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08 dezembro 2011

juntemo-nos contra a indiferença que ameaça destruir-nos

PORQUE nunca é demais e este é um momento de alerta ativo e urgente intervenção contra |a indiferença que nos tolhe|  as questões e políticas sociais que estão o destruir o já esfarrapado tecido social português, destruindo a base de sobrevivência das famílias e hipotecando, a perder de vista, a nossa soberania, trago, a todos, estes poemas infelizmente tão atuais.

São invocados ao nosso convívio 3 grandes poetas e evocado outro.
Começamos com  Eduardo Alves da Costa,  No Caminho com Maiakovski 

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.­­
E não dizemos nada.­­
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua,  e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

 Martin Niemöller (1933)

 Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
Meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...


 Terminamos com as palavras de Bertolt Brecht (1898-1956)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão-me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.