08 dezembro 2011

convite&desafio: poema+acrósticos

.
Não procuro rima...
escolho apenas
um poema
que diga do desespero do logro
do desengano
da impotência
e vou juntando palavras
que falam por mim
pela minha voz
agonizando na garganta.
Não procuro rima...
o poema em verso
suavizaria esta revolta
que nasceu e cresce
dentro do meu peito
ao ver o meu País
verde e poeta
de joelhos
corda ao pescoço
como Egas Moniz
a hipotecar
o seu direito ao sonho
para saldar dívidas
que seu povo não fez!
Não, não procuro o verso!
A prosa é mais dura
e no caso
rima com REVOLTA!...
7/Dezembro/2011



III – CRISE

Casos e descasos…
Recessão
Inventada, alimentada…
Sacrifícios sem fim
Eclipse da Lusa Pátria, de mim e ti.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

IV – CRISE

Comeram a pátria. Esgotaram os
Recursos. Desmoralizaram o povo.
Incendiaram os ânimos. Com falsos
Saberes hipotecaram o futuro…
Epopeias d’outrora esqueceram.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

V – CRISE

Como olhar os políticos que nos governam?
Rapaces seres sem verticalidade, oblívio da nossa
Identidade? De Viriato a Camões, desde Afonso Henriques,
Senhor de um país que sonhou e ergueu, agora ruína
Envolta na informe voragem de tanta iniquidade.
 Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

07 dezembro 2011

"a guerra pode já ter recomeçado"

aqui podes ler (na Visão online)/confirmar, o quer transcrevo de seguida : http://aeiou.visao.pt/o-quarto-reich%3df625730#ixzz1d3a9m03v
E...
se pensarmos que 2 países (periféricos) já têm 1º Ministros NOMEADOS (por quem?) as coisas não parecem tão loucas assim. 
P.f.leiam.
            O Quarto Reich...
(Prestem atenção a este texto e juntem os dados)

«A guerra pode ter já recomeçado

inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.
As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.
Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Leborficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.
Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.
É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.»

o que é isto? o regresso do escudo...(?)

há anos que não via o valor em escudos. 
Esta é a parte de um talão de compras, hoje, num super.
O que será que eles já sabem e nós ainda não?

Novos contributos - Poema/convite e desafio

6.
Ouço o som do desencantamento

ouço o som do desencantamento
a crescer, a encher-me os ouvidos,
a estalar, a subir pela boca,
a atingir o cérebro em pressão
e incandescência ao ponto da loucura

ouço o som do desencantamento
que em mim começa
e em mim existe
por permitir
                 a infância
                 o amor
                 a esperança

ouço o som do desencantamento
sinto-lhe o gosto sempre a seco 
na boca
árida de palavras

ouço o som surdo do vosso desencantamento
vejo-o rebentar nas pupilas abertas
em explosões de luz e som.

O desencantamento
|o meu e o vosso|
têm pontos comuns

sinto-lhe o gosto que detesto    

 Conceição Paulino,
 in O meu País é um Sonho Sonhado,
No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo. ("Não, a pintura não está feita para decorar casas. Ela é uma arma de ataque e defesa contra o inimigo.")
Cquote2.svg
 Pablo Picasso, sobreGuernica




Delírio
Cada dia que passa, o mundo é mais pequeno.

As notícias que chegam, desnudam as misérias paridas pelo incensado avanço duma civilização que se reclama, aos quatro ventos, dos direitos humanos.
A civilização que, num frenético leilão, compra e vende consciências.
A civilização que avilta a dignidade em chás de caridade e em paradas de pompa e circunstância.
Ah, e como as pantalhas de todas as latitudes disputam, como as feras, a presa indefesa, em ações concertadas de eficaz e paciente anestesia!
Ah, e como a presa indefesa e quase inerme voga na corrente dum recuperado Hades, donde foi banido Caronte e a sua barca!...


É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender, cada vez a preços mais acessíveis, as manhãs sem sol, o mar sem vida nem aventura, a desgraça sem fim da desesperança!

É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender o elixir da alienação, para, mais e mais, ser garantida a ostentação dos poderosos!

É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender as lotarias que fazem um rico e desesperam milhões de pobres!

