15 dezembro 2011

convite&desafio: poema METAMORFOSE

Metamorfose 

É quando a noite cai e o frio na lareira
descobre que sem lenha o fogo não se ateia,
que um grito de aflição assombra a pasmaceira
que anestesia há muito o povo desta aldeia.

E tocam a rebate os sinos da capela!
O burburinho cresce e vai de rua em rua.
E quem não vai, está olhando da janela
a vida que palpita e livre se cultua.

E corre o rapazio, ousando a sedução
de ser e de crescer nas asas da cantiga,
como o pião que roda e roda em sua mão
até parar feliz e exausto de fadiga!

E o frio se transmuta em fogo e ganha alturas,
instante a crepitar antemanhãs maduras!

14 dezembro 2011

convite e desafio/ 2 Poemas

Cárcere
®Lílian Maial

 

Urge a palavra perpétua 
condenada à boca 
solitária
engolida 
qual bolo de espi
nhos

A língua lambe 
sorve enjaulado grito
feito crime perfeito 
violação dos sonhos

Os olhos cospem intenções 
e não confessam

As mãos sacodem as grades
- grilhões de encardida esperança -
trancada às  sete chaves 

Num canto esquecido 
o lacre, no peito, inflama
e escorre 
corrosiva dor clandestina
a clamar justiça e alimento
que a fome não cala com o tempo

Ergue-se do cativeiro da inércia
a mão que ara a terra da mudança

Revolve o coágulo árido e seco
Pulveriza o suor
Aspergindo a força do homem
O futuro

Há que libertar o verbo
convolar os silêncios
e sentenciar  a dor

A flor do cárcere desabrocha no poema.

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Terra de ilusão


O meu país é um sonho sonhado
Por soldados e marinheiros, lenda
Antiga de um paraíso encontrado.
Feira franca, leilão d’almas em venda.

Meu país, mundo nunca conquistado
Ao reino da fantasia é senda
De um caminhar só mal esboçado
Onde, após o erro, não há emenda.

O meu país é contínuo sonhar
Povoado por almas a penar
Penas passadas, terra de ilusão….

Meu país, contínuo derruir
De esperanças que perdemos a rir
Enquanto se nos parte o coração.

Conceição Paulino
(poema da década de 76 - cada vez mais atual)

frases inesquecíveis de Pedro Passos Coelho ANTES de ser 1º Ministro

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá 
menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.
"Pedro Passos Coelho (antes das eleições)
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E já agora desmascaremos mais mentiras sobre tempos de trabalho, descanso e férias:
Vejamos as estatísticas da OCDE sobre as horas de trabalho na Europa em 2010: 

13 dezembro 2011

convite e desafio/Crise, QUERER

Quadro de Dórdio Gomes
(Arraiolos26 de Julho de 1890 — Porto12 de Julho de1976)
Querer


Não me quero cativo
de quanto me disser
um saber que se quer
poder imperativo.

Quem sabe e quem não sabe?
Que sabes tu e eu não?
Tu tens o teu quinhão 
do todo que nos cabe.

Eu quero descobrir e quero descobrir-me!
Eu quero desbravar e quero desbravar-me!
Que cada queda a dar seja um grito de alarme
na vontade a subir e cada vez mais firme!...
Gabriel de Fochem
Viana*Évora

visão do mundo

o mundo |fora de mim|
corre e agita-se

é um mundo que recuso
no mais íntimo da alma

é um mundo feito de
                              pressa sem objetivo
                              raiva
                              rancores acumulados
                              ódios novos
                              e antigos, anquilosados

é um mundo feito de
                             competição
                             hipocrisia
                             sorrisos ensaiados
                             esgares apertados
                             dedos enclavinhados
                             corações enlutados

é um mundo feito de
                            dominação
                            esmagamento
                            dilaceração
                            destruição e
                            aniquilamento do ser
                           ………
                           Contradição
é um mundo feito de
                           homicídio consentido
                           eleito, entronizado
                           batizado, abençoado.

é um mundo feito de
                           crimes.

é um mundo que nos envergonha.

é um mundo que me dói
é um mundo em que não participo
é um mundo em que não existo
é um mundo que urge mudar.

Conceição Paulino in,
O meu país é um sonho sonhado, 2009:14-15

12 dezembro 2011

Onde as gentes do meu país?


1907-1995

«(...) Desde que Portugal é Portugal que os seus homens de cultura desceram a terreiro nas grandes ocasiões. 1383, os Descobrimentos, o Liberalismo e a República tiveram a dar-lhes consciência e o corpo o melhor da inteligência do país. A própria Restauração se orgulha da sua literatura de resistência.(...)»
 Miguel Torga
In Palestra, 1951.
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XV Reflexão


Os tempos do desatino
embotam as mentes lerdas,
presumindo-lhes que as perdas
são azares do destino.

