19 junho 2008
17 junho 2008
O Rui Pedro desapareceu há 10 anos -Help us

foto do Rui Pedro à data do desaparecimento.05 junho 2008
caminho?
mais largoe vasto
o horizonte
lá ao longe
parece já perto.
Eis o fim
da estrada-desfiladeiro-garganta.
Aceleramos o passo
cansados embora,
mas o horizonte largo
desaparece
e a interminável estrada
alonga-se,
rodeia-nos, asfixia-nos.
cada vez mais estreita
cada vez mais altas as vozes
para trás nada.
Neblina,
cerrada fileira de
sentinelas
fecha o caminho andado.
Os ombros roçam já
os troncos
cerrada fileiras
almas ou
dispersos pensamentos
que se afunilam
e
murmuram
incitando-nos a seguir.
Se paramos ouvimos-lhes o
imperativo grito.
21 maio 2008
outros textos - 3º Jogo das 12 Palavras
O 3º Jogo das 12 Palavras do Eremita está no "ar" e lá, no Eremitério, podem ler 34 textos. Vale a pena, garanto, conhecer o conjunto na sua diversidade e qualidade global.
As 12 Palavras indicadas por 4 paricipantes, 3 palavras cada, para esta 3ª edição foram:
vulnerabilidade(s)/ pena/ afastar/ conselheiro.
Como longe ia a infância. A criança solta que fora.
Era agora total a vulnerabilidade.
O ser, sem qualquer defesa.
A fina silhueta, jacente sobre uma tapeçaria de verdes sépalas, coloridas e perfumadas pétalas, nada tinha com que de si pudesse afastar qualquer agressão.
Nenhuma obstrução a fazer, por acção ou argumentos, e no entanto rebelava-se.
Como exponente era um direito que possuía. Inclusive poderia apelar ao apoio de um conselheiro que o orientasse, pois toda a defesa necessita o apoio de especialista na matéria.
De pouco lhe valiam inteligência, argúcia, poder argumentativo…
A morte não encontrara obstáculo, obstrução. Entrara pelo seu corpo como sol por manteiga.
O corpo nada mais do que uma coisa ali largada, pena lançada aos ventos da noite – com carinho embora – mas largada. Porque só na densa noite.
No alto via as estrelas, um crescente belíssimo onde, nos seus sonhos de criança, se balouçava.
Mas o corpo, na sua cama de flores sobre a terra, cobria-se de orvalho cuja humidade o penetrava.
Não entendia como podia um corpo de onde a vida se esvaíra sentir o que quer que fosse…
Fitando o movimento dos astros esqueceu-se de tudo o mais e procurou as explicações que todos sempre procuramos.
A morte, como a manhã, não é uma vulnerabilidade nem uma obstrução à vida.
Ambas fazem parte de uma imensa exuberante e bela tapeçaria feita de memórias, presenças e ausências, alegrias e dores que, sobre a corpórea silhueta da matéria que nos dá a humana forma, caem como o orvalho na flor, alimentando-a sem possibilidades de a afastar, sem conselheiro que nos possa orientar por maior que seja a mágoa, a pena de deixar os que amamos e de os ver em sofrimento.
Entre vida e morte existe um espaço intersticial onde a criança emerge. Aparentemente frágil exponente de todas as razões que ao longo do crescimento caem no oblívio, mas eterna combatente sempre vencedora.
A criança olhava a tapeçaria quando uma silhueta se interpôs em total obstrução à visão da mesma.
A luz da manhã incidia sobre ela e era a melhor hora para a ver e aperceber a vulnerabilidade das personagens que o génio que a tecera conseguira transmitir dando-nos a sensação de vida.
A criança move-se e ergue a voz, pedindo à pessoa de quem só vislumbra a iluminada silhueta o favor de se afastar, mas a sua atenção é atraída por uma pequena pena, quase penugem ainda, que parecia vogar nos raios de luz criando uma bela coreografia.
Noutra ala do palácio, vedada ao público, o conselheiro, entediado ouvia o exponente. De onde em onde emitia breves murmúrios assertivos, fazendo parecer prestar atenção, mas distraía-se observando o cintilar do orvalho residual nas plantas do jardim.
