só vista. Valia-lhe o ânimo que a filha lhe trazia e a alegria dos netos, a encherem a casa de risos e contagiantes gargalhadas.
Mas foi um tempo triste. Nove anos depois da morte do senhor doutor morreu a nossa bebé (sempre assim a designei, à filha da menina). Cuidei que a menina se finava de desgosto.
Lentamente lá foi arribando, retomando o gosto pela vida, mas parece que se ficou com um gosto a meia haste. Nunca mais foi a mesma.
As crianças ficaram a viver connosco. O senhor engenheiro andava sempre em viagem de negócios pelo estrangeiro, nunca poderia assumir a educação dos filhos, para mais na fase da adolescência. E que fase...Sempre foram umas lindas e belas crianças, educadas, de bom coração, mas voluntariosos como só eles. Valeu a paciência laboriosa e por vezes astuta da minha menina, para evitar atritos. Se fosse com o pai o caldo tinha-se entornado. Chocavam faziam chispa que só visto. O senhor engenheiro sempre foi um homem muito racional em que os sentimentos, ou as emoções, não sei bem destrinçar uma coisa da outra, eram dominados por uma lógica matemática como a menina tantas vezes disse. Muitas vezes rematava as conversas com o genro dizendo-lhe: “Álvaro, um e um nem sempre são dois!”

Ao princípio tal comentário, em tom de remate, baralhava-me. Até que um dia, lendo ambas no remanso do jardim, ganhei coragem para lhe perguntar como era possível que um mais um não fossem sempre dois....A menina deu uma saborosa gargalhada e explicou-me.


(continua)

EM TEMPO: parabéns ao AMARAL
que faz hoje anos, 19 de Janeiro. Passem por lá, não esqueçam.
Se não conheces o blog passa na mesma. O mais certo é gostares (muito).

14 janeiro 2006

Isto é uma campanha. Vá, toca a colocar nos blogues.

FORA DE QUALQUER DÚVIDA!

EL-REI D. SEBASTIÃO ESTÁ MORTO. DEIXEM-NO EM PAZ!

QUEREMOS TER SONHOS, NÃO PESADELOS!

13 janeiro 2006

As velhas senhoras


(continuação da 1ª parte do conto - ver em post de 24 de Julho de 2005)


Adelaide poderia ter ido para a casa dos sobrinhos, mas não a quis deixar.
Ela tão pouco gostaria da separação, mas entendia-a e aceitava-a se fosse da vontade desta. Não era. Ficaram. Foram ficando!
Sobreviventes duma nau de tormentas e mortes, prematuras umas, no seu tempo outras, apesar de nunca da morte ser tempo.

Os gatos corriam pelos muros e telhados saltando excitados atrás dos pardais.
De vez em quando logravam caçar um e era uma doida alegria a que os possuía. Vinham felizes, erguidas as caudas em orgulhosa postura, colocar-lhe as presas aos pés, solicitando-a para a brincadeira que a ela se afigurava selvagem, mas nunca os contrariou, apesar da piedade que sentia pelas aves, pois entendia que a natureza devia seguir o seu curso e mais brutal seria tirar a presa aos caçadores.

No final dos dias gostava de se sentar naquele canto do jardim olhando. Simplesmente olhando e respirando. Fruindo a vida, a bênção que esta representava e descansando o olhar por tudo o que a rodeava. De vez em quando as memórias assaltavam-na tão violentamente que parecia recuar no tempo e viver, de novo, momentos do passado.
Não gostava quando assim era apanhada de surpresa e transportada para a vida já vivida. Sacudia esses momentos traiçoeiros, como moscas repelentes.

Adelaide fugia de ali se sentar.
Ambas tinham já preparado o jantar, mas Adelaide escusava-se nas tarefas
domésticas para gentilmente a deixar só.


(continua)

P.S - amanhã, sábado, escrevo AQUI
se puderem passem por lá :)

11 janeiro 2006

Ácidos e óxidos


É uma coisa estranha este verão
E no entanto ia jurar que estive aqui
Não me dói nada, não. A tia como está?
Claro que vale a pena, por que não?
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina
Não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?
Até já soube formas de o dizer de outra maneira
Há coisas importantes, umas mais que outras