Porque será que o destino
só embota as mentes lerdas
e nunca provoca perdas
a quem gera o desatino?

5 de Setembro de 2001-
 21 de Setembro de 2010
Viana*Évora*Portugal
_________________________

Restos

em cada dia
que passa
o mundo se vai
construindo
e moldando
com partes de nós mesmos

em cada dia
que passa
cada um de nós
vai ficando
resto dos restos
de ontem
resto dos restos
dos outros

resto dos restos
que restam.

Conceição Paulino
in, O meu país é um sonho sonhado:54

11 dezembro 2011

Para o Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva

Legendei como: portuguêsmente

Para o Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva
aqui deixo, chegada do Brasil e com autorização do autor, esta bela reflexão, em forma de soneto, contra a arrogância de quem pensa que tudo sabe e nunca erra.
O P.R já ­­­o afirmou alto e em bom som para o país mas, porque mesmo muito sabendo o ignorado é incomensuravelmente maior e o erro condição de aprendizagem aqui o deixo, na esperança de que lhe sirva para alguma coisa bem como a muitos outros que nos desgovernam.

Penitente
Herculano Alencar

O erro é a mão do aprendizado.
Erremos, pois, com douta inteligência,
pra que tenhamos plena consciência
de quanto um ser humano é limitado.

Só se é sábio quando, ao ter errado,
recompõe-se do erro a obra feita.
Pois que a criação é imperfeita
e mesmo a perfeição tem seu pecado.

Quem nunca errou, não sabe se aprendeu.
É cego, e surdo, e mudo como eu
e outros literatos desvalidos.

Há de escrever na lápide vazia
a página final da poesia
de um livro que jamais há de ser lido.*



*O poema foi escrito noutro contexto.  Achei que "cabia como uma luva" pelo que pedi autorização para o fazer.
************
e porque há pensamentos e reflexões que merecem maior visibilidade aqui deixo um comentário que a Titas deixou na postagem intitulada contra a indiferença «talvez assim o bom povo português acorde, e reflicta sobre a mensagem 'elogiosa' dum tal sr. Jürgen Kröger, representante da Comissão Europeia na troika,os tais funcionários de 5ª ou 7ª linha, a saber: «Portugal não é a Grécia: há estabilidade e as pessoas são boas». Percebemos a mensagem: as pessoas más (e os países maus) manifestam-se, as pessoas boas (e os países bons) deixam-se espoliar.

Constituição da República Portuguesa Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

10 dezembro 2011

Março/2011

Uma questão de Perna!

O senhor Silva, passado que foi o tempo de gerência, abrigou-se no palácio dos retratos, onde também terá de ter o seu!
Continua a afirmar-se “não político”, e mantém o mesmo ar seráfico e a mesma arrogante distância a tudo o que seja problemas das gentes.

O senhor Pinto de Sousa, que ainda está no lugar que foi do senhor Silva, mantém o mesmo ar de fura-vidas com que ali chegou e a arrogante distância a tudo o que seja problemas das gentes.

O senhor Coelho que também quer o lugar onde ainda está o senhor Pinto de Sousa e que já foi do senhor Silva, mantém o mesmo ar bem comportado com que cresceu nas fileiras da sua doutrina, e a arrogante distância a tudo o que seja problemas das gentes. Gosta mais de cuidar dos problemas dos patrões das gentes.

Isto quer dizer que os tais senhores, dignos “continuadores” de uma obra que se vai mantendo há exactamente 30 anos, umas vezes com o grupo do senhor Coelho e outras com o do senhor Pinto de Sousa, também continuam longe dos problemas das gentes. Cada vez mais!

E um dia deste lá vamos ter de escolher entre o senhor Coelho e o senhor Pinto de Sousa, perante aquele ar palaciano e seráfico do senhor Silva.

E, atónitos, cheios de novelas e futebóis, também vamos continuar a contemplar isto tudo com o mesmo ar com que, no supermercado, miramos as embalagens do “Fiambre da Perna Extra”!

Qual?

* * *

Dezembro/2011

A Perna

Hoje, andados nove meses, poderemos tirar, daquele texto e daquelas personagens, algumas conclusões exclusivamente culturais:

O senhor Silva, continua seráfico apesar da confirmação das particularíssimas amizades, e de o seu mundo cultural ter sido enriquecido por uma relevante obsessão por vacas.

O senhor Pinto de Sousa, mentiroso compulsivo por completa ausência de valores, anda a ver se os adquire nas novas oportunidades de um bem pensar parisiense.

A perna extra que nos coube, continua a tratar dos problemas dos patrões das gentes com a mesma arrogante distância por tudo o que seja gentes e cultura, como se vê pelos diversos cratos e gaspares que lhe enxameiam a equipa, e pelo lamentável desprezo votado ao valioso património mundial deste país. Também trocou o professor angelito por uma mestra alemã que lhe vai passar um cartão de cidadão em nome de “Schritte Kaninchen”·.

