com gratidão por tudo que me deste e com amor.
01 abril 2008
20 março 2008

como um rio que demanda
o alfa e o ómega
turbulentas
correm as águas -
não as contém as margens
pois limites não conhecem
o alfa e o ómega
turbulentas
correm as águas -
não as contém as margens
pois limites não conhecem
nem aceitam -
toda a busca
é perpétua e sagrada
só o fogo de teus olhos
desvenda
o lugar de todas as respