29 março 2006

Texto casual


Nada de incomum aconteceu.

Pôs-se então a reflectir se a razão do seu
despertar estaria em si.
O que sonharia na altura?

Lembrava só, e muito vagamente,
um cravo rubro, contrastando vivo,
contra um céu de noite escura.

7 comentários:

polittikus disse...

Foi mesmo do sonho dos homens que nasceu a revolução dos cravos...

amigona disse...

Claro que aconteceu!!!...- Tu!

Adryka disse...

Por vezes pode acontecer. beijinhos

Teresa David disse...

Este sim enche-me as medidas da tua prosa poética. Gostei imenso.
Beijos
Teresa David

AS disse...

Um cravo rubro, que empunhei, que alimentei, que continuará rubro na minha mão...

Um abraço TMara

batista filho disse...

... à despeito dos descaminhos que quaisque sonho possa seguir, continua ele, o sonho, a comandar a vida.
Belíssimo versejar, amiga.
Um beijo.
:)

batista filho disse...

Errata: "...que 'qualquer' sonho..."