Como diria um qualquer castelhano “joder... que tropa!”

António M. Oliveira,
escritor


· passos coelho em germânico de tradução automática

09 dezembro 2011

convite&desafio- Poema: Re-volver poema 1.1 Lilian

RE-VOLVER 

No peito-húmus, 
um músculo ávido de palavras. 
Revolver a terra, 
adubo em gotas, 
versos irrigados. 

O verbo cala, 
o solo seca, 
racha-se a criança - 
migalha de pão dormido. 

Fome e chão, 
pisa descalça 
em brasas da indiferença. 
Pele e sangue ressequidos, 
aridez de lágrima, 
espinho e barro 
a maquiar a pele, 
manchas de verde e amarelo. 

Chora a pátria, 
pétrea de matas pálidas, 
alopecia de cores, 
extensas clareiras. 

Terra vermelha 
coberta do pó, 
rugas no mapa, 
pistas de pouso - 
Clan-destinos. 

Onde o branco, 
a pureza, 
a promessa? 

Traída a terra, 
ouro de tolo, 
sorriso de icterícia, 
parcos dentes 
de mastigar solidão. 

Céu de anil, 
nuvens sanitárias, 
homem esquálido 
a plantar pesticida. 

Traída a terra, 
clamor rouco e abafado, 
fumaça dos charutos cubanos, 
pendurados nas bocas patronais, 
sem lei e sem letra. 

Traída, 
a terra lamenta por seus filhos, 
amamentados de esmola, 
de enteados cuspindo confeitos, 
mordendo, 
com presas de ouro, 
o amanhã e a decência. 

Traída a terra. 
Punhal enterrado no seio, 
mãe órfã de rebento raquítico. 
Abre-se a fenda, 
engole o que resta: 
homem e praga, 
riso e lágrima, 
orgulho e carbono. 

Num futuro fóssil, 
tropical tupiniquim, 
semear e colher... 
Milagre! 
Lílian Maial 

08 dezembro 2011

juntemo-nos contra a indiferença que ameaça destruir-nos

PORQUE nunca é demais e este é um momento de alerta ativo e urgente intervenção contra |a indiferença que nos tolhe|  as questões e políticas sociais que estão o destruir o já esfarrapado tecido social português, destruindo a base de sobrevivência das famílias e hipotecando, a perder de vista, a nossa soberania, trago, a todos, estes poemas infelizmente tão atuais.

São invocados ao nosso convívio 3 grandes poetas e evocado outro.
Começamos com  Eduardo Alves da Costa,  No Caminho com Maiakovski 

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.­­
E não dizemos nada.­­
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua,  e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

 Martin Niemöller (1933)

 Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
Meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...


 Terminamos com as palavras de Bertolt Brecht (1898-1956)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão-me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

convite&desafio: poema+acrósticos

.
Não procuro rima...
escolho apenas
um poema
que diga do desespero do logro
do desengano
da impotência
e vou juntando palavras
que falam por mim
pela minha voz
agonizando na garganta.
Não procuro rima...
o poema em verso
suavizaria esta revolta
que nasceu e cresce
dentro do meu peito
ao ver o meu País
verde e poeta
de joelhos
corda ao pescoço
como Egas Moniz
a hipotecar
o seu direito ao sonho
para saldar dívidas
que seu povo não fez!
Não, não procuro o verso!
A prosa é mais dura
e no caso
rima com REVOLTA!...
7/Dezembro/2011



III – CRISE

Casos e descasos…
Recessão
Inventada, alimentada…
Sacrifícios sem fim
Eclipse da Lusa Pátria, de mim e ti.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

IV – CRISE

Comeram a pátria. Esgotaram os
Recursos. Desmoralizaram o povo.
Incendiaram os ânimos. Com falsos
Saberes hipotecaram o futuro…
Epopeias d’outrora esqueceram.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

V – CRISE

Como olhar os políticos que nos governam?
Rapaces seres sem verticalidade, oblívio da nossa
Identidade? De Viriato a Camões, desde Afonso Henriques,
Senhor de um país que sonhou e ergueu, agora ruína
Envolta na informe voragem de tanta iniquidade.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

07 dezembro 2011

"a guerra pode já ter recomeçado"

aqui podes ler (na Visão online)/confirmar, o quer transcrevo de seguida : http://aeiou.visao.pt/o-quarto-reich%3df625730#ixzz1d3a9m03v
E...
se pensarmos que 2 países (periféricos) já têm 1º Ministros NOMEADOS (por quem?) as coisas não parecem tão loucas assim. 
P.f.leiam.
            O Quarto Reich...
(Prestem atenção a este texto e juntem os dados)

«A guerra pode ter já recomeçado

inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.
As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.
Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Leborficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.
Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.
É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.»