É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender balelas coloridas que distraiam o dia sem fim e torturam de sonhos a noite da vida!

É preciso lamentar! É urgente lamentar! É inadiável lamentar o luto dos sobreviventes da catástrofe!

É preciso chorar! É urgente chorar! É inadiável chorar o pranto continuado das carpideiras que, por trinta dinheiros, elegem heróis os mortos, os mortos que já nada podem reclamar aos vendedores de ilusões e mentiras e aos carcereiros desta penitenciária de segurança provada, que pretende a fuga impossível e a morte o alívio que resta!

É preciso calar! É urgente calar! É inadiável calar os gritos lancinantes dos condenados!

É preciso calar! É urgente calar! É inadiável calar as verdades alucinadas da loucura que ainda grita que o rei vai nu na força da vontade que recusa render-se!

É preciso incensar o Poder! É urgente incensar o Poder! É inadiável incensar o Poder que legitima as cruzes intemporais de todos os calvários!

É preciso regressar a Roma! É urgente regressar a Roma! É inadiável regressar a Roma e recrucificar todos os perigosos malvados que sabem conjugar o verbo em todos os tempos.
 Gabriel de Fochem

Viana de Fochem
Julho de 2010

06 dezembro 2011

2 novos poemas/Desafio& Convite

5.

No cais da solidão

A chaga aberta dói e sangra tanto,
ainda que no tempo passem anos!...
Do chão do nada, a custo já levanto
a safra de aflições e desenganos.

No peito, o coração, teimando, bate!...
Teimando, bate, bate, e não se cansa!
Nem dor nem desalento o sonho abate
dos cravos desta pátria em esperança!...

Dos fastos e desastres, a memória
de um povo erguendo a pátria à dimensão
da gesta humana em páginas de História!...

E neste cais de outono e solidão,
que fado nos impede agora a glória
de ousar no pátrio chão mais um padrão?






4.

porque habitamos este corpo
    que sangra
    que agride
    que esfola

porque olhamos e deixamo-nos olhar
     sem que o outro perceba
     sem que o outro compreenda
     sem que o toque se vivencie

porque lutamos e deixamo-nos morrer
     sem que o país viva
     sem que o país seja nosso
     sem que haja presente que nos possa

engrandecer.

05 dezembro 2011

RECUSA: 1º poema em resposta ao desafio-convite

Recusa


Recuso ser, na noite, a sombra que desenha
a angústia indefinida e fria deste cais.
O que tiver de vir, se mais houver, que venha,
MostrengoAdamastor e Fim do Nunca Mais!

O leme se quebrou. Ao vento, as rotas velas
ensaiam os sinais das barcas à deriva.
Que velhas perdições?! Na consciência delas,
assombram predições doendo em carne viva.

Que venham os pinhais gritar o desafio
do tempo por haver que acena o amanhecer
além deste torpor indefinido e frio!

Que venha a tentação sortílega tecer,
com arte e com engenho, o já lendário fio
da espera que germina um novo acontecer!...

04 dezembro 2011

convite e desafio

Amizades

é boa a hora para escrevermos sobre a situação que se vive em Portugal, entre o desacerto das opções políticas e o sentir da larguíssima maioria dos portugueses.
Estão convidados a enviar-me poemas - escolham a forma poética - que diga do vosso olhar e sentir sobre o nosso actual quotidiano.
A partir de hoje, domingo 04-12-2011 até 17 do corrente, aguardo os vossos poemas que colocarei neste espaço aberto a todos.
Sejam bem-vindos e...cá espero os vossos contributos.


E os meu 1º contributos (acrósticos):

I.                  Crise

Confusão,
Rebuscada lógica de
Incompetentes
Servidores do povo.
Enganadores seres.



II. CRISE


Constante mar
Revolto
Indiferentes, incompetentes
Seres que nos governam
Envergonhando a memória da lusa gente.

Conceição Paulino
Porto, 04.12.2011

02 dezembro 2011

sobrevivência

sobrevivência

confiava |porque
                   não?|
afinal eram
                   todos
humanos   |seriam?|

renasceu

|um
vendaval destroçou-lhe a crença.
 ela,
___________  reconstruiu-se|
                                              
                    fénix.

