13 setembro 2008

é cedo?

Olhem que nem tanto....Ou, parafraseando frase que ficou célebre entre os nossos políticos via T.V: "olhe que não, olhe que não....!"

O livro, antológico, «22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS» tem já a 1ª apresentação marcada para dia 22 de Novembro, 16H00, no Palacete Visconde Balsemão, à Praça Carlos Alberto no Porto.
Apresentação a cargo de Jorge Castro, o "ORCA", com prefácio de outro amigo, José António Barreiros, editado por Jorge Castelo Branco _ edium editores.
No livro encontrarás para cima de 100 textos tecidos por estes diferentes olhares debruçados sobre as 12 Palavras obrigatórias em cada um dos Jogos.
Sendo um exercício de escrita criativa torna-se fascinante pela variedade de caminhos que cada olhar abre. Por vezes caminhos insuspeitos aos outros olhares e que nos pegam de surpresa e...fascínio.
ESTÁS DESDE JÁ CONVIDADO/A
e é boa altura para agendares _ na agenda, no telemóvel, no computador...
mas agenda o teu próximo dia 22 de Novembro no Salão de Baile do Palacete, onde decorrerá a sessão, e vem, blogger que és, ser solidário com estes 22 bloggers que se meteram nesta louca aventura de um livro colectivo, afinal não tão louca pois já quase o temos em mãos e... 22 de Novembro...é já!
Se quiseres fazer pré-reserva envia email para ediumeditores@gmail.com
Lembra-te que o Natal está à porta e um livro é sempre excelente companhia.
Até já
Mantém-te informado/a sobre novos lançamentos da edium editores

06 setembro 2008

o jarro


nasceu-lhe um sol
no corpo

consumiu-o

branca corola
resplandendo

no meio um farol
iuminando caminhos.

21 agosto 2008

sobre o livro colectivo 22 Olhares sobre 12 Palavras

"(...) eu vim de longe,/ de muito longe,/ o q'eu andei/pr'aqui chegar...." *

Décadas têm passado e eu sempre a correr com elas, a acompanhar a passada que tem sido larga.

Para o bem e para o mal, a geração a que pertenço é a das grande mudanças do século XX.
Sem contar as que hão-de ocorrer neste - por exemplo paz mundial; a Terra-mãe -, Gaia/Geia - respeitada como herança -legado que nossos tetranetos nos deixaram...para que dela bem cuidemos pois um dia virão cobrar-nos o cuidado ou falta dele...

Nos idos do "fascismo à portuguesa" - o tal que nunca existiu - diziam que a dificuldade de expressão estimulava os criadores.
Sem pretender incluir-me nesse renque de tão ilustres figuras, pois tenho boa e lúcida capacidade objectiva e auto-avaliação crítica - ocorreu-me d analogia: vivemos tempos difíceis e nós que amamos as letras escrevemos, escrevemos.
Como se faltasse o pão para as bocas .... como se os sonhos se esboroassem se os não agarrarmos.... como se a avalanche não pudesse ser detida se um dique de palavras não for construído por todos os que as amam - os grandes artistas da palavra e nós outros. meros amantes delas.

O nosso livro, "22 Olhares sobre 12 Palavras" é prestigiado por alguém que muito prezo, respeito e admiro. Homem de cultura, prosador de múltiplas facetas onde, não raras vezes, emerge uma sólida preocupação de justiça social e nato comunicador: José António Barreiros que generosa e solidariamente aceitou fazer o prefácio desta aventurosa escrita de 22 bloggers.

Não deixem de visitar os seus blogues pois sairão de lá sempre enriquecidos em todos os aspectos, sendo o dominante o Humano.

E tudo o que disse acima se aplica ao amigo Jorge Castro

homem de intervenção cívica diária, poeta, e homem de cultura e solidariedade activa que, mal regressado de ferias, apesar de estar, como José António Barreiros, atascado em trabalho também disse: CONTEM COMIGO.
Temos pois, por pura generosidade e solidariedade, connosco os dois homens que desde a 1ª hora queríamos.

E como não há dois sem três, também por generosidade e solidariedade - daquela genuína - que nada pede nem espera, como dos dois antecedentes companheiros, já temos local belo, digno e paradigmático para a apresentação dos nossos 22 Olhares bem no coração da Cidade do Porto.

