
Hoje fui ao blog da Raquel V. e roubei-lhe o magnífico texto que colocou no 25 de Abril. Um testemunho impressionante de uma jovem cidadã interventora, consciente e solidária lutadora,
Antes do texto dela deixo-voo o meu comentário que só hoje consegui escrever. leiam o texto da Raquel, com atenção e carinho, olhem-no como porvindo de uma jovem com consciência social e não movida por isnstintos primários e meramente pessoais. Ouçam o grito de revolta em que nos diz do mau-estar, dos erros e dos abusos a que hoje estão, de novo sujeitos os trabalhadores. Os jovesn e todos os outros. E reflictamos sobre a herança que deixamos. a herança do 25 de Abril. Nós tivemos a festa, a solidariedade eufórica, a bebedeira de liberdade e de azús e vermelhos (do sangue e da vida - aqui sem conotações políticas) gritados bem alto...
E agora o que há?
o que sobrou para além da liberdade?
e, mesmo essa, estejamos atentos porque vai sendo cerceada em nome das produtividades, do desenvolvimento... Desenvolvimento que não sentimos e que estudos nos vêm agora dizer que só em 2050 e...(?) lá chegaremos...
Antes, na minha infância e juventude nada havia de segurança social e saúde.
Os estudos eram... para alguns...
As pessoas tinham que amealhar para viver na velhice.
As roupas, mesmo nas famílias "com posses" (terminologia da época), era refeita e trifeita, passando de pais para filhos, dos irmãos maiores para os mais pequenos. Iam costureiras a casa, aos dias, fazer esses trabalhos de "arqitectura nos trapos". Não ha mal nenhum em poupar, antes pelo contrário. O mal é quando é a única saída. E o horizonte mais curto do que a ponta do nariz.
As famílias pobres comiam, muitas vezes, pão com cebola (tenho testemunhos que aqui, no norte era corrente). E faziam "caldo" com água quente, côdeas de pão e...vinagre Porque o vinagre enganava a fome - mais testemunhos directo de quem o viveu.
E deixamos que nos arrastem?
e
os nosso sonhos, e os sonhos de nossos filhos e netos?
«Minha "crida" menina-grande-mulher. Li-te na altura e chorei. Chorei convulsivamete pq te entendi muito bem, bem demais, pq senti e sinto o mesmo e sou da geração dos k lutaram e fizeram/tornaram possível o 25 de
Data a NUNC
Quem quiser entender veja os documentários da época, ouça e leia os testemunhos de milhares de estrangeiros k migraram para o "milagre da revolução" dos cravos.
O povo, feio cansado e bruto k parecíamos, floresceu.
Os sorrisos habitaram o nosso mundo e não só.
O mundo ficou + rico e essa riqueza tinha um nome: liberdade.
Liberdade conquistada e expressa com uma tal segurança e confiança no porvir k o grande capital mundial tremeu.
E os nosss políticos foram indo na onda.
Uns + rápido do k outros.
Vi, estive, lutei, vivi.
Vi as pessoas a serem corrompidas.
Vi as almas a enegrecerem.
E chorei.
E tive k me afastar e durante anos, qnd ouvia
«Hoje
Não desejo recordar o que não vivi, disso nada sei.
E o que me contam encaixa unicamente nos livros da História de Portugal, nas épocas da inquisição, nos tempos da ignorância.
Não me contem sobre o ontem, digam-me o que vão fazer amanhã porque é disso que eu quero saber.
Expliquem-me porque sou velho aos trinta, não me digam mentiras, digam-me a verdade.
Expliquem-me porque me pagam parte do ordenado "por fora", não me digam que fui eu que aceitei, porque eu tinha uma casa para pagar.
Expliquem-me porque "vi" assinar falsos contratos, não me digam que o "não" se impunha, porque perante ameaça quase todos sucumbem.
.... porque muitos tinham filhos para alimentar, casas para pagar, vidas a começar!
Digam-me se apenas querem recordar, o que estamos a festejar. O escrever sem medo?
Pois vos digo que tenho medo!»
P.S - a imagem é a original do post da Raquel.





