01 dezembro 2011

O muro


O muro

Pedra a pedra, levantas o muro.
Tanto assim a discórdia apetece?
Deste lado do muro, depuro
cada dia que a vida amanhece.

Pinceladas de cor e feitiço
das manhãs a florir madrigais
na menina que atreve um derriço
e se esconde a mentir os seus ais...

E negando arrebois ao futuro,
pedra a pedra, levantas o muro...

Meio-dia! No sino da Igreja,
badaladas precisam as horas.
Uma açorda fumega na mesa.
Faltas tu! Por que tanto demoras?

E negando arrebois ao futuro,
pedra a pedra, levantas o muro...

Pela tarde, sufoca o braseiro
deste sol que encandeia e nos cresta.
Arrojado, quem é o primeiro
a gritar que este rumo não presta?

E negando arrebois ao futuro,
pedra a pedra, levantas o muro...

Num altar de esperança exaltante,
é a vida que grita e palpita
contra as iras do vento ululante
e bandeiras de fúria e vindicta...

E negando arrebois ao futuro,
pedra a pedra, levantas o muro...


José-Augusto de Carvalho


Um fascinante olhar, o de José-Augusto de Carvalho neste poema, em que cruza a vontade de um futuro socialmente justo para todos com o sentido simbólico do 25 de Novembro dos idos de 75.
a propósito do 1º de Dezembro...
gostava que os feriados a eliminar tivessem sido votados por todos nós. Dói-me que a comemoração de um momento histórico de recuperação da nossa independência, como é o 1º de Dezembro, assim seja descartado, tanto mais que vivemos tempos conturbados em que a independência, a auto-determinação e identidade lusa estão fortemente postas em causa (novas formas de colonialismos) - já  penhoradas! 

29 novembro 2011

amálgamas

amálgamas

debaixo do tecido  __________
______________se tece
                                      o corpo.
ossos marfinados
amálgama de carne e
vontade do ser
ou o ser que 
|em vontade|
se tece
constrói move e
anima o corpo
|que o abriga|
movimento que os tecidos
contagia.

suave ondular de tecituras.

26 novembro 2011

era o tempo

era o tempo


era o  tempo das romãs

               as romãzeiras floriam

cobriam-se de flores e frutos
e todo o tempo era o
tempo das romãs

bagos de rubi  floriam as bocas.
eram risos e sorrisos.

guardo em mim o suco
de cada bago que sorvi.

o suco da vida

da vivida
e da que ainda não vivi

porque o tempo das romãs existe

em mim.

25 novembro 2011

como o cidadão comum vê o país

A FRASE DO DIA

"Portugal é um país geométrico:
é rectangular e tem problemas bicudos,
discutidos em mesas redondas
por bestas-quadradas."

24 novembro 2011

triste faduncho derivativo - O que mudou em dois anos?





Vivo e desnudo - blog do poeta e cidadão José-Augusto de Carvalho (vale a pena visitar)

O texto abaixo foi publicado neste blogue no dia 29 de Novembro de 2009!!!
De como não saímos do mesmo sítio OU, se saímos é para trás...
A economia pretende ser uma ciência. Tem objecto, método e tudo o mais que necessário é considerado. Estriba-se na mais pura das ciências exactas: a matemática. Construíu premissas sobre as quais toda ela assenta. Criou o homo ecoenomicus e mais umas ficções a que as poderosas máquinas de marketing ajudaram a dar corpo. Criaram necessidades que agora nos parecem básicas no estilo de vida denominado ocidental no qual e do qual há cada vez mais excluídos porque os rendimentos que auferem com a força do seu trabalho assim os mantém. Excluídos lutando por assegurar a mera sobrevivência. Tudo em nome da economia, coisa abstracta que devendo gerar riqueza distributiva, se centra mais e mais na mão de uns quantos que exploram, cada vez mais, a força de trabalhos de todos os outros; que, em nome da economia, fecham portas, os despedem, pagam salários vergonhosos sancionados pelas leis e por eminências pardas que vivem numa irrealidade em que tudo são abstracções, números e percentagens onde as pessoas não entram, não têm lugar nem visibilidade e são despidas de qualquer importância. Meras abstracções.

