27 outubro 2008

mais textos no âmbito do 7º Jogo das 12 Palavras

mãe
*
a bailarina, antes coruscante luz, todo ela sintonia de gesto e sentimento, fez um último esforço e dançou melhor do que nunca. mal a escuridão dos apagados holofotes a recobriu deu-se a total capitulação. desarticulada boneca sem vida, caída no palco, possuída por estertores de convulsiva dor em choro solto pela perda do filho morto no acidente. a liberdade da dor de mãe a sobrepor-se à da artista.nenhum elogio ou galanteio à sua beleza , arte e harmonia logrou perfurar a envolvente carapaça de dor. Sabia que tudo isso era mais falaz do que a vida perdida.

^^^^^~~~~^^^^^^
palavras sem sentido
*
palavras há,
tais como escuridão,
capitulação… até falaz
que não entram em minha vida.
outras, como luz,
harmonia, liberdade
e sobre todas, sentimento
são gesto, galanteio
da vida com as quais,
sem esforço
estou em sintonia.
*
leve bailarina
na poalha da maresia.
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Falaz galanteio
*
O falaz galanteio sendo um gesto de liberdade, expressão bailarina de um sentimento, é também capitulação perante a arte ou a beleza que o motiva. Tanto se move sem esforço na luz, em pura sintonia e harmonia, como na escuridão mais torpe e mais baixa expressão.

Pensamento

«O progresso é a realização das utopias. (Oscar Wilde)»

Diz de tua justiça: concordas ou não? E porquê?

24 outubro 2008

NOVO BLOG SOBRE O LIVRO COLECTIVO "22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS"

Acabei de construir um blog sobre o nosso projecto colectivo, o livro "22 Olhares sobre 12 Palavras".
Passem por lá e dêem sugestões de texto ou imagens que possam ser acrescentados.
Se quiserem enviem-mos que os coloco.

22 outubro 2008

novas de minha vida

Já vos contei que:
  1. tenho uma família nova;
  2. me chamo Julieta.

Mas ainda vos não contei como estou feliz com esta família humana e, o melhor de tudo: eles comigo. Adoptámo-nos mutuamente. Sem reservas.

Damo-nos como Deus com os Anjos.

Já fui de novo à veterinária que ficou "apaixonada" por mim, pelas minhas caracterísitcas de "lince" e disse que eu vendia saúde".

Agora, depois desta revisão geral e desparasitação, irei começar a vacinação de norma e porto-me sempre bem pois sei que é pela minha saúde.

Obrigada pelo carinho e atenção que me deram.

19 outubro 2008

reflexão em torno do pensamento de Teixeira de Pascoaes


Teixeira de Pascoaes afirmou que “o erro da sociedade “ era o de “ser um maquinismo em vez de ser um organismo”.
*maquinismo – qualquer peça é descartável e substituída por outra. O próprio maquinismo pode ser rejeitado e substituído por outro mais eficiente, mais produtivo.
* organismo – conjunto em que cada órgão tem igual valor para o todo, que cada órgão – parte do todo - é cuidado para o seu bom funcionamento e durabilidade do organismo. Nenhum órgão é descartável.
"

Se à época, Pascoaes emitiu esta avaliação-análise-crítica o que diria ele num período em que o neo-liberalismo, quase (?) capitalismo selvagem, com a sua face desumanizada e dominadora orienta as grandes linhas políticas ao invés de estas o orientarem, exercerem sobre ele o exercício regulador do mercado?
Num período em que o homem é, cada vez mais “o lobo do homem” em nome do lucro puro e duro, cujo deus maior é o “bezerro de ouro” em nome do qual tudo vale para que os “iluminados/os eleitos” pelo seu adorado “deus” dourado - não o dourado do nascer ou pôr-do-sol, o dourado da ternura, do respeito e do amor - acumulem fortunas cujos pilares assentam sobre a fome, a miséria, a morte sob múltiplas formas, uma das quais a guerra, ou as guerras pois a tipologia de armamento e o desequilíbrio de poderio de guerra de uns e de outros é cada vez mais desigual. A exploração de modos refinados em que a escravatura volta a ganhar forma sob novos modelos adequados à produção e ao lucro imediato.
Em suma toda a produção de riqueza tende a assentar sob uma amálgama de carne sangue e osso, de outros seres tão únicos e valiosos quanto eles, quanto qualquer um de nós.

A sociedade só será fraterna e justa quando funcionar como um organismo e como tal for respeitada. Onde cada parte, segmento do organismo – cada ser humano – seja igualmente
valorizado, cuidado e respeitado.
Vós e eu, não podemos descurar nenhuma parte do nosso organismo sob risco de falência. De morte. Do desaparecimento.
Assim a sociedade.
Enquanto mecanismo mata-se e mata tudo e todos.
Até os que acreditam, nos seus luxuosos apartamentos, moradias, coberturas, quintas, ilhas, etc, de tudo estarem protegidos por se julgarem próximos dos deuses num qualquer Olimpo
(os gregos antigos que me perdoem).
Os organismos, para além das partes que compõem o corpo material, físico, são uma unidade com algo invisível e indivisível que podemos designar como alma.
Ou será que corpos há que são meros mecanismos e esses não possuem alma porque não são nem aspiram a ser humanos?
Meras máquinas que dominam o mundo revestidos da formas dos humanos.
Nota bene - este texto fo escrito há 7 meses. Muito antes de nós, cidadãos comuns, sonharmos a enorme crise do capitalismo que sobre nós se ia abater e que afinal seria paga, de todas as formas, por nós . Sempre por nós.

23 setembro 2008

diz-me...


diz-me, porque estás aí sentado com esse olhar perdido e amortecido num imenso distanciamento? porque não vens comungar deste erodido e avassalador sentimento. esta fusão de mar, céu e azul em mim feitos tempestade?

porque te não moves, nada dizes, e te transformas no farol que necessito?a envolvente sombra que me esmaga transformada em inultrapassável degrau. moves-te. a esperança, ténue linha momentâneo sol, desfaz-se em mim. como o chocolate que tiras da caixa e metes na boca _______________olha para mim………..
______________________________inicia a viagem a dois para que a vida nos deu licença.
________ quando te conheci trazias flores nos braços. ou eram os teus braços as flores?________sentia-me criança perdida. irreal silhueta sem substância peso ou conteúdo. gota de orvalho sem poiso. pena no meio de devastador torvelinho _____________________________
___________a vulnerabilidade da morte atingira-me sem qualquer obstrução
na exponente manhã em que sentia a bela tapeçaria da vida a esboroar-se, a afastar-se. delida. sem possível conserto.
foste o anjo-da-guarda conselheiro que me trouxe de volta. mas agora estás aí. a comer chocolates ______________ quedo _____________mudo….enquanto a loucura assente em velhas raízes e lodo começa a emergir e num sobressalto me retira toda a água do corpo _________figura de cal.
na interminável busca de mim começo a vasculhar-me. e tu, aí! quieto ______________ calado e mudo ___________________saboreias os chocolates que retiras da caixa...
penso num método para me fazer ouvir… me tornar visível _________________________com olhos de cal procuro-me e vejo o que de mim resta. um cotovelo onde uma branca rosácea alastra ___________________________não há conversa ______________movimento _______ variável alguma que te faça abandonar o ostracismo em que vives? ou o ostracismo a que me votaste…?
não sei… construíste um casulo como se fosses único habitante de inexistente país. não há vapor que o amoleça queime e destrua. só talvez algum que do inferno ascenda directo ________________ até ti ___________________________vertical

nefelibata não de sonhos mas de pesadelos…

antes eram os teus braços___________ os teus braços eram as flores que recordo ___________________________ deixo-me inundar pelas memórias dos teus olhos brilhando na noite __________farol e luar.
Podes ler mais no Eremitério

20 setembro 2008

Nada de irremediável



Sabia que nada de irremediável lhe acontecera.

