03 fevereiro 2012

intemporais lições politicas -. como nos lixarem

Do séc. XVII ao XXI - de como lixar sempre os mesmos...
1661 - DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LIÍS XIV
(Mazarino e Colbert - Google)

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.

Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro-ministro na França. Notável colecionador de arte e joias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.


O diálogo:

    -
«Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
  -  Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a se endividar... Todos os Estados o fazem!
  
 - Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?
  - Mazarino: Criam-se outros.
   - Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
  - Mazarino: Sim, é impossível.
   - Colbert: E então os ricos?
  - Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
    -Colbert: Então como havemos de fazer?
 - Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles  trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.»


24 janeiro 2012

o que se faz no mundo com a razão e a desrazão


«O que se fazia no mundo com a voz da desrazão ia muito além do que se fazia por boa vontade e por justiça.»
BESSA-LUÍS,Agustina (2001). O Princípio da Incerteza, Jóia de Família.Lxª: Guimarães Editora (211)

22 janeiro 2012

excerto de "Lição sobre o poder", por B. Brecht


Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões.
E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.
Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer.
E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc. Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.»

21 janeiro 2012

Vida e vistas do Porto de há 100 anos em filme

Recebi de um querido amigo (grata sou) e assim partilho.
«Alguém sabe o que era o Pathé-Baby? Não? Era um formato de filme de 9,5 mm. que, ao contrário dos outros formatos(8, 16, 35 ou 70 mm); não tinha os furos para arrasto no lado da película, mas no meio, entre cada duas imagens. Como resultado, o tamanho da imagem era quase igual ao do 16 mm, pois aproveitava toda a largura da película. Tinha a desvantagem de o gancho de arrasto facilmente sair do sítio e estragar a película. Para minimizar isso, alguns projetores tinham dois ganchos de arrasto, que "apanhavam" dois furos sucessivos. O formato estava relativamente vulgarizado, e até havia representantes da marca. 
No Porto, era em Santa Catarina, não muito longe do Via Catarina, mas do lado oposto. 
 Encontrei no Youtube esta preciosidade. Filme do Porto e do Minho com cerca de 100 anos.»
e + ou - 100 anos depois, enquanto cidadã atenta e preocupada pergunto-me:
 Cavaco Silva está senil ou imbecil?

20 janeiro 2012

dizem...


Dizem que dormimos menos à medida que envelhecemos!
Então, silogisticamente
(favor não verificar a correção do silogismo.;D) )
concluo:
(Eu, por Ana Eugénio)
  • ·         Os velhos necessitam dormir menos
  • ·         Estou a dormir quase o dobro
  • ·         Logo... estou a rejuvenescer!


a questão que se coloca é: ONDE É QUE EU/ ESTE FENÓMENO VAI PARAR?
                aqui, ou...ali?

                              SOCORRRROOOOOOOOOOO

Últimas 3 fotos, do Google

19 janeiro 2012

CIDADE - 2 poetrix

do Google

Cidade I

perigo
expostos golpes
ruínas.
Foto por Conceição Paulino

Cidade II
Urbana
Urbanidade
Risco e liberdade

Conceição Paulino
S. Mamede de Infesta, segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

18 janeiro 2012

alguma alma caridosa e atenta me diz quantos PACKS mais além do Pack 4?

Soneto de José Régio escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão atual em 1969, como hoje... 
 E depois ainda dizem que a tradição não é o que era!!!   



«Soneto quase inédito
        
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.» 

JOSÉ RÉGIO

17 janeiro 2012

canção imperdível, palavras, emoções a percorrerem o mundo em diferentes vozes e instrumentos

conheces? NÃO? não sabes o que perdes


Olimpo (bar café) do amigo Luís Beirão e outros

Abre às 17:00.

Seg - Sex:17:00-2:00
Sab:15:00-2:00





O nome refere-se ao Monte Olimpo, na mitologia grega, morada dos 12 deuses principais. 



Este "nosso" Olimpo
  • Possui um primeiro andar (café), 
  • um patamar intermédio, 







  • um segundo andar (fumadores) e esplanada. 
  • Na sua programação constam, essencialmente, eventos culturais, ligados às artes, música, fotografia, desenho, pintura, design, literatura, poesia, artes plásticas, etc. 
  • Destina-se a gente que gosta de se cultivar, aprender e conviver de forma  descontraída 


Abre às 17:00.

Seg - Sex:17:00-2:00
Sab:15:00-2:00



16 janeiro 2012

correndo ou...fugindo?


O mundo (social e cultural) que construímos é alucinado e alucinante.
Desligamo-nos do planeta, do ritmo da vida e da criação, das estações, do nascer e por do sol e da lua, do ritmo das marés e do pulsar geral da terra-mãe.
Colocamo-nos acima das restantes espécies (animais e vegetais) que connosco coabitam. Com que direito?

Criamos ilusões que transformamos em objetivos de vida e que a tudo se sobrepõem.
Até a nós, seus criadores.

Mas ainda assim sentimos esta contínua e inextinguível fome e sede de felicidade. Queremos, a todo o custo ser felizes!
Lembremos então, com N. Hawthorne, que «A felicidade é como uma borboleta que, quando perseguida, está sempre além do nosso alcance, mas que, se nos sentarmos calmamente, pode pousar sobre nós.»
Conceição Paulino

15 janeiro 2012


longe vão as aves

longe vão as aves
em seu matutino voo.

novos mundos
nascem
cada dia  que
renasces o mundo
renovas

em teu riso o sol
se ilumina e
se acalenta a alma

de regresso estão
as aves a festejar
o começo dos dias.
Conceição Paulino