O Salão de Baile do Palácio Balsemão, na Praça Carlos Alberto, espaço de grande beleza e com estacionamento fácil nos parques subterrâneos.

A apresentação será em Novembro.
Uma em Lisboa e outra no Porto - datas e locais a informar.
Mas... agendem-nos desde já para o final das duas 1ª semanas de Novembro.

a vossa presença é-nos imprescindível. como o pão.

* excerto de uma canção de José Mário Branco

16 agosto 2008

filosofias felinas

pois! Riam-se. Riam-se....Quem ri no fim ...pensa melhor!
Estão a ver...
Os humanos não me deixam pensar...Interrompem-se sempre...
São fotos e mais fotos.....
As grandes teorias estagnam com tanta interrupção.

ENQUANTO ISSO, NOUTRO LADO DA CASA:

29 julho 2008

meu texto no 5º Jogo das 12 Palavras


surpresa na noite

Estávamos à conversa quando um imprevisto e subterrâneo movimento, mesmo por baixo de nossos pés, nos perturbou. O movimento, de intensidade variável, tornou-se inquietante. Calámo-nos. Sentíamo-lo cada vez mais intenso e um som como um rugido chegou-nos das entranhas da terra.
Algo temerosos afastámo-nos. O silêncio entre nós. Sem pestanejar fixávamos o ponto onde sentíramos o movimento.

A terra fendeu-se e um intenso jacto de fervente vapor, vertical coluna, queimou tudo ao redor num círculo de vários metros. Sem desviar os olhos batemos em retirada, ás arrecuas, mas não para fugir. A curiosidade superior ao espanto e ao receio. Encontrávamo-nos num estado de estupor

O luar, a inundar a clareira criada pela devastação dos arbustos e árvores calcinadas, dava-nos total visibilidade.
Por horas sem conta ficamos silenciosos a observar a vertical coluna a subir pelo nocturno céu enquanto aos poucos perdia intensidade, potência…tanto no calor que irradiava, como na altura a que se projectava.
No cimo de um inesperado e intenso jacto surgiu um imenso casulo.
Casulo foi a palavra que nos surgiu.
Semelhava o casulo do bicho-da-seda.
Mesmo à distância a que nos encontrávamos constatámos que teria uns dois metros e meio de comprimento por cerca de metro e meio, ou mais, de largura.

O jacto de vapor decresceu em intensidade e altura até pousar suavemente o casulo no solo.
A surpresa e a consternação eram gerais mas, aos poucos, face à quietude proveniente daquele imenso corpo aproximámo-nos do casulo depositado no calcinado solo, num movimento síncrono. Como um corpo único. Não se ouvia um ruído. Nem o passar do ar. Nada se movia ou ouvia. Na terra, a anterior e inesperada agitação parara. Sem olhar uns para os outros, a cerca de dois metros estacámos.
Os olhos sempre focados naquele enorme e desconhecido objecto iluminado pelo luar como artista em palco iluminado por holofotes. A lua parecia ter parado num ponto do céu. Num recanto do meu cérebro a racionalidade abriu caminho e ecoou: foi a terra que parou de girar para que a lua continuasse a iluminar o estranho casulo…
Eis que começou a irradiar uma luz amarelo-alaranjada viva contrastando com a branco-azulada da lua e, diante de sete perplexos pares de olhos, abriu-se ao meio, qual casca de noz, e um enorme ser alado, de humana forma, ergueu-se distendendo o alto corpo e as longas asas de uns quatro metros de envergadura. Foi então que nos viu e saudou-nos.
- “Saúdo-vos, humanos. Sou o Nefelibata Portugal e há 865 anos fui punido e enviado para as profundezas do planeta Terra. A punição foi tanto para mim como para vós, povo português, em virtude do violento acto de um filho contra sua mãe, por ambição em reinar. Nós, Nefelibatas, somos os mensageiros dos sonhos construtivos que alimentam a roda da vida de cada povo e do planeta. Vós sois o meu povo. O inferno em que tendes vivido acaba hoje porque o ostracismo que me foi imposto para punir a minha incúria ao não ter previsto a subversão do sonho deste país terminou. Voltareis a ser um país que sonha, age e faz acontecer. A vossa auto-estima é-vos devolvida e fareis grandes feitos. Coisas que até há pouco vos foram sonegadas - porque esse é o meu trabalho e estava impedido de o fazer – alimentar e reforçar o sonho construtivo e inovador…”
Dito isto o enorme ser alado abriu as asas e desapareceu nos ares. O luar, que sempre sobre ele estivera fixo, desapareceu de imediato. O tempo retomou a normalidade e vimos a lua no céu.

