
Não sei porquê ou talvez sim,.
mages, respectivamente com quase um ano e dois anos e meio. 


mages, respectivamente com quase um ano e dois anos e meio. 

Minha filhot'Ana, aqui com 2meses e meio, e eu
Minhas filhas Ana e Carla (na cadeirinha, com 7 meses) e eu, nas traseiras da casa dos pais, em Lxª.




Em longínquas madrugadas amei o teu corpo. Ou devo dizer: os nossos corpos amaram-se?
No leve despertar do último sono o toque da pele nua.
A vibração rutila do sangue percorrendo-nos até à alma.
Invocando, convocando o acto físico de amar em que nos transcendíamos fundindo corpos e almas num só, numa só.
Nós, um só, iluminando a vida e assim a saudando.
Procuras-me.
*
Ouço tua voz
chamando meu nome.
*
Observo-te percorrendo
a casa
divisão a divisão,
chamando o nome,
espreitando, em jeito
de brincadeira antiga,
cantos, armários,
atrás dos móveis....
*
percorres a casa
e chamas mais alto.
*
Um gesto de desalento
ou impotência
espelha-se em teu
corpo, teu rosto.
*
Incompreensão...
*
Parado
olhas ao redor
como quem avalia
os espaços já revistos.
E o meu nome continua
a vibrar na casa,
no jardim...
esqueces-te
de levantar os olhos
para o alto.
*
Sentada no crescente
Estou suspensa sobre ti.


Foto por TMaraEste foi meu contributo.
Escrito não ao correr da pena, mas das teclas.
*
Teus gestos,
reflectidos na água
que dos olhos escorre –
feita espelho
de incontida dor –
e desliza na pele
cavando
profundos sulcos _
quase vales _
como se pedras
em desenfreada avalanche
onde o eco
das palavras persiste,
a ferir de morte.
Triste tela
onde o negrume impera
e os sentidos, perdidos,
não encontram o norte.
De tua voz
as duras palavras –
eco de desamor,
corpo sem formas –
murmuradas, mansas,
como se de amor,
ao redor da chávena do matinal café
sugaram-me força e vontade.
O esventrado corpo meu,
retalhos
de alma esvaída, jaz
algures, em longínquos
perdidos degraus da vida.
Tão mansa a tua fala
ao redor da mesa
do matinal café
quando disseste: “nunca te amei!
Era só sexo, e cansei”.
O esventrado corpo meu,
e a retalhada alma -
cacos nos degraus –
aguardam redentora chuva
que os faça erguer e
continuar a viver
vida plena,
cheia de audácia.

Das suas formações e vida.
Pensei: “física”= estudo, conhecimento do mundo e seus fenómenos.
Vieram-me à cabeça algumas leis da física estudadas no liceu.
Pensei que poderia construir rudimentares aparelhos: roldanas, alavancas - por aí - e fotografar.
Depois começaram a surgir imagens da natureza que guardei em fotografias, muitas formações rochosas onde se pode ver, nas fracturas, a sua evolução e estrutura (macro).
O pensamento de como a física e a química andavam de mãos dadas intensificou-se.
Pensei escrever numa folha de papel a fórmula de uma lei da física, ou fotografar um dos instrumentos vitais para o seu estudo: telescópio; microscópio... Ou um banal, como o telefone, a telefonia, máquina de lavar, os óculos que uso....etc
Cada palavra proposta desencadeia processos mentais absolutamente inesperados.
Em simultâneo a ideia de "representar" esta palavra/ideia/conceito com corpos humanos, em bailado, não me abandonava.
Corpos, representação da natureza - árvore florida ou com frutos.
Outras – microcosmos onde as leis da física coexistem.
Hesitei, decidi, enviei.
Voltei a hesitar, reenviei e pedi anulação da anterior.
Ganhou o corpo humano – tudo nele contido: células, átomos, etc...
O microcosmos em nós.
E a vontade de ultrapassar seus limites.
E é uma dessas fotos, tirada a um bailado, que no final, em mim, ganhou a luta de ideias e pode ser vista em “PALAVRA PUXA PALAVRA”
P.S - surge como post-scriptum não porque seja menoss importante, mas porque é só um lembrete: hoje à noite, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta apresentação de novo livro de poesia Maria Mamede
toda janota


E agora, com amizade, uma prendinha a ambos: blog e blogger e, com a permissão deste, aos demais convivas.
Imagens do meu amado Alentejo*