28 janeiro 2009

mais textos no âmbito do 10º Jogo das 12 Palavras

São estas as 12 Palavras que nos desafiaram à escrita de textos para este Jogo. O 10º!
Podem ler os textos enviados por todos os partcipantes no Eremitério.
Entretanto oferto-vos alguns textos mais, escritos com as mesmas palavras.
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com autêntica paixão
límpido
querer
sem deriva nem
efabulação ou salsifré
o novo singular
e supremo ser vê-se a
renascer.

escaganifobética forma esta
de ser.

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oração fúnebre

amigo de longa data de Edilberto quero partilhar convosco a memória mais marcante que me deixou. afinal uma herança para todos. pura sabedoria, se atentarem nas minhas palavras.

Edilberto viveu toda a vida com paixão. sem qualquer deriva. norteado por autêntico e singular novo e límpido querer renascer na alba de cada novo dia. transformou o lema, “vive um dia de cada vez” ou “carpe diem”, em suprema sabedoria da vida. esta foi-lhe sempre um corrupio, viveu-a num autêntico salsifré, pulando de festa em festa com uma leveza de alma e de pés que dir-se-ia voar. nos olhos e no sorriso constante, nas gargalhadas algo escaganifobéticas que atirava ao ar como soltos bandos de trinadoras aves emergia todo o prazer que encontrava no acto de viver. da mesma forma ultrapassava as contrariedades, como quem, displicentemente, sacode um pouco de farinha que lhe caiu no fato, rematando sempre com as suas tão célebres, estranhas e contagiantes gargalhadas.
e se pensarem no que hoje evoco do nosso amigo e parente Edilberto verão que o seu modo de viver encerra poderosa fábula que a todos ofertou generosamente.
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Vidas às avessas

num mundo onde:


-o barulho, a sobreposição de ruídos em todos os lugares, ruas incluídas, é agudo e crónico salsifré;
- a deriva da verdade e da aplicação da lei uma constante. viver ou querer fazê-lo de forma autêntica e límpida, respeitando a singularidade da personalidade, é coisa escaganifobética, ou supremo delírio;
- a primazia do novo sobre o mais velho ou o velho, doentia paixão que leva a continuados e por isso tresloucados actos cirúrgicos procurando um impossível renascer em vez do normal crescer e… envelhecer.

será que criámos um mundo onde não há verdade, por mais poderosa, que inverta este delirante modo de vida?

10 janeiro 2009

reposta a desafio e convite a oito bloggers



A Girassol teve a gentileza de me convidar para um desafio que consiste em de mim dizer
coisas tais como:

a) Escrever uma lista com 8 coisas com as quais sonhe;
b) Convidar 8 bloguistas a responder ao mesmo;
c) Comentar no blog de quem partiu o desafio;
d) Comentar no blog de quem desafiamos;
e) Mencionar as regras.

e como " (...) o sonho comanda a vida aqui deixo os meus principais sonhos sonhados.
Oito sonhos (desejos adiados ou em curso) meus:


  1. que o amor sempre vença as "ervas daninhas" que, por vezes em meu humano coração começam a nascer:

  2. sejam quais forem as adversidades a força nunca me falhe e delas possa fazer degraus;

  3. que o AMOR possa ser um pleno em minha vida;

  4. que minhas filhas e neta, independentemente de minhas falhas, lembrem sempre que as amo. De forma incodicional;

  5. de forma consciente nunca fazer mal a qualquer forma de vida(fazemos sempre. Muitas vezes por ignorância e não intenção) ;

  6. Ter sempre o suficiente para viver...

  7. ...e uns extras vinham a calhar para viajar

  8. ser sempre capaz de ver a beleza nas pequenas coisas do dia a dia e nelas encontrar prazer, alegria e encantamento.

