16 novembro 2011

Filhos da putice, disse quem mo mandou...

Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Despacho n.º 15296/2011

Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de
23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de
Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete,
em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de
interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de
origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida
de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do
meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.



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15 novembro 2011

de quem é, ai de quem é, ai de quem é a culpa...?

                                                               Foto por Conceição Paulino

A CULPA

A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga à bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem o TGV
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa.
(Recebi sem o nome do autor)
Assim o recebi de um querido amigo,
 assim o reproduzo.
Porque sim!!

20 dezembro 2009

acrósticosde e quadras sobre o Natal

Não é quando
Alguém quiser
Tão pouco todos os dias.
Alguns, poucos, em que
Leves as almas se descobrem.

13 dezembro 2009

Desafio aberto em torno do NATAL - Já chegou colaboração amiga leiam p.f.


Amizades gostaria de contar convosco neste espaço. O desafio: fazer acrósticos ou quadras, sobre o Natal. Diferentes olhares e sentires que esta quadra despoleta. Depois é só enviar-me (Tostimara@gmail.com) e serão aqui colocados. Do que sentimos e pensamos dizendo. 


(a enviar aos participantes)

Esperança de Natal



Nasce o dia e nasce o ser
Alumia-se o dia
Tudo explode em alegria
A alma envolve o mundo
Luminosa brilha a paz.
Conceição Paulino/TMara
:::::::::::

Incapacidade do ser

 

Nada  
Alcança o
Todo
Amor e
Liberdade

Conceição Paulino/TMara


::::::::::::

Dentro do Natal cabem Natais.
Tantos, tão diversos entre si
Como o sentimento em mim e em ti.
Uns nada têm, outros têm demais.

Conceição Paulino/TMara
;;;;;;;;;

No dia em que a estrela se
Alumiou, nasceu nas longes
Terras da Palestina uma
Alma singela, de belos cabelos
Lisos, cor de príncipe,

el rei-princípe dos Natais, filho do criador do Amor e das criaturas!

::::::::::::::::
Ninguém liga ao que Ele disse
Apesar de nas costas o peso
Transportar. Uma igreja de
Almas. Outras de pedra e cal.
Látegos sempre a zurzi-lo(nos).
Conceição Paulino/TMara
:::::::::::::::::::
Natal é nascimento e vida
Alma que brilha, canta e vibra
Terra que embala e alimenta
Agua de todos límpida e pura
Luz qu’ilumina os corações.

Conceição Paulino/TMara

:::::::::::::

Nasce-se e morre-se. Breve passagem.
Aqui e agora por bem ou mal
Todos somos fruto e semente igual.
Alguns esquecem-no ou ignoram-no
Lobos ferozes de seus irmãos.
Conceição Paulino/TMara
:::::::::::::::::::::::
Não há palavras amargas
Apenas sonhadoras
Tecem nas cores a esperança
A paixão, a alegria, o riso
Leves traços na vida….


:::::::::::::::::::::::

Não nego o meu sorriso
A uma criança traquina
Tenho lágrimas nos olhos
Ao vê-la tão feliz e cheia de vida
Lance sempre no ar a sua gargalhada
::::::::::::::::::::::


08 dezembro 2009

a poeta Florbela Espanca nasceu e morreu a 8 de Dezembro



Aleatoriamente abri o livro e escolhi um soneto que partilho em homenagem à grande sonetista e mulher de incompreendida dimensão.

Perdi os Meus Fantásticos Castelos


Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!


Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!


Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...


Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...

* Florbela Espanca nasceu a 8 de Dezembro de 1894, suicidou-se a 8 de Dezembro de 1930, em Matosinhos.

05 dezembro 2009

CONVITE - "NÃO SE BRINCA COM FACAS", novo livro de José António Barreiros

Estão convidados e será um gosto encontrar-vos no lançamento do livro deste amigo, dia 15 do corrente, 18H30, Espaço Chiado.


E agradeço divulgação junto dos vossos contactos - quantas vezes não comparecemos porque desconhecemos ou só sabemos à posteriori?