Basta limpar os pés alheios à entrada
e só mandarmos nós neste templo de nada
E o orgulho é a nossa verdadeira casa
Nesta altura do ano quando o vento sopra
sobre os nossos dias, sabes quem gostava de ser?
Não, cargos ou honras, não. Um simples gato ao sol,
talvez uma maneira ou um sentido para as coisas
*
Ó dias encobertos de verão no meu país perdido
mais certos do que o sol consumido nos charcos no inverno,
estas ou outras formas de morrermos dia a dia
como quem cumpre escrupulosamente o seu horário de trabalho
Não eras tu, nem isto, nem aqui. Mas está bem,
estou pelos ajustes porque sei que não há mais
Pode ser que me engane, pode ser que seja eu
e no entanto estou de pé, rebolo-me no sol,
sou filho desta terra e vou fazendo anos
pois não se pode estar sem fazer nada
*
Curriculum atestado testemunho opinião...
que importa, se o verão mesmo é uma certa estação?
Escolhe inscreve-te pertence, não concordas
que há cores mais bonitas do que outras?
Sou homem de palavra e hei-de cumprir tudo
hão-de encontrar coerência em cada gesto meu
Ser isto e não aquilo, amar perdidamente
alguém alguma coisa as cláusulas do pacto
Isto ou aquilo, ou ele ou eu, sem mais hesitações
Estar aqui no verão não é tomar uma atitude? A mínima palavra não será como prestar
em certo tipo de papel qualquer declaração ?
Há fórmulas, bem sei, e é preciso respeitá-las
como o gato que cumpre o seu devido sol
São horas, vamos lá, sorri, já as primeiras chuvas
levam ou lavam corpos caras
Sabemos que podemos bem contar contigo em tudo
Amanhã, neste lugar, sob este sol
e de aqui a um ano ? Combinado
Não achas que a esplanada é uma pequena pátria
a que somos fiéis? Sentamo-nos aqui como quem nasce
*
Será verdade que não tens ninguém?
Onde é o teu refúgio, ó sítio de silêncio
e sofrimento indivisível ? É necessário
Vais assim. Falam de ti e ficas nas palavras
fixo, imóvel, dito para sempre, reduzido
a um número. Curriculum cadastro vizinhança
Acreditas no verão ? Terás licença ? Diz-me:
seria isto, nada mais que isto?
Tens um nome, bem sei. Se é ele que te reduz,
aí é o inferno e não achas saída
Precário, provisório é o teu nome
Lobos de sono atrás de ti nesses dez anos
que nunca conseguiste e muito menos hoje
Espingardas e uivos e regressos, um regaço
redondo - o único verdadeiro espaço, o
sabor de não estar só, natal antigo,
o sol de inverno sobre as águas, tudo novo,
a inspecção minuciosa de paúis, de cômoros, marachas
Viste noites e dias, estações, partidas
E tão terrível tudo, porque tudo
trazia no princípio o fim de tudo
A morte é a promessa: estar todo num lugar,
permanecer na transparência rápida do ser
E perguntar será para ti responder
*
Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento-
que ao dominar-te deixa que domines - mora
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
animas-te, esmoreces, há os outros, morres
Mas quando foi ? Aonde te doía ? Dividias-te
entre o fim do verão e a renda da casa
Que fica dos teus passos dados e perdidos
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares
Que resto dás ? Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto
*
Ruy Belo
* * * * *
***
*
Hei, vão ler as minhas diatribes filosófico-políticas ?
E um novo Haiku
*
N.B -este belo poema de Ruy Belo foi-me enviado pelo amigo Machado Assunção

10 janeiro 2006

e a alma desdobra-se(...)

(...)ou será a mente?
Ou ambas?

Desdobram-se,
multiplicam-se,
ganham penas, asas, vôos.
Independentes da nossa vontade
as ideias abrem-se
em inúmeras fontes,
torrentes de água,
gotas silentes
mas não menos
impositivas
na disposição de ganharem
autonomia.

E assim (me) nasceu a "Amla "e a sua nova casa (de praia ou campo) conforme a disposição (minha) e a orientação (pontos cardeais) e nela serão sempre bem recebidos.
Até mandei fazer um anexo (totalmente equipado e independente) para receber os amigos e estes se sentirem bem tendo a privacidade que quiserem quando dela necessitarem isolando-se um pouco.

Eis a morada: FRAG(mo)MENTOS

07 janeiro 2006

Doía-lhe a alma

Foto de Vera Cymbron

Doía-lhe alma.
Por isso, com cuidado,
pegou nela
como coisa frágil
que é (pelo menos a sua)
e pô-la debaixo da chuva
mansa e fresca
que caía.
*
Por detrás das nuvens
O sol rasgou
um sorriso,
e a alma chorou
amargas lágrimas
pela incompreensão
no mundo, pelas destrutivas
e mesquinhas formas
de olhar o outro,
de o julgar,
mesmo não o conhecendo
sendo que o conhecer
alguém
nos não dá esse direito.
*
E a alma chorou
pela vacuidade das
palavras.