E foi nesta desatenção ao ser humano que lhe falava das suas dificuldades que a morte o veio encontrar.
O texto da McCorreia
"O Senhor Conselheiro
-Tenho muita pena…
Palavras ditas do cimo do que eram três degraus.
No alcatrão um carro buzinou para dentro do silêncio que era ela inteira.
Maria Ema. Silhueta debruada na luz de começo de noite, abraçava entre as mãos as pontas do casaco e uma mala. Figurinha magra, o vestido pendia sobre as botas rasas. Da boina, chegada sobre a testa, soltavam-se pontas lisas de um cabelo ruivo.
- Um cabelo tão vermelho deve ser único no mundo.
Dizia-lhe a mãe penteando-lhe duas tranças.
Maria Ema dissera:
- Sou a filha da Beatriz. Minha mãe morreu. Vim dizer-lhe, como ela me pediu
Maria Ema engasgada em palavras. Palavras de silêncios antigos, atropelando as palavras ditas. Colando-se no céu-da-boca. Entaramelando-lhe a fala.
- Não esqueças de falar ao Senhor Conselheiro.
Assim sua mãe lhe viera pedindo. Assim sua mãe sempre o referira.
-Toma, Maria Ema. Oferta do Senhor Conselheiro.
A boneca que dizia palavras ou o cavalo de baloiço que mal cabia em casa. O quarto delas e a sala de fora.
A mãe muito arranjada revolteando vestidos em frente do espelho, os pés descalços na tapeçaria de veludo velho. Heranças parcas da tia Zulmira morta de uma obstrução. Maria Ema, criança, não entende o nome, e nem que seja ela morta de intestino ou artéria. Sabe que depois deste mistério de palavra, o pão que a tia cozia, e o azeite, faltaram lá em casa. Isso, Maria Ema sabe.
Ficava, às escondidas, a vê-la. Um afastar para onde nem a mãe lho dizia nem ela perguntava. O casaco comprido a cobrir um vestido, roçava os sapatos de saltos muito altos, vermelhos; tapava as meias de costura certinha sobre a curva torneada de cada perna.
Maria Ema esperava a noite toda. Assim o julgava. Esperava o beijo misturado no cheiro intenso vindo de um lugar silenciado. Lugar de vulnerabilidade, foi como o pensou, mas isso foi mais tarde. Pouco antes de agora que a ouve.
- Vai falar ao Senhor Conselheiro, Maria Ema. Peço-te.
Queria sua mãe dizer: depois. Mas calava o evidente. Calara sempre.
E tossia. Tossia havia muitos meses. Estava pele e osso. Nunca mais vestiu aqueles vestidos. Nunca mais saracoteou defronte do espelho.
Uma noite, e mais uma manhã e outra noite, foi o tempo que passou desde este querer dizer que o fosse avisar.
Depois.
Quando cobrisse o chão de uma massa mole que nem era vermelho, mas uma cor de dentro, um arroxeado, um quase negro. Uma cor de morte.
Que fosse ela, Maria Ema, dizer das quarenta e duas primaveras desfeitas antes de dois de Maio.
Era ainda Abril e era manhã cedo.
O orvalho cobria de frio a buganvília. Um frio fora de tempo.
-Tenho muita pena, repetiu o Conselheiro.
Maria Ema olhando-lhe o bigode de um ruivo quase vermelho. Duas metades de pelos retorcidos.
As mãos apertavam as pontas do casaco.
Maria Ema no degrau de pedra, dois degraus abaixo, a deixar que lhe crescesse o desprezo como um número elevado a enorme exponente.
E o Senhor Conselheiro repetindo:
-Tenho muita pena… "
E deixo-vos o texto do nosso amigo Eremit@ obreiro incansável desta bela e rica tarefa a que nos convidou e cujas palavras nos convocam:
"A criança corre sobre a vasta tapeçaria multicolor e odorífera, de flores do início da Primavera, sentindo o frescor das gotas de orvalho nos pés e a cada dia assim faz nascer a manhã.
