30 março 2009

hoje a Inês faz 13 anos

e como meu coração e de toda a família rejubila e canta em alegria e gratidão partilho convosco este dia.
A Inês tem um blog - apesar de parado há umas semanas.
Se quiserem passar por lá cliquem no nome dela, ou aqui e vão lá ter.

(imagem da net)

27 março 2009

vamos deixar o planeta respirar - apaguemos as luzes por 1 hora

no próximo sábado, dia 28, das 20H30 às 21H30 apaguemos todas as luzes de nossas casas. Deixemos o planeta respirar. Ganhar fôlego.

A sobrevivência de TODA a vida está nas nossa mãos

26 março 2009

Textos do 12º Jogo das 12 Palavras


Aqui deixo o texto que enviei para o 12º Jogo das 12 Palavras no Eremitério, "eu, benjamim" e um outro, inédito intitulado: "amuletos".

Lembro que uma visita ao Eremitério vos proporcionará uma leitura diversificada e vastamente rica.

O Jogo das 12 Palavras está a fazer um ano de edição. Considerando ser um projecto colectivo, não competitivo, meramente lúdico e de amor á escrita não é coisa pouca. Lembremos ainda que, pelo meio, nasceu um livro "22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS" que podem adquirir solicitando-o à editora pelo email: ediumeditores@gmail.com.

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eu, benjamim

sou benjamim, filho mais novo de Jacob _ mais tarde baptizado por Deus, como Israel. dos seus doze filhos nasceram as doze tribos de Israel - ao que dizem seu filho dilecto, mas em verdade, José o era. minha mãe, Raquel, morreu ao dar-me à luz e suas últimas palavras foram o nome que queria dar-me: Ben-Oni. meu pai mudou-o para este por que respondo. nossa vida é regida pela simplicidade. o amor expressa-se em todos os nossos gestos. de uns para com os outros e para com a natureza e Deus que tudo nos dá. a verdade é um valor instilado desde o berço apreendido pelo exemplo dos mais velhos _ só pelo amor, pela verdade e pela partilha nos tornamos dignos da humanidade que o sopro divino em nós instilou. claro que o aprendizado da partilha também é uma necessidade para a sobrevivência da tribo e do clã. assim como a coragem. mas somos pacíficos. vivemos do pastoreio. eu sou pastor e tocador de flauta. alimentamo-nos de legumes e cereais, de leguminosas e do leite das cabras. com eles fazemos os queijos que duram mais tempo e colhemos os frutos que as árvores dão no tempo certo.
com estas vitualhas vivemos saudáveis e longas vidas. por vezes a dieta é enriquecida com peixes. muitos são fumados ou secos criando uma reserva para dias de carência. só em ocasiões festivas comemos carne sacrificando um ou mais animais, mas para tal lhes pedindo permissão e perdão. as nossas mulheres cuidam dos filhos _ de todos, pois todos somos uma unidade _ e confeccionam os alimentos. desde crianças aprendem a tecer os fios do linho, do cânhamo e a lã com que fazem as nossas vestes, mantos, mantas e demais panos necessários à protecção dos corpos face as intempéries. aprendemos o valor da poesia e construímos odes ao amor terreno e ao amor divino que nos criou e de tudo nos provê. o amor de uma mulher tem a leveza do beija-flor e faz florescer nossos dias quando nos enriquece com filhos. uma maldição se abateu sobre nós quando, por vinte moedas de prata, vendemos José aos ismaelitas tendo-o estes, mais tarde, vendido no Egipto, a Potifar, eunuco do faraó e chefe dos guardas. desde essa altura os cereais não medraram, os pastos secaram, assim como os poços.

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amuletos

na primeira hora, após o nascimento de Benjamim, almas perversas teceram uma maldição e preconizaram que o feitiço só se quebraria quando um amor de verdade florisse num coração coragem onde a simplicidade fosse apanágio do ser em partilha de humanidade e, reunidas fossem ainda as seguintes condições: deveria a pessoa, detentora de tal coração encontrar Benjamim quando Pan, na sua flauta, tocasse uma ode ao amor; a leveza do toque de seus lábios semelhasse a do beija-flor ao recolher, nas flores, as vitualhas que lhe são alimento.
quando tais lábios tocassem os de Benjamim a maldição desfar-se-ia. seria nada.

21 março 2009

porque hoje é o dia MUNDIAL da poesia

e apesar de ter alguma resistência aos "dias de.." - todos fazemos cedências - por achar que a poesia, como as restantes artes nos fazem ver e sentir o melhor do mundo e em nós e são portanto portadoras da alegria coloco este belo poema da grande poeta que foi, é e será Cecília Meireles:

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos
magros e meu coração ficava
completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crianças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como reflectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E eu me
sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.

16 março 2009

CONVITE

A amiga Teresa Gonçalves, Tecas/Ísis, lança no próximo sábado,dia 21 de Março, na chegada da Primavera, o seu novo livro (contos) VIDAS EM FRAGMENTOS, pelas 21H30, no edifício da Junta de Freguesia de Vermoím [ Av. D. Manuel, 33, 1573, Maia].
Apresentação a cargo do escritor Fernando Campos Castro.
Acompanhamento musical pelo cant'autor Carlos Andrade.

26 fevereiro 2009

surpreendentes palavras

12 surpreendentes palavras
foi assim sem tirar nem por. num pé de vento fiquei a ver navios, ou Braga por um canudo. o que, sendo coisa diversa, vem a dar no mesmo. as 12 palavras são assim tão diversas e, ao mesmo tempo algumas tão semelhantes, sinónimas ou quase, que me deixaram nesta situação. que um oceano é uma vastidão ou uma vasteza de água salgada a perder de vista todos sabemos assim como sabemos que uma batida pode provocar uma oscilação sendo que a inversa também é verdadeira ou pode também provocar uma sacudidela. depende daquilo em que bate e do que está dentro ou da sensibilidade do que lá se encontra. a escolha depende da pessoa e esta é soberana podendo pois usar o termo que mais adequado achar para transmitir um sentimento ou uma emoção. assim, uma “oscilação” emocional pode fazer tremer os alicerces de alguém e essa pessoa dizer que ficou…”batida”. ou, um condutor distraído, incauto, pode dizer que deu uma “batida” quando o seu carro foi contra outro veículo. uma pessoa sovada pode usar o mesmo termo “batida” para dizer que foi sovada. se um brasileiro tomar um batido de frutas pode usar a palavra no feminino e lá vem “batida” num outro contexto. se estivermos a ouvi um fadista e este for soberbo, excepcional, ouve-se no meio dos aplausos: ahhhh tigre!
a que propósito, se o fado é coisa de país de brandos costumes e onde este felino não existe desde tempos imemoriais? isto presumindo que na evolução do planeta e das espécies, quando havia um só continente, por aqui pudesse andar. ou os seus antepassados… se o fadista for mau o melhor é recolher a penates, ou seja, a casa, e aos amorosos braço de Morfeu.
vão por mim…

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e estes ficaram - não na gaveta, mas no P.C.

Agora ofereço-os a quem os quiser ler

soberania perdida

antes era senhora
soberana de mim.
de minha vida.
um vento estranho
chegou
alterando a situação.
sentira-lhe a batida.
uma leve oscilação
a correr-me por dentro.
agora, perdida
na vasteza daquele oceano,
navio sem rumo,
qualquer sacudidela
me estremecia os alicerces
que rugiam – tigre mortalmente
ferido num deriva
sem norte. cego
morcego sem radar.

só nos sonhos – quando
nos braços de Morfeu
voltava a sentir o domínio
de meu ser.

acordar era interminável
queda por abismo
de dores.


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descobertas


lembro-me de meu padrinho sempre ter insistido comigo para o acompanhar a um jogo de futebol numa tentativa de me fazer gostar deste jogo designado por desporto-rei, que ele, com um sorriso de orgulho, denominava como o soberano de todos os jogos. um dia fiz-lhe o gosto. chegámos cedo. fomos dos primeiros a entrar no estádio. a vasteza do mesmo, á medida que enchia e se animava de gente, vozes e cor, foi bonita de ver. as bancadas cheias percorridas por frémito de emoções pareciam varridas por forte vento.

dentro do estádio uma intensa emoção, demonstrada pela constante oscilação dos adeptos fazia as bancadas semelharem engalanado navio navegando alterosas vagas de esfusiante alegria. nunca poderia imaginar uma tal situação se a não observasse.
as equipas fizeram a sua entrada e uma intensa vibração de emoções, expressa numa sacudidela percorreu a mole humana ali disposta enquanto uma onda de entusiasmo corria por todos, até a mim – mero observador – contagiando.
o árbitro deu início ao jogo e Oceano, com uma fortíssima batida pôs o esférico em acção. os jogadores em campo moviam-se a uma velocidade impensável com movimentos felinos semelhando poderosos tigres atrás da presa.
por instantes desviei os olhos do campo e, de pé, observei a multidão. sentei-me sorrindo ao pensamento de que ali Morfeu não tinha sorte. todos pareciam mais acordados, atentos e vigilantes do que alguma vez vira.

24 fevereiro 2009

máscaras?


cheguei à conclusão de que me sei nas primeiras duas imagens.
sei-me. conheço-me bem nelas.
há uma correspondência entre o meu eu interior e o que as fotos me transmitem.

assim sendo, a questão residual, ou deverei dizer final (?) - é: o que das primeiras subsiste nas últimas.
a verdade de mim para além de todas as máscaras sociais?
ao olhar de quem quiser, abaixo, duas colagens com fotos misturadas.

20 fevereiro 2009

partiste sem aviso


partiste sem aviso.

um papel
uns rabiscos
no móvel da entrada.

tudo se turvou
e em torvelinho
desapareceu.

somente: “perdoa
ficou e sobreviveu.

09 fevereiro 2009

a manhã

No passado sábado, pelas 21H30, com presença marcada no 1º f.s. de cada mês, decorreu,em Vermoim, no edifico da antiga da Junta de Freguesia de Vermoim, um encontro de poetas. Podem ver a reportagem do Zé Gomes aqui.
Infelizmente por várias razões, sendo a mais pertinente a ausência de transporte, não sou assídua. Foi a 2ª vez que pude comparecer. Mas fi-lo com gosto e grato prazer. O mote era: "manhã" e este um dos poemas que escrevi para a ocasião.

a manhã


a manhã sempre representa
um grito de vida e esperança.

grito
contido iniciado
entre o tudo e o nada
entre o alfa e o ómega
a escuridão e a luz

ao nascer a manhã
céu, mar e terra fundidos
dialogam murmurado diálogo
desde o início dos tempos
renovado

os elementos de Gaia
despertos
avaliam o humano
desempenho e…empenho
decidem a continuidade
do mundo
tal como o conhecemos
ou a total renovação
e necessária depuração

mas na manhã a compaixão
de Gaia por seus filhos
prevalece

sempre nos dá…mais um dia
mais uma esperança
mais um momento
uma respiração
um voto de confiança
um alerta expresso
no separar das águas
no respirar do ar
no incendiar do Sol
no lavado perfume
que da terra se evola
nos alimentos que
de seu maternal seio
brotam e nos oferta.

e assim a cada manhã
voto de confiança e esperança
em si contidos terra mar e céu
se separam e renovam
para que a vida aconteça
flua e nós…Acordemos.

01 fevereiro 2009

e porque brinquei muito com as 12 palavras aqui deixo + um texto

e já sabem, para lerem os textos de todos os participantes no 10º Jogo vão até ao Eremitério.
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de novo soou o ruído. um ruído nunca antes ouvido. novo e singular.
a rapariga quedou-se. atenta e alerta. de novo o barulho se fez ouvir cada vez mais forte e límpido. aumentou de intensidade. acentuou-se até anular todos os sons da casa. transformou-se num autêntico salsifré, uma cacofonia de sons emergindo do espelho de parede. riscos e cortes apareceram neste, até que estalou, caindo aos bocados.
dele saiu uma criatura escaganifobética. nem humana, nem animal. estupefacta a rapariga nem se mexeu.
a bizarra figura sacudiu-se, endireitou-se e um longo tufo de pelo dourado, aparentemente macio, no equivalente ao dorso ergueu-se em ondulante movimento.
a estranha figura viu então a estática rapariga e dirigiu-se-lhe com uma serena voz de contralto:

- assustei-te? desculpa. foi sem querer. compreendo que te pareço muito estranho. Sou uma figura mítica criada pelos gregos numa fábula de Ésopo. conheces? não? adiante…
tenho andado perdido. à deriva em mundos alternativos, mas a vida neste mundo é um bem supremo de que nunca quis abdicar pelo que, há séculos que, com paixão, procuro o caminho que me permita renascer como humano.

Eduarda, assim se chamava a rapariga, abriu a boca para falar mas só ininteligíveis sons se ouviram.

A escaganifobética figura fez-lhe uma gentil vénia, reiterou o pedido de desculpas, acrescendo:
- lamento ter-te partido o espelho, mas abençoado este seja e tu, por terem permitido libertar-me. saúdo-te e me vou. adeus e que os deuses te protejam.

por fim, num inaudível murmúrio, Eduarda conseguiu pronunciar:
- adeus. boa sorte.

28 janeiro 2009

mais textos no âmbito do 10º Jogo das 12 Palavras

São estas as 12 Palavras que nos desafiaram à escrita de textos para este Jogo. O 10º!
Podem ler os textos enviados por todos os partcipantes no Eremitério.
Entretanto oferto-vos alguns textos mais, escritos com as mesmas palavras.
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com autêntica paixão
límpido
querer
sem deriva nem
efabulação ou salsifré
o novo singular
e supremo ser vê-se a
renascer.

escaganifobética forma esta
de ser.

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oração fúnebre

amigo de longa data de Edilberto quero partilhar convosco a memória mais marcante que me deixou. afinal uma herança para todos. pura sabedoria, se atentarem nas minhas palavras.

Edilberto viveu toda a vida com paixão. sem qualquer deriva. norteado por autêntico e singular novo e límpido querer renascer na alba de cada novo dia. transformou o lema, “vive um dia de cada vez” ou “carpe diem”, em suprema sabedoria da vida. esta foi-lhe sempre um corrupio, viveu-a num autêntico salsifré, pulando de festa em festa com uma leveza de alma e de pés que dir-se-ia voar. nos olhos e no sorriso constante, nas gargalhadas algo escaganifobéticas que atirava ao ar como soltos bandos de trinadoras aves emergia todo o prazer que encontrava no acto de viver. da mesma forma ultrapassava as contrariedades, como quem, displicentemente, sacode um pouco de farinha que lhe caiu no fato, rematando sempre com as suas tão célebres, estranhas e contagiantes gargalhadas.
e se pensarem no que hoje evoco do nosso amigo e parente Edilberto verão que o seu modo de viver encerra poderosa fábula que a todos ofertou generosamente.
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Vidas às avessas

num mundo onde:


-o barulho, a sobreposição de ruídos em todos os lugares, ruas incluídas, é agudo e crónico salsifré;
- a deriva da verdade e da aplicação da lei uma constante. viver ou querer fazê-lo de forma autêntica e límpida, respeitando a singularidade da personalidade, é coisa escaganifobética, ou supremo delírio;
- a primazia do novo sobre o mais velho ou o velho, doentia paixão que leva a continuados e por isso tresloucados actos cirúrgicos procurando um impossível renascer em vez do normal crescer e… envelhecer.

será que criámos um mundo onde não há verdade, por mais poderosa, que inverta este delirante modo de vida?

21 janeiro 2009

10 janeiro 2009

reposta a desafio e convite a oito bloggers



A Girassol teve a gentileza de me convidar para um desafio que consiste em de mim dizer
coisas tais como:

a) Escrever uma lista com 8 coisas com as quais sonhe;
b) Convidar 8 bloguistas a responder ao mesmo;
c) Comentar no blog de quem partiu o desafio;
d) Comentar no blog de quem desafiamos;
e) Mencionar as regras.

e como " (...) o sonho comanda a vida aqui deixo os meus principais sonhos sonhados.
Oito sonhos (desejos adiados ou em curso) meus:


  1. que o amor sempre vença as "ervas daninhas" que, por vezes em meu humano coração começam a nascer:

  2. sejam quais forem as adversidades a força nunca me falhe e delas possa fazer degraus;

  3. que o AMOR possa ser um pleno em minha vida;

  4. que minhas filhas e neta, independentemente de minhas falhas, lembrem sempre que as amo. De forma incodicional;

  5. de forma consciente nunca fazer mal a qualquer forma de vida(fazemos sempre. Muitas vezes por ignorância e não intenção) ;

  6. Ter sempre o suficiente para viver...

  7. ...e uns extras vinham a calhar para viajar

  8. ser sempre capaz de ver a beleza nas pequenas coisas do dia a dia e nelas encontrar prazer, alegria e encantamento.

