Começo pela boa!
IMPERDÌVEL uma antologia de poemas do escritor António Rebordão Navarro, sob o título (delicioso título): Longínquas Romãs e Alguns Animais Humildes, compilada e prefaciada pelo escritor Francisco D. Mangas.
Os poemas que constituem o livro, «Os Animais Humildes» teve uma primeira edição de autor em 1956, não tendo sido reeditado pelo que o conjunto destes poemas sobre os animais (humildes, os que ignoramos no dia a dia), dos quais diz a brochura da ASA: «O autor contrapõe o mundo dos bichos ao dos homens, e mostra-nos que essas humildes criaturas encerram dignidade, mais dignidade do que os homens, e uma beleza de que se colhe um exemplo magnífico no poema O Pardal:
“Leva um pouco de nuvens sobre as asas,
com as papoilas ri-se dos espanta-pássaros
e engorda sem suspeitar do visgo
da armadilha, do chumbo.
Irmão se S. Francisco como os outros
baloiça-se nos trigos, nos arames
e, de manhã, penteia-se nos espelhos de chuva.”
A selecção feita por F.D.M. abrange poemas de toda a obra poética deste autor e aconselho-a vivamente a quem gosta de boa poesia.
A má:
Houve um equívoco com a conta de electricidade que me obrigou a deslocar-me à sede da E.D.P, no concelho.
Duvidando da morada procurei na lista. Não achei. Liguei para as informações, solicitando telefone e morada, o que, obviamente, me foi facultado.
Aí vou eu de autocarro para a morada referida. A saída do autocarro ficava a cerca de 2 km do endereço facultado. Como não gosto de estar parada, perdendo tempo e despendendo energia à toa na cidade, para médias distâncias, uso as pernas - já confirmei que os tempos de espera mais os de transporte ultrapassam os da deslocação pedreste...Bora lá, Maria....
Chegada ao local, de papel em punho, procurei no nº e andar referenciado. EDP???? Nááááá!
Desci as escadas e inquiri, a dois indivíduos que cavaqueavam, onde ficava.
Depois de fornecida a resposta constatei que ficava exactamente no ponto do autocarro onde iniciara a minha caminhada e que já para ali mudara há mais de UM ANO!.
MORAL (se é k há alguma)- não é o transtorno.
A outras pessoas, mais velhas ou com dificuldade de locomoção e pequeninas reformas seria tudo transtorno, e mais.
É a ineficácia da Portugal Telecom, até há pouco operadora monopolista.
Se perguntasse pela residência da D. Joaquina das Couves, até dela deviam ter os dados correctos nos computadores de acesso aos chamados serviços informativos, pois que quando alguém muda de casa os informa para a respectiva mudança de telefone. Mas neste caso trata-se de um serviço aberto ao público.
Mal vai esta nossa pequena casa. Cada vez mais pequena, tantos são os disparates e desmandos que a encolhem.

E DUAS outras coisas:1) dêem uma passadinha pelo Balão D'Ensaio
2)Passem na Vera Cymbron o blog faz hoje UM ANO :)
Parabéns Vera:)