Apesar de abrir os olhos e não ver, de não ouvir qualquer som, de tentar falar e não articular palavra ou qualquer som lhe sair da boca, apesar de sentir o corpo e não o conseguir mover, sabia que nada de irremediável lhe acontecera.

Decidiu então aproveitar e descansar. Fechou os olhos que não viam, relaxou os membros que se não moviam, e centrou-se no pensamento e em situações de bem-estar e paz, momentos de alegria e contentamento, vividos.
Deixou-se flutuar nesse limbo interior sem tempo, enquanto este fluía.

O corpo, deitado na cama do hospital, era uma chaga de carne em sangue, tendões e ossos expostos, uma ferida aberta de onde irradiavam tubos a entrar e sair por todo ele ligados a máquinas de suporte de vida e que enchiam o pequeno cubículo isolado onde se encontrava.

Havia sempre, do lado de fora do vidro, pessoal de serviço vigilante aos monitores e à paciente numa concentração total e dolorosa até, pelo nível de aenção que se impunham.

O hospital agitava-se num frenesim temeroso poucas vezes antes sentido, tal a importância atribuída àquele ser humano, ao seu papel no mundo em prol da paz global e definitiva.
Salvar a mulher era um imperativo.
O medo do insucesso uma sombra que os seguia e oprimia.

Enquanto isso, a mulher no leito, jazia desligada de todo e qualquer sofrimento com a consciência plena de que nada de irremediável lhe acontecera.

No momento em que o coração parou de bater um sorriso espelhou-se-lhe no rosto antes inexpressivo e, enquanto a mulher que morria sorria, por todo o mundo as lágrimas caíam dos rostos como caudalosos rios e, no hospital, um silêncio de dor e respeito, juntamente com a consciência de uma perda imensa, percorreu todos os corredores, quartos e salas, como um vento desnorteado.



Só a mulher que morrera sabia que nada de irremediável acontecera.
PAULINO,Conceição(2007). "Salvador o Hmeme e Textos InConSequentes. S. Mamede de Infesta: edium editores: 61-62

15 setembro 2008

Blogagem colectiva por Flávia

Blogagem Colectiva para Flávia em 9/Set/2008
A Odele, mãe de Flavia, desenvolve há anos uma luta por sua filha Flávia que está em coma (AQUI) convocou uma mobilização para hoje, dia 15/09. O caso está para ser julgado em Brasília.
Junta-te a nós porque há coisas que valem.

13 setembro 2008

é cedo?

Olhem que nem tanto....Ou, parafraseando frase que ficou célebre entre os nossos políticos via T.V: "olhe que não, olhe que não....!"

O livro, antológico, «22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS» tem já a 1ª apresentação marcada para dia 22 de Novembro, 16H00, no Palacete Visconde Balsemão, à Praça Carlos Alberto no Porto.
Apresentação a cargo de Jorge Castro, o "ORCA", com prefácio de outro amigo, José António Barreiros, editado por Jorge Castelo Branco _ edium editores.
No livro encontrarás para cima de 100 textos tecidos por estes diferentes olhares debruçados sobre as 12 Palavras obrigatórias em cada um dos Jogos.
Sendo um exercício de escrita criativa torna-se fascinante pela variedade de caminhos que cada olhar abre. Por vezes caminhos insuspeitos aos outros olhares e que nos pegam de surpresa e...fascínio.
ESTÁS DESDE JÁ CONVIDADO/A
e é boa altura para agendares _ na agenda, no telemóvel, no computador...
mas agenda o teu próximo dia 22 de Novembro no Salão de Baile do Palacete, onde decorrerá a sessão, e vem, blogger que és, ser solidário com estes 22 bloggers que se meteram nesta louca aventura de um livro colectivo, afinal não tão louca pois já quase o temos em mãos e... 22 de Novembro...é já!
Se quiseres fazer pré-reserva envia email para ediumeditores@gmail.com
Lembra-te que o Natal está à porta e um livro é sempre excelente companhia.
Até já
Mantém-te informado/a sobre novos lançamentos da edium editores

06 setembro 2008

o jarro


nasceu-lhe um sol
no corpo

consumiu-o

branca corola
resplandendo

no meio um farol
iuminando caminhos.