Ao longe a mãe observa, mas nada mais distingue do que uma pequena, quase translúcida silhueta.
Sabe que é o filho que corre veloz pelos campos. Os sapatos jazem perto dela.
Onde ele os largou e abalou à desfilada campos fora.
Com a mão direita imita uma pala sobre os olhos, a fazer sombra.
Uma brisa levanta-se. O cabelo esvoaça-lhe pelo rosto tapando-lhe a visão.
Com a mão esquerda - não quer desviar os olhos do filho - tenta afastar o esvoaçante cabelo da frente dos olhos.
Sorri ternamente lembrando a frágil figura do filho, leve como uma pena na sua aparente vulnerabilidade física que tanto preocupa o pai, conselheiro de estado, emergente e exponente figura da oposição que, por todos os meios, faz obstrução ao governo, com a mesma tenacidade - quase obsessiva - com que segue todos os conselhos, prescrições, dietas, que acredita o ajudarão a combater, a enganar, o tempo, a vida, a morte, por mais uns anos na busca de uma aparente eterna juventude. "
Eremit@
18 maio 2008
"Meme" em resposta ao desafio da Raquel
São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem.
E porque aqui todos somos iguais declaro aberto o baile. Quem começa a valsar?
14 maio 2008
Desafios e aceitação
A Raquel deixou-me estes desafio e a bela bicicleta que está ao fundo.Depois se muitos dias de ausência estou atentar por ordem, mas poor ora só consigo deizar resposta ao questionário. Amanhã volto e indico os sortudos a quem o passo.
É uma forma de sabermos mais uns dos outros, ou pelo menos o que cada um de nós acha de si mesmo...E são olhares dicversos. O exterior e o nosso sobre quem julgamos ser. De qualquer das formas aqui fica um pouco da minha auto- imagem. É honesto, mas vale o que vale:
HOMEM: animal em construção
PERFUME: a da terra molhada – alimento; o de um bebé - AMOR
CARRO: nem o de linhas…
PAIXÃO: viver
AMOR: frágil e puro cristal -bem vital, mas raro!
OLHOS: todos os que nos olham e VÊEM
SAL: lágrimas
CHUVA: fecundação. Bênção
MAR: meu eterno leito. Mater.
LIVRO: Escuta Zé-Ninguém (hoje, neste momento é este. Um entre muitos)
FILMES: são vários e de diferentes cinematografias
MUSICAS: as de Leonard Cohen e clássica
DINHEIRO: mal inventado pelo homem
SILÊNCIO: ouvir a voz da consciência
SOLIDÃO: o medo de estar só. Não tenho.
FLOR: a explosão do riso das crianças. Flor a desabrochar
SONHOS: força vital que pode salvar a vida humana e o planeta
CIDADE: Hoje em dia: caos. Mas também aquela em que estiver
PAÍS: (países) fronteiras a abolir. O universo.
NÃO VIVER SEM: amar-me e aos outros
NUNCA DEIXAR DE SER: honesta comigo. Sempre. Mesmo que doa.
QUALIDADES: perseverança; energia positiva
DEFEITOS: há quem os confunda com qualidades. Depende do ponto de vista. Não suporto a mentira, a hipocrisia, ETC – falta-me o que denominam DIPLOMACIA para comportamentos que incorporem aspectos destes
GOSTO: DE GOSTAR E ACREDITAR NA “BONDADE” INTRÍNSECA DO SER HUMANO
NÃO PASSAREI: a dizer que sim porque a maioria o faz e pode…ser conveniente
DESTESTAS: mentira; hipocrisia; maldade; arrogância; mesquinhez, ambição totalitária, guerras, discriminações, preconceitos, o esmagamento do homem pelo homem, e por aí fora….
PESSOA: bípede em forma de gente mas que é um ser humano.
2.
E mais uma vez a Raquel, essa menina linda, escolheu-me, desta vez não para "vítima", antes pelo contrário, atribuíu-me comenda honrosa para além de bela e etérea, muito útil, para circular por todas as avenidas, praças, jardins, campos de dor e fome.Farei os impossíveis por estar à altura e vou esforçar-me por estar acordada em vez de dormente como parece andar quase todo o mundo e por onde também me perco...