Muito à frente do local onde nos encontrávamos agora imerso num breu incomodativo e surpreendente.

21 julho 2008

Capa do livro do projecto colectivo do JOGO das 12 PALAVRAS

como sou atrevida sugeri ao Eremita que divulgasse já a capa e que a usássemos como divulgação, na badana dos nossos blogs sugerindo reservas aos interessados - esperamos muuiiiiitooooossss/aaaaaaasssss e mobilizando ao(s) lançamento(s) em Novembro - data a confirmar.

O meu atrevimento está no facto de o ter sugerido via email há escassos minutos e já o estar a fazer sem dele saber a opinião.

Notem que a capa não está completa pois falta o logo da editora, mas basicamente é esta.

Apelativa e bem simbólica para o jogo, numa espiral de palavras e de imaginário, não?

Parabéns à nossa amiga Raquel Vasconcelos- pela capa e porque hoje ainda é uma...bebé. Só um dia de vida nova...Que lhe seja um bom e leve ano.

Quem quiser reservar - pode fazê-lo desde já para a editora:
ediumeditores@gmail.com
Site da Editora
Preço de capa:
13,00€ (cerca de 185/190 páginas)- quem reservar e pagar desde logo - informar-se com o editor sobre forma de pagamento - receberá por correio o nº de exemplares pretendidos, sem portes.
Só pelo custo.
Não pelo valor do livro....(modesta hemm?)

20 julho 2008

e hoje é dia de festa nos corações amigos


porque a Raquel
vai nascer e festejar mais um aniversário de vida, num ano difícil.
MAS, um "mas" que é uma certeza, o ano que hoje começa vai ser um bom e feliz ano.
Parabéns miúda ;)) e todas as felicidades do mundo, com pequeninas dores à mistura para melhor apreciares os lados bons que a vida comporta.

05 julho 2008

dos olhares sobre "arquitecturas"

esta semana, no Fotodicionário, no Palavra Puxa Palavra, da M. a palavra sob observação dos olhares foi: arquitectura.
Optei pela beleza desta janela que me conta mágicas estórias e aqui deixo outras perspectivas, outras mais altas janelas da mesma casa, detalhes da rosácea em ferro...e....


e nas margens do Guadiana as águas contaram-me histórias de mouras encantadas e outras lusitanas mulheres. do perfume de seus corpos e corações brotaram as flores que podemos ver
e um pouco mais no centro e mais a norte outras arquitecturas....
mas a surpresa do olhar , a maior supresa do olhar aconteceu hoje com esta dádiva da querida Bettips por onde nossos olhos se quedaram e nossos passos deixaram os ecos que assim se re-encontraram. Reconhecem?

17 junho 2008

O Rui Pedro desapareceu há 10 anos -Help us


foto do Rui Pedro à data do desaparecimento.
À direita foto do Rui Pedro feita por programa informático.
AIDEZ.
Rui Pedro deasapeared ten years ago.
At the left the photo as it was and at right side how it should be now.
Children are our responsability. All of us.
As crianças são responsabilidade de todos nós.


05 junho 2008

caminho?

mais largo
e vasto
o horizonte
lá ao longe
parece já perto.

Eis o fim
da estrada-desfiladeiro-garganta.

Aceleramos o passo
cansados embora,
mas o horizonte largo
desaparece
e a interminável estrada
alonga-se,
rodeia-nos, asfixia-nos.

cada vez mais estreita

cada vez mais altas as vozes

para trás nada.

Neblina,
cerrada fileira de
sentinelas
fecha o caminho andado.

Os ombros roçam já
os troncos
cerrada fileiras
almas ou
dispersos pensamentos
que se afunilam
e

murmuram
incitando-nos a seguir.

Se paramos ouvimos-lhes o
imperativo grito.