21 agosto 2008

sobre o livro colectivo 22 Olhares sobre 12 Palavras

"(...) eu vim de longe,/ de muito longe,/ o q'eu andei/pr'aqui chegar...." *

Décadas têm passado e eu sempre a correr com elas, a acompanhar a passada que tem sido larga.

Para o bem e para o mal, a geração a que pertenço é a das grande mudanças do século XX.
Sem contar as que hão-de ocorrer neste - por exemplo paz mundial; a Terra-mãe -, Gaia/Geia - respeitada como herança -legado que nossos tetranetos nos deixaram...para que dela bem cuidemos pois um dia virão cobrar-nos o cuidado ou falta dele...

Nos idos do "fascismo à portuguesa" - o tal que nunca existiu - diziam que a dificuldade de expressão estimulava os criadores.
Sem pretender incluir-me nesse renque de tão ilustres figuras, pois tenho boa e lúcida capacidade objectiva e auto-avaliação crítica - ocorreu-me d analogia: vivemos tempos difíceis e nós que amamos as letras escrevemos, escrevemos.
Como se faltasse o pão para as bocas .... como se os sonhos se esboroassem se os não agarrarmos.... como se a avalanche não pudesse ser detida se um dique de palavras não for construído por todos os que as amam - os grandes artistas da palavra e nós outros. meros amantes delas.

O nosso livro, "22 Olhares sobre 12 Palavras" é prestigiado por alguém que muito prezo, respeito e admiro. Homem de cultura, prosador de múltiplas facetas onde, não raras vezes, emerge uma sólida preocupação de justiça social e nato comunicador: José António Barreiros que generosa e solidariamente aceitou fazer o prefácio desta aventurosa escrita de 22 bloggers.

Não deixem de visitar os seus blogues pois sairão de lá sempre enriquecidos em todos os aspectos, sendo o dominante o Humano.

E tudo o que disse acima se aplica ao amigo Jorge Castro

homem de intervenção cívica diária, poeta, e homem de cultura e solidariedade activa que, mal regressado de ferias, apesar de estar, como José António Barreiros, atascado em trabalho também disse: CONTEM COMIGO.
Temos pois, por pura generosidade e solidariedade, connosco os dois homens que desde a 1ª hora queríamos.

E como não há dois sem três, também por generosidade e solidariedade - daquela genuína - que nada pede nem espera, como dos dois antecedentes companheiros, já temos local belo, digno e paradigmático para a apresentação dos nossos 22 Olhares bem no coração da Cidade do Porto.

O Salão de Baile do Palácio Balsemão, na Praça Carlos Alberto, espaço de grande beleza e com estacionamento fácil nos parques subterrâneos.

A apresentação será em Novembro.
Uma em Lisboa e outra no Porto - datas e locais a informar.
Mas... agendem-nos desde já para o final das duas 1ª semanas de Novembro.

a vossa presença é-nos imprescindível. como o pão.

* excerto de uma canção de José Mário Branco

16 agosto 2008

filosofias felinas

pois! Riam-se. Riam-se....Quem ri no fim ...pensa melhor!
Estão a ver...
Os humanos não me deixam pensar...Interrompem-se sempre...
São fotos e mais fotos.....
As grandes teorias estagnam com tanta interrupção.