Convido ao desafio e, em simultâneo ofereço a Bicicleta Solidária, a:E por estes 5 amigos me quedo, segura de que bem o faço pela qualidade humana que lhes apercebo e/ou conheço.
Com mágoa verifiquei que muitas amizades a quem os queria ofertar e/ou desafiar deixaram a blogosfera.
Cada vez mais, amigos da 1ª hora - e se contar com os blogs que tive primeiro no Sapo já vão mais de seis anos - fecham a porta e saiem. Fica a saudade, mas percebo que alturas há em que necessário se torna parar ou partir.
Que seja boa a nova jornada e para os ajudar nos percursos, a todas essas amizades que saíram deste espaço, ofereço também a Bicicleta. Fica aqui à vossa espera.
22 abril 2008
texto com que participei no 2º Jogo das 12 Palavras
O dom Sempre o envolvente ruído, pairando.
Pesada sombra sobre a ténue linha de meu pensamento.
O psicólogo dissera aos pais:
- Vossa filha pode ser tudo (acentuando tudo) o que quiser nesta vida.
Seja na área das letras, ciências, até nas artes...
Ouvia o que era dito bem como os pensamentos de todos. Aqueles que as pessoas não querem partilhar - que não querem que os outros conheçam - tantas vezes contrários ao que as bocas dizem.
Sempre assim fora.
Por isso me isolava muito.
Todas aquelas vozes, umas mais nítidas do que outras, o torvelinho de emoções de cada ser, as felizes e as destrutivas – e estas eram predominantes - invadiam-me sem licença. Transformavam-me o cérebro numa caixa de -Pandor(a) que se abria para dentro, derramando-se no meu ser, arrastando-me para indesejadas e tenebrosas viagens.
Pesadelos acordados a todas as horas.
Dia e noite. Nem o sono me libertava destas agressões.
Em criança o ruído de tantas vozes e emoções era mais suave. Cheguei a brincar com "amigos" que, do nada, se corporizavam diante de meus olhos.
Cedo me apercebi que os pais pensavam ser imaginários e ao escutar os pensamentos deles, não expressos, mas tão nítidos como os ditos, percebi que melhor era não falar no assunto, muito menos referir o que mais tarde vim a ler em livros e que denominavam "dom".
Dom? Um autêntico tormento.
Escadarias no vazio. Para o vazio - o Inferno de Dante a correr em meu cérebro e alma - construídas com todas as emoções e dores humanas - as físicas e todas as outras - cujos degraus não passavam de armadilhas que quase me conduziram à loucura.
Aprendi a controlar esta invasão. Nunca na totalidade, mas o suficiente para me manter lúcida.
Li sobre Yoga e meditação. Li não. Estudei, trabalhei, pratiquei. Pratico.
E tem-me ajudado.
Senão há muitos anos que estaria num colete-de-forças …
Meus pais nunca perceberam que sendo nós citadinos passasse o máximo tempo só, vagueando pelos campos desertos, com os livros e o que mais fosse necessário, nunca esquecendo um lanchinho e um chocolate. A água bebia-a pelas fontes.
Tinha que silenciar os alheios e envolventes pensamentos, negra e esmagadora sombra.
A maioria carregados de tantas emoções destrutivas, raivas, ódios, maldades inimagináveis …
Isolada nos campos, desfrutava finalmente o silêncio, o calor do sol… mergulhava o corpo num leito de flores selvagens, ou nos trigais, e podia, finalmente, ouvir os meus pensamentos, sem interferências.
*
- (…) dizia ele aos pais que eu poderia ser o que quisesse na vida…Poderia, disse-o bem.
O que sou hoje?
*
Mera sobrevivente que recusou ser cobaia ou enriquecer utilizando o denominado…dom de que falo hoje pela primeira vez!
*
Dom...ou maldição nesta sociedade?