03 dezembro 2009

como, simultâneamente, se pode ter e não ter razão


novelo de raciocínios
novelo no raciocínio
novelos
embrulhos
confusões
ausência de pensar
ausência de parâmetros
novelos
em que, por vezes,
me enredo.

novelos em que nos enredamos.

peguemos numa ponta: fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro. Os meteorologistas - nos diversos canais da TV - informaram,em consonância: descida de temperatura e nevões nas terras altas. Ora Portugal não tem muitas terras altas, nem terras muito altas.  É fácil saber a que terras se referem. Quais as zonas do país abrangidas e onde, usualmente, neva. As nossas terras altas. No dia 30 ouvi, no noticiário matinal (já não sei em que canal), um chefe de família muito indignado,mas muito indignado mesmo: vem uma pessoa passear cai um nevãozinho e fica-se refém. ninguém avisa, ninguém diz  nem faz nada....fica-se refém...
Meio adormecida pensei: pois é! o homem tem razão, deviam ter avisado.
O meu cérebro entrou em estado de alerta e os neurónios que já haviam acordado alertavam-me: e então os avisos constantes nos últimos dias sobre a queda dos nevões nas terras altas? afinal o homem tem ou não tem razão para estar indignado?

* Imagem retirada do Google 

01 dezembro 2009

Crime, disse o agente funerário!


Manuel Chaganças foi encontrado morto em sua casa, lugar da Lomba, freguesia de  Santo António, em Vagos.
A família chamou a GNR  e a delegada de saúde que depois da devida observação deram autorização para preparar o corpo para o funeral passando a necessária certidão de óbito atestando morte natural.
O agente funerário, ao lavar o corpo, identificou vários cortes (frescos) no dito corpo e um fundo golpe  no pescoço.
O agente funerário chamou a judiciáia que, perante os factos, passou a investigar um homicídio.

28 novembro 2009

triste faduncho derivativo e desnorte


A economia pretende ser uma ciência. Tem objecto, método e tudo o mais que necessário é considerado. Estriba-se na mais pura das ciências exactas: a matemática. Construíu premissas sobre as quais toda ela assenta. Criou o homo ecoenomicus e mais umas ficções a que as poderosas máquinas de marketing ajudaram a dar corpo. Criaram necessidades que agora nos parecem básicas no estilo de vida denominado ocidental no qual e do qual há cada vez mais excluídos porque os rendimentos que auferem com a força do seu trabalho assim os mantém. Excluídos lutando por assegurar a mera sobrevivência. Tudo em nome da economia, coisa abstracta que devendo gerar riqueza distributiva, se centra mais e mais na mão de uns quantos que exploram, cada vez mais, a força de trabalhos de todos os outros; que, em nome da economia, fecham portas, os despedem, pagam salários vergonhosos sancionados pelas leis e por eminências pardas que vivem numa irrealidade em que tudo são abstracções, números e percentagens onde as pessoas não entram, não têm lugar nem visibilidade e são despidas de qualquer importância. Meras abstracções.

Em nome da economia são pedidos esforços sempre aos mesmos. Os que vendem a força do seu trabalho.
Em contrapartida são dados benefícios – fiscais e outros saídos do erário público - sempre aos mesmos – empresas e empresários.

E Portugal deriva.
   • No final de 2008 a dívida portuguesa atingiu os 108%;
   • 548 mil pessoas (9,8% da população activa) encontra-se no desemprego;
  • 150 mil pessoas já não procuram trabalho nos circuitos institucionais. Ou estão subempregados ou procuram negócios via Internet;
  • Nas obras públicas a derrapagem em duas frentes continua a existir e a crescer. Assim, segundo o Tribunal de Contas, as obras públicas derraparam entre 25% e 29,5%. A nível de prazos – dilatação dos mesmos – a derrapagem varia entre 1,4 a 1,6 anos para além do contratado e previsto;
  • Num período de crise mundial como o que temos vivido desde há cerca de um ano os cinco (5) maiores bancos a operarem em Portugal – Caixa Geral de Depósitos; BES; BCP; BPI e Santander - nos três(3) primeiros meses de 2009 (crise mundial aguda) somaram um lucro de 533 milhões de euros.

Fonte: J.N (Jornal de Notícias) 2009.11.20

24 novembro 2009

Justiça popular? Não,obrigada!