Em nome da economia são pedidos esforços sempre aos mesmos. Os que vendem a força do seu trabalho.
Em contrapartida são dados benefícios – fiscais e outros saídos do erário público - sempre aos mesmos – empresas e empresários.

E Portugal deriva.
   • No final de 2008 a dívida portuguesa atingiu os 108%;
   • 548 mil pessoas (9,8% da população activa) encontra-se no desemprego;
  • 150 mil pessoas já não procuram trabalho nos circuitos institucionais. Ou estão subempregados ou procuram negócios via Internet;
  • Nas obras públicas a derrapagem em duas frentes continua a existir e a crescer. Assim, segundo o Tribunal de Contas, as obras públicas derraparam entre 25% e 29,5%. A nível de prazos – dilatação dos mesmos – a derrapagem varia entre 1,4 a 1,6 anos para além do contratado e previsto;
  • Num período de crise mundial como o que temos vivido desde há cerca de um ano os cinco (5) maiores bancos a operarem em PortugalCaixa Geral de Depósitos; BES; BCP; BPI e Santander - nos três(3) primeiros meses de 2009 (crise mundial aguda) somaram um lucro de 533 milhões de euros.

Fonte: J.N (Jornal de Notícias) 2009.11.20

23 novembro 2011

Exercício do direito às indignação

Uma das formas é a greve geral de amanhã* que junta cidadãos das duas centrais sindicais e, creio, cidadãos sem sindicalização, pois a situação sócio-económica em Portugal já há muito ultrapassou os limites do suportável.  Os políticos raiam o ridículo a alertar os portugueses para a necessidade de reduzir o consumo e de...POUPAR.
É inegável que a poupança é boa para as famílias e para o país. Isto se houver "alguma" capacidade económica para tal. A larga maioria dos portugueses já há anos que a não tem reservando os subsídios (férias e Natal) para ocorrer a gastos durante o ano, seja com as casas ora já perdidas desde Janeiro - mais de 170 mil famílias/casas devolvidas - e as que muitos mais vão perder, seja com dentistas, seguros de saúde e outros, com aquisição do material escolar e roupas necessárias pois crianças e jovens têm um hábito detestável, de tantos em tantos meses as roupas ficam-lhes curtas, apertadas - note-se que fazem isto, o hábito nocivo de crescerem, de propósito para obrigar os pais a comprar mudas de roupa. Vícios!!
A larga maioria já há anos que não faz férias fora de casa e, mesmo ficando em casa reduzem as saídas ao mínimo...fartam-se de desperdiçar dinheiro...Tá visto!
  * como disse, uma das formas de exercer o nosso direito à indignação é a greve de amanhã, mas este exercício não se deve esgotar nesta fórmula. Todos temos de ser criativos e constantes no exercício de um direito que mais do que, ao longo dos últimos e longos anos em que empobrecemos continuamente, se justifica dada a nossa global situação de vida. 
   Mais, a sociedade civil necessita encontrar plataformas de protesto eficazes e constantes. Só assim poderemos reforçar a cidadania e, mais, a democracia pois vivemos num sistema bem afastado dela, quer por responsabilidade nossa, pouco críticos, excessivamente "pacientes" ou indiferentes (só quando toca na pele de muitos estes sentem, mas depois  indignar-mo-nos exaltadamente e aí se esgota força e vontade.                 "Ladramos" à Lua e deixamos que a caravana ande, sem nós". 
Uns poucos usam e abusam, consideram-se merecedores, e criam, com o nosso silêncio, uma corrupta meritocracia que nos vai destruindo estraçalhando a coesão social.

  Indignemo-nos e exerçamos, continuamente, uma vigilância activa e expressemos
este sentimento enquanto cidadãos de direito.
Mudando de assunto
Minha filha Ana Eugénio, desde há alguns meses, tem-se dedicado à fotografia com a qual mantém um Photoblog, denominado Wonderland. Podem visitar. ver e apreciar e também podem ir à loja dela e encomendar os trabalhos que mais vos agradarem. Ela espera por vós e estou segura de que apreciarão as suas fotos.
http://www.anasofiaeugenio.com/