Palavras como:
irmandade, solidariedade,
Respeito, amor...

E tantas, tantas outras...

O sol, passando
por elas, amaciou a dor
e transformou-as
em miríades
de cintilantes arco-íris

iluminando os céus.

P.S - e sábado é dia de fazerem uma passagem no ORGIA
Espero-vos lá :)

05 janeiro 2006

Desafio aos poetas....desalinhados


Aqui vos deixo, à vossa melhor atenção a proposta-desafio do ORCA
«Desafio: encontro de poetas e de amantes de poesia dos blogs

Esta primeira mensagem sobre este assunto destina-se, apenas, a colher as vossas opiniões e, também, a solicitar a vossa ajuda na divulgação.

Assunto: proposta de participação num encontro nacional de gente dos blogs ligada à poesia.
Que não se entenda esta limitação como qualquer descriminação aberrante, mas apenas como um mero elemento aglutinador temático.
Alguns elementos definidos:- Local: Restaurante da Quinta da Ribeirinha, na Póvoa de Santarém (a meia dúzia de quilómetros de Santarém).
Data aprazada: dia 04 de Março (sábado), com início às 17h30 e… noite adentro.
O custo da refeição rondará os 20 euros (os quais julgo estar em condições de garantir que ninguém chorará).
- Os futuros inscritos (que poderão levar acompanhante) terão de se fazer acompanhar, também e como condição de inscrição, por dois poemas de sua autoria, de temática absolutamente livre e preferencialmente inéditos, que virão a integrar uma edição sobre o encontro, em “literatura de cordel”, da Editora Apenas Livros, Lda..
Os poemas deverão ser apresentados (ditos) durante o encontro.
Os pormenores da publicação virão a seu tempo, mas pode adiantar-se, desde já, que cada poema será identificado, no livro, com o nome ou o pseudónimo que cada um queira disponibilizar, bem como o blog (e respectivo endereço) que representa.
Haverá um número limitado de inscritos no encontro (ainda que bastante alargado - número mínimo 40), pelo que haverá necessidade de definir prazo-limite para recepção de inscrições. Estas serão definidas - por razões óbvias de reserva do espaço e responsabilidade a assumir por este humilde proponente - pelo pagamento antecipado do custo dos encargos com a refeição (através de NIB a indicar oportunamente).
Poderá admitir-se a delegação em terceiros que representem os autores, por sua manifesta impossibilidade de deslocação ao evento.
Haverá uma pequena Feira do Livro com obras dos autores presentes que estejam interessados em disponibilizar exemplares para venda directa, revertendo o produto da mesma integralmente para os respectivos autores.
Provavelmente, o encontro virá a ser mediatizado.Que me dizem? Independentemente dos contactos já efectuados, a vossa opinião é determinante para a viabilidade do projecto. Peço-vos, então, o elevado favor de me fazerem chegar manifestação do vosso eventual interesse até 15 de Janeiro corrente, através do meu endereço de email: jorcas@netcabo.pt .
Se, em 16 de Janeiro, se confirmar que o projecto tem pernas para andar pelo número de participações anunciadas, dar-se-á então início à efectivação das inscrições, com a solicitação dos elementos identificativos.
Cordiais saudações.»

- Jorge Castro

«NOTA de 04 de Janeiro, pelas 23h 42: até este momento manifestaram-me o seu interesse em participar na iniciativa 16 bloggers. A coisa está a compor-se...»

04 janeiro 2006

Estes Labradores necessitam um lar


Está confirmadíssimo.
Não é trote.
A proprietária é amiga de um amigo meu.
Aqui ficam algumas fotos dos fôfos e os contactos, caso queiram adoptar e.... ser adoptados por algum...
Por favor divulguem pelos vossos amigos.