E porque vale a pena ir até lá e ler os textos, vou deixar-vos aqui, em retribuição ao obreiro e operário ( e que trabalheira deve ter...) desta ideia o texto com que participou:
«Entardecer
Uma ténue linha de sol ilumina as flores do vaso no degrau por onde a sombra já se estende alongada.
Sentado neste recanto, onde a envolvente vida dos arbustos me protege do vento, estendo a mão para a caixa e retiro um chocolate.
Ergo os olhos do livro de viagens e observo o gato a espreguiçar-se para de seguida, na liberdade que lhe é característica, sem necessitar autorização ou licença, dar uma volta sobre si e voltar a enrolar-se aproveitando o último calor do sol.
Deixo-os diluir e fundirem-se nos meus afectos. Sol, gato e chocolate. »
Eremita
12 abril 2008
Gostas de desafios? Vai até ao Eremitério...
O Eremit@ lançou um auto-desafio a quem quiser aderir.
O Jogo das 12 Palavras.
Com 12 palavras escolhidas por 4 participantes, por ordem alfabética, sem conhecimento uns dos outras, duas vezes por mês, são escolhidas 12 palavras.
O jogo lúdico, como ele diz, consiste em cada participante pegar naquelas 12 palavras e construir um texto - prosa ou poema, em que elas constem.
Na altura divulguei via email. A maioria das amizades disse que 1º ia ver ...Pois está na altura. Passem no Eremitério e poderão deliciar-se com 25 textos entre prosa e poesia e ver a variedade de abordagens e desenvolvimentos que cada participante seguiu para além da qualidade dos textos. O segundo será lançado no inicio da próxima semana, segundo me respondeu e poderão informar-se das palavras e forma de participação no post que ele vai colocar.
E este o meu pequeno contributo que lá está:
«onde a luz?
tinha os olhos de um azul céu ou, em turbulentos dias, cor do mar em avassaladora tempestade criando, quando assim nos fitava, impossível e imenso distanciamento, mas na serenidade do ser, olhando-nos olhos nos olhos uma intensa luz de farol cintilava, iluminando-nos, arrastando-nos para a luz que irradiava, num intenso desejo de com ela comungar sentimento e vida em unidade e total fusão.
agora fito seu amortecido e erodido olhar.
onde a luz?»
01 abril 2008
20 março 2008

o alfa e o ómega
turbulentas
correm as águas -
não as contém as margens
pois limites não conhecem
toda a busca
é perpétua e sagrada
só o fogo de teus olhos
desvenda
o lugar de todas as respostas
e as aquieta
12 março 2008
Surgiu um novo blogue a 6 mãos

E quem vai e lê pode deixar sugestões para os próximos capítulos.
Totalmente interactivo.
Vão até lá.
Deliciem-se.
O blog, de seu nome Uma História Inesperada, assume-se, ou define-se como: um blog que é um caderno. três autores. uma história escrita ao sabor da inspiração de cada um. muitas surpresas.
04 março 2008
chamo-me Baltazar
Fico muitas vezes em posições instáveis com uma perna no ar, os braços abertos a procurar equilíbrio, em qualquer coisa como a posição da GARÇA só que para garça estou mal.
Bom, hoje ao colocar algo na banca do meio da cozinha - estava a lavar loiça - num ligeiro movimento de rotação mais do que de deslocação e é claro que com um movimento destes um pé deixou levemente o solo para se reposicionar...
O Balti abalou a correr, fugindo da pérfida "quase-agressora".
Parou no corredor de serviço a olhar-me interrogativamente como quem pensa: "Hummmm, será que quer acabar a pisadela?"
E ao meu reiterado pedido de desculpas, levantou a patinha "magoada" - da qual não coxeava pois fugia ligeirinho com as 4 em contacto com o chão e, com ela no ar, em tom ofendido, mas gentil como ele, deu-me uma miadela a acusar-me do quase-crime.
29 fevereiro 2008
Apagão Mundial - em prol da vida da/e na terra
Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder 'respirar'.Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5 minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras.
Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.
Passa a notícia se quiseres, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.
(post de autoria de Adesenhar)