Há casos de corrupção em excesso (um já o seria, mas poderíamos julgar/pensar, ser a excepção). Há casos, muitos, demasiados, envolvendo figuras públicas, políticos e não só - lembro o caso Casa Pia.
Há os denominados casos/crimes de colarinho branco que engobam estes e muitos outros e se arrastam morosamente anos e anos, até muitos prescreverem ou serem arquivados sem que ocidadão comum saiba bem ou compreenda as razões ou desrazões de tal, tanto mais que todos sabemos que quando um crime similar (não na mesma escala de grandeza, é cometido por um desses cidadãos comuns e anónimos a justiça chega a ser veloz (então se comparamos o tempo de julgamento e sentença em ambas as situações é-o mesmo) e mesmo feroz na pena aplicada.  Sei que  hoje em dia a justiça é um factor de desconfiança social instalado (que partilho) e que o descrédito nos nossos políticos também. Mas outra coisa sei. Sei que ninguém é culpado até prova em tribunal e se, por um qualquer acaso, tiver o azar de ser apanhada em qualquer teia a última coisa que gostarei é de um julgamento em praça pública público. Da mesma forma posso, irformando-me, formar opinião - e garanto-vos que o faço - sobre os casos que vão sendo mediatizados e a que temos "algum" acesso. Foi assim com o da menina Joana, com o da menina Madeleine, o  da Casa Pia, o FreePort, o do sucateiro _ o mais recente_ e tantos tantos outros antes destes e em simultâneo, os submarinos, autarcas,bancos, etc
Já por várias vezes tenho dito e reafirmo que o estado português não se pode considerar uma pessoa de bem se analisarmos a forma de actuação tantas e tantas vezes sobre o cidadão anónimo - sempre e só - com dois pesos e duas medidas. .
Mas recuso entrar no jogo de "culpar" quem quer que seja. Posso pensar que  a pessoa X ou Y tem fortes possibilidades de ser de facto culpada, mas não faço e-mails sobre a matéria, não gosto de os receber porque recuso a justiça popular cega.
Com todas as dúvidas sobre o funcionamento do nosso serviço de justiça devo manter-me atenta (formar opinião o mais fundamentada possível e se encontrar foma de a veicular para que possa produzir algum efeito faço-o) mas confiar (desconfiando = estar atenta) que este faça - de facto - com eficácia, rapidez  e isenção o trabalho que esperamos dele para bem da democracia e do país.

20 novembro 2009

eis algo que me dá nós no pensamento

Esta a frase ouvida ontem na boca do Pivot do Jornal da uma na SIC:

«É um crime ainda sem explicação. Em Mangualde uma mulher morreu, assassinada pelo namorado» (SIC,19-11-2009, Jornal da Uma)

e os nós no meu cérebro, pensamento, racionalidade, emoções são porque nem sequer compreendo que algum crime tenha explicação porque uma explicação é algo que faz sentido. Matar alguém não faz, não tem, não pode ter....sentido!

05 novembro 2009

parque - poema sobre a palavra do fotodicionário

Esta semana no Fotodicionário a palavra escolhida para representação fotográfica foi esta: PARQUE.
Sobre a palavra escrevi dois poemas.Um que aqui deixo, e outro que podem ler no meu blog "A Cor da Vida".

a propósito da palavra parque



emparco!? emparco? não.
envarco! ai as consoantes
pê vê bê… embarco!
embarco num barco.

baca vaca voi boi
emparco ou embarco?
barco ou varco?
se for varco envarco.
navio ou nabio?
embarco ou envarco?
ou emparco...

se for parque emparco.

à cautela
embarco envarco
e…emparco!


Conceição Paulino
Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Sobre a palavra PARQUE do Fotodicionário de 5 de Novembro
Como representação fotográfica enviei a seguinte montagem:

04 novembro 2009

escrita criativa

já passaste aqui'?
Não?!!!


Já escrevemos 10 fascículos, capítulos, episódios... o que havemos de lhes chamar?
 Aceitamos sugestões.
Esperamos-te num apeadeiro à tua escolha;))

02 novembro 2009

Escrita criativa - novo blog a 4 mãos

Minha filha Ana Eugénio e eu temos um novo blog a 4 mãos.
Chama-se " ao sabor do vento" . Basta-te seguir esta "estrada de tijolos amarelos" e vais lá dar.
O desafio, em forma de brincadeira,é cada uma dar seguimento à história iniciada.
Este foi o 1º texto, o texto de arrranque:

«apresentações

Zeca tem trinta anos e é arquitecto. Maria Rita tem vinte e nove e é enfermeira. Zeca é um homem frontal e leal. Maria Rita é uma mulher serena  e sensata. apesar de ainda se não conhecerem, são vizinhos. Maria Rita vive com os pais, ambos reformados. Zeca vive sozinho com um são bernardo. a mãe de Maria Rita ocupa os dias a controlar a vida alheia enquanto o pai joga à sueca no café.
Ana»

No momento em que te escrevo o blog tem 4 posts (entre 5 a 7 linhas cada) – começa a ler de baixo para cima pois são sequenciais