Contactos: Paulo Alves da Costa

Tel - 21 470 62 00
Fax - 21 470 62 90
Tm - 96 877 65 32




E UM OUTRO ASSUNTO MUITO IMPORTANTE:
UMA PROPOSTA DO ORCA
Amantes da poesia, não deixem de passar pelo blog dele

03 janeiro 2006

Revisitando-me


Esta é a minha fala, esta sou eu que falo, esta é a voz que ouço (creio ser a minha) e que me diz de mim.
Quem sou, do que gosto, o que sonho, o que me magoa.
Esta é a voz que me fala da que sou, para além da visão que as outras pessoas possam ter de mim.
A que me fala de um secreto eu, meu e eu, somente por mim conhecido porque a voz me fala, e falando me constrói, porque, lembro de a minha mãe ler um livro bonito e ao mesmo tempo assustador em que dizia: “No princípio era o Verbo.”
E como esta frase sempre me encantou, me pareceu uma forma mágica um dia perguntei: “Mãe, o que quer dizer?”
Respondendo-me ela que se referia ao começo do mundo e da vida e que nesse começo, a palavra, que era o que verbo, queria dizer é que tinha o poder de fazer as coisas acontecerem (como o mágico fazia no circo, pensei eu e guardei esta ideia de belo e mágico através do poder da palavra e foi por isso que quando comecei a ouvir a voz, na minha cabeça, a ter longas conversas comigo não o disse a ninguém, guardei o segredo e a voz só para mim com medo de que o encantamento se quebrasse se o contasse a alguém e eu deixasse de ser real).
Duvidam?A minha avó Deolinda, mãe da minha mãe, contava-me muitas histórias do tempo das princesas, em que as fadas e as bruxas faziam acontecer coisas estranhas. Bem mais estranhas do que a de eu desaparecer se contasse aos outros da existência da voz e de a minha vida depender de ela continuar a falar comigo.

02 janeiro 2006

quem?

Quem vos fala desta forma?
Escrevendo!
Por detrás de um pseudónimo....que, vendo bem, já foi desvendado.
Pelo menos aos mais atentos.

Umas vezes de si dizendo, em discurso directo, outras, menos directo, outras ainda de coisas mútiplas que lhe interessam e a preocupam.
Mulher, já sabem, mãe, avó, na idade sexY... Alentejana de TODOS os costados.
Directa. às vezes directa demais. A vida me disse isso. Mas não mudei nesse aspecto. Gosto de ser assim, verdadeira comigo e com os outros.
Mas não vou tentar descrever-me, pois o não saberia fazer nem seria fiável.

Não gosto de ir ao W.C acompanhada como dizem todos os clichés sobre mulheres; nem de andar a ver montras; nem de calcorrear lojas; também não aprecio grandemente ir às compras, "detesto chópingues", detesto cabeleireiros...A-Do-RO o ar livre :) , o mar, o longe, de vaguear levada pelas brisas....

Abomino a metira, a falsidade, a hipocrisia, a intriga, a mediocridade (toda ela) mas a pior é a segura de si, palavrosa, enfatuada, enfática, gongórica....

Assim, me preparei para o novo ano (depois de acordar), pelas 07h00 (deitara-me pelas 04h00), no meu quarto de banho, depois de pintar e lavar o cabelo (o quê?? banho, claro,! ora que pergunta!) peguei na tesoura e pus-me a cortá-lo.
Ficou bem mais curto, menos uns 10cm.
Deve ter pontas "esgazeadas" a vibrar em todo ele mas poupei-me a um sacrifício inominável e doloroso - ao tempo perdido e suplício nas mãos dos cabeleireiros, às revistas e às conversas laterais....

Passei o ano em casa. Como gosto!
Já houve épocas em que passava com amigos, mas nunca nas festas públicas organizadas para tal efeito.
Não entendo esta loucura que parece apoderar-se de tanta gente como se tivessem, obrigatoriamente, que se divertir em datas pré-definidas....

Rio. Sorrio muito e rio muito e alto, com prazer.
Pareço muito certinha e nalgumas coisas sou-o, mas, globalmente, sou do contra, irreverente contra...as reverências, os reverenciados ou reverenciáveis,.... e não suporto injustiças mesmo sobre desconhecidos (perto ou longe).

Sou calma, pacifista e terna, mas posso ser, rápida e espontâneamente, agressiva contra actos e atitudes preconceituosas e/ou acintosas.

Falo alto sempre que assim me apetece expressar pensamentos ou sentimentos, tanto em casa como na rua.
Deito-me nos bancos dos jardins a ver as núvens correr ligeiras nos céus, as folhas das árvores vibrarem com as brisas, ou nada olhar a não ser o azul.
Tenho um grão de loucura. Graças a Deus a Allah, a Buda, a Maomé....!

E ali em cima sou eu na noite de passagem de 2005 para 2006.

E sabem o que vou fazer agora?
Vou:MALHAR. Uma coisa qe adoro.
Bem como caminhar.

Façam o favor de ser verdadeiros e....felizes.
Escolham ser felizes.
Contra tudo e todos, se necessário.



E agora digam-me lá: o que é que vocês tem a ver com isto?
Pró que me deu.....