E AGORA, CUMPRINDO AS REGRAS, PASSO O TESTEMUNHO A:

02 janeiro 2009

fui desafiada e agora deixo-vos o desafio em aberto

a vida é uma sequência de tempos.
tempo de amar. tempo de rir. tempo de chorar. tempo de cantar. tempo de lavrar. tempo de crescer. tempo de criar. tempo de frutificar. tempo de rir. tempo de agir. tempo de parar....tempo de caminhar. tempo de

procurar. tempo de encontrar. tempo de perder. tempo de florir. tempo de fechar. tempo de abrir. tempo de nascer. tempo de viver. tempo de dormir. tempo....tempo de morrer. tempo de nascer.......

tempos de luz solar que dedicamos às actividades necessárias e às que escolhemos ou...conseguimos.

tempos de escuridão ou de luz lunar em que cansados retornamos ao canto nosso.à toca onde o animal que somos se recompõe com o alimento. onde sossega e cada um constrói as permutas de amor e, por fim, dorme preparando-se para mais um dia de acção.

tempos divididos em: dias - com luz; e noites - onde a luz se ausenta e nos recolhemos temendo - atávicamente ainda - o que na escuridão se pode esconder - e desta sucessão de divisões que imprimimos aos espaços de luz penumbra e escuridão fizemos os dias. construímos a sucessão de semanas, de meses, que ao totalizarem 12 completam um ano.

e, de ano em ano, as vidas escorrem deslizando em momentâneos fugazes momentos de pura alegria que nos permitimos. de cansaços e de tristezas de que não gostamos mas construímos e vivemos. incansavelmente os reconstruíndo.

e, desta forma repetitiva que nos dá segurança - criamos tradições para perpetuar os bons momentos sonhados (?) - mais uma vez o ano mudou.

há pouco o calendário - por nós feito - dizia: ano de 2008. agora marca já o dia 2 de janeiro do ano de 2009.

e se, há tempos, lancei o desafio de, com leveza de alma, fazermos acrósticos a partir da palavra NATAL - passem por lá que ainda hoje coloquei um novo da T.D - a Paula Raposo que participou entusiasticamente enviou-me um acróstico sobre o

lema ou tema: BOM ANO NOVO.
REIS


São chegados os Três Reis
à porta do lavrador
Se tem a mulher bonita
a filha é uma flor

Que cavalos são aqueles
que fazem sombra no Mar
São os três do Oriente
que a Jesus vão adorar

O menino chora, chora
porque anda descalcinho
Haja quem lhe dê as meias
que eu lhe dou os sapatinhos

Nossa Senhora lavava
e São José estendia
E o menino chorava
com o frio que fazia

Calai-vos meu menino
calai-vos meu amor
Isto são navalhinhas
que cortam sem dor

Saíram as três Marias
de noite pelo luar
Em busca do Deus menino
sem No poderem achar

Foram-No achar em Roma
vestidinho no altar
Com cálix d'oiro na mão
missa nova quer cantar

E dai-la esmola e... e dai-la esmola bem dada
Para quem, para quem vier pedir
que ela lhe, que ele lhe sirva de escada
Para quando, para quando ao céu subir

Letra e música: Popular (Redondo, Alentejo)
Cantado por Janita Salomé* e Cantadores do Redondo (in CD "Vozes do Sul: uma celebração do cante alentejano", Capella, 2000)


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Aqui os acrósticos que vão chegando.

envia o teu.

temos vontade e... muito espaço à tua espera
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Bela a penumbra
Ontem e hoje
Mar e vida.
*
As gaivotas
Não esperam
O futuro.
*
Nunca voamos
Onde vivemos
Voamos
Onde sonhamos.
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Beijo o sol a
Ocidente
Mais o da
*
Alvorada
Nascente
Olhar aberto
*
Novos são os
Olhos com que te
Vejo. novos teus
Olhos fitando-me.
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Breve o som
Ou a mágoa
Minha.
*
Antes de ser
Nada era
O mar.
*
Nada e tudo
O caminho percorrido
Volta sempre
Onde começa
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Bom dia! diz a voz
Onde quer que esteja.
Macia, sempre terna
*
Amante eterna de
Nome desconhecido.
Ouço-a nos sonhos.
*
Nunca me canso de
Ouvir tão maviosa
Voz que alegra
Os dias e as noites alumia.
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Bom ano de 2009!
Ouço num breve
Musical murmúrio
*
Alegre. em cintilantes
Notas trinadas.
Olho ao redor
*
Não vejo ninguém
Ou então a cegueira
Veio. Inesperada e
Obscura onda.
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