ENQUANTO ISSO, NOUTRO LADO DA CASA:

29 julho 2008

meu texto no 5º Jogo das 12 Palavras


surpresa na noite

Estávamos à conversa quando um imprevisto e subterrâneo movimento, mesmo por baixo de nossos pés, nos perturbou. O movimento, de intensidade variável, tornou-se inquietante. Calámo-nos. Sentíamo-lo cada vez mais intenso e um som como um rugido chegou-nos das entranhas da terra.
Algo temerosos afastámo-nos. O silêncio entre nós. Sem pestanejar fixávamos o ponto onde sentíramos o movimento.

A terra fendeu-se e um intenso jacto de fervente vapor, vertical coluna, queimou tudo ao redor num círculo de vários metros. Sem desviar os olhos batemos em retirada, ás arrecuas, mas não para fugir. A curiosidade superior ao espanto e ao receio. Encontrávamo-nos num estado de estupor

O luar, a inundar a clareira criada pela devastação dos arbustos e árvores calcinadas, dava-nos total visibilidade.
Por horas sem conta ficamos silenciosos a observar a vertical coluna a subir pelo nocturno céu enquanto aos poucos perdia intensidade, potência…tanto no calor que irradiava, como na altura a que se projectava.
No cimo de um inesperado e intenso jacto surgiu um imenso casulo.
Casulo foi a palavra que nos surgiu.
Semelhava o casulo do bicho-da-seda.
Mesmo à distância a que nos encontrávamos constatámos que teria uns dois metros e meio de comprimento por cerca de metro e meio, ou mais, de largura.

O jacto de vapor decresceu em intensidade e altura até pousar suavemente o casulo no solo.
A surpresa e a consternação eram gerais mas, aos poucos, face à quietude proveniente daquele imenso corpo aproximámo-nos do casulo depositado no calcinado solo, num movimento síncrono. Como um corpo único. Não se ouvia um ruído. Nem o passar do ar. Nada se movia ou ouvia. Na terra, a anterior e inesperada agitação parara. Sem olhar uns para os outros, a cerca de dois metros estacámos.
Os olhos sempre focados naquele enorme e desconhecido objecto iluminado pelo luar como artista em palco iluminado por holofotes. A lua parecia ter parado num ponto do céu. Num recanto do meu cérebro a racionalidade abriu caminho e ecoou: foi a terra que parou de girar para que a lua continuasse a iluminar o estranho casulo…
Eis que começou a irradiar uma luz amarelo-alaranjada viva contrastando com a branco-azulada da lua e, diante de sete perplexos pares de olhos, abriu-se ao meio, qual casca de noz, e um enorme ser alado, de humana forma, ergueu-se distendendo o alto corpo e as longas asas de uns quatro metros de envergadura. Foi então que nos viu e saudou-nos.
- “Saúdo-vos, humanos. Sou o Nefelibata Portugal e há 865 anos fui punido e enviado para as profundezas do planeta Terra. A punição foi tanto para mim como para vós, povo português, em virtude do violento acto de um filho contra sua mãe, por ambição em reinar. Nós, Nefelibatas, somos os mensageiros dos sonhos construtivos que alimentam a roda da vida de cada povo e do planeta. Vós sois o meu povo. O inferno em que tendes vivido acaba hoje porque o ostracismo que me foi imposto para punir a minha incúria ao não ter previsto a subversão do sonho deste país terminou. Voltareis a ser um país que sonha, age e faz acontecer. A vossa auto-estima é-vos devolvida e fareis grandes feitos. Coisas que até há pouco vos foram sonegadas - porque esse é o meu trabalho e estava impedido de o fazer – alimentar e reforçar o sonho construtivo e inovador…”
Dito isto o enorme ser alado abriu as asas e desapareceu nos ares. O luar, que sempre sobre ele estivera fixo, desapareceu de imediato. O tempo retomou a normalidade e vimos a lua no céu.

Muito à frente do local onde nos encontrávamos agora imerso num breu incomodativo e surpreendente.