E AGORA, CUMPRINDO AS REGRAS, PASSO O TESTEMUNHO A:

02 janeiro 2009

fui desafiada e agora deixo-vos o desafio em aberto

a vida é uma sequência de tempos.
tempo de amar. tempo de rir. tempo de chorar. tempo de cantar. tempo de lavrar. tempo de crescer. tempo de criar. tempo de frutificar. tempo de rir. tempo de agir. tempo de parar....tempo de caminhar. tempo de

procurar. tempo de encontrar. tempo de perder. tempo de florir. tempo de fechar. tempo de abrir. tempo de nascer. tempo de viver. tempo de dormir. tempo....tempo de morrer. tempo de nascer.......

tempos de luz solar que dedicamos às actividades necessárias e às que escolhemos ou...conseguimos.

tempos de escuridão ou de luz lunar em que cansados retornamos ao canto nosso.à toca onde o animal que somos se recompõe com o alimento. onde sossega e cada um constrói as permutas de amor e, por fim, dorme preparando-se para mais um dia de acção.

tempos divididos em: dias - com luz; e noites - onde a luz se ausenta e nos recolhemos temendo - atávicamente ainda - o que na escuridão se pode esconder - e desta sucessão de divisões que imprimimos aos espaços de luz penumbra e escuridão fizemos os dias. construímos a sucessão de semanas, de meses, que ao totalizarem 12 completam um ano.

e, de ano em ano, as vidas escorrem deslizando em momentâneos fugazes momentos de pura alegria que nos permitimos. de cansaços e de tristezas de que não gostamos mas construímos e vivemos. incansavelmente os reconstruíndo.

e, desta forma repetitiva que nos dá segurança - criamos tradições para perpetuar os bons momentos sonhados (?) - mais uma vez o ano mudou.

há pouco o calendário - por nós feito - dizia: ano de 2008. agora marca já o dia 2 de janeiro do ano de 2009.

e se, há tempos, lancei o desafio de, com leveza de alma, fazermos acrósticos a partir da palavra NATAL - passem por lá que ainda hoje coloquei um novo da T.D - a Paula Raposo que participou entusiasticamente enviou-me um acróstico sobre o

lema ou tema: BOM ANO NOVO.
REIS


São chegados os Três Reis
à porta do lavrador
Se tem a mulher bonita
a filha é uma flor

Que cavalos são aqueles
que fazem sombra no Mar
São os três do Oriente
que a Jesus vão adorar

O menino chora, chora
porque anda descalcinho
Haja quem lhe dê as meias
que eu lhe dou os sapatinhos

Nossa Senhora lavava
e São José estendia
E o menino chorava
com o frio que fazia

Calai-vos meu menino
calai-vos meu amor
Isto são navalhinhas
que cortam sem dor

Saíram as três Marias
de noite pelo luar
Em busca do Deus menino
sem No poderem achar

Foram-No achar em Roma
vestidinho no altar
Com cálix d'oiro na mão
missa nova quer cantar

E dai-la esmola e... e dai-la esmola bem dada
Para quem, para quem vier pedir
que ela lhe, que ele lhe sirva de escada
Para quando, para quando ao céu subir

Letra e música: Popular (Redondo, Alentejo)
Cantado por Janita Salomé* e Cantadores do Redondo (in CD "Vozes do Sul: uma celebração do cante alentejano", Capella, 2000)


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Aqui os acrósticos que vão chegando.

envia o teu.

temos vontade e... muito espaço à tua espera
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Bela a penumbra
Ontem e hoje
Mar e vida.
*
As gaivotas
Não esperam
O futuro.
*
Nunca voamos
Onde vivemos
Voamos
Onde sonhamos.
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Beijo o sol a
Ocidente
Mais o da
*
Alvorada
Nascente
Olhar aberto
*
Novos são os
Olhos com que te
Vejo. novos teus
Olhos fitando-me.
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Breve o som
Ou a mágoa
Minha.
*
Antes de ser
Nada era
O mar.
*
Nada e tudo
O caminho percorrido
Volta sempre
Onde começa
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Bom dia! diz a voz
Onde quer que esteja.
Macia, sempre terna
*
Amante eterna de
Nome desconhecido.
Ouço-a nos sonhos.
*
Nunca me canso de
Ouvir tão maviosa
Voz que alegra
Os dias e as noites alumia.
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Bom ano de 2009!
Ouço num breve
Musical murmúrio
*
Alegre. em cintilantes
Notas trinadas.
Olho ao redor
*
Não vejo ninguém
Ou então a cegueira
Veio. Inesperada e
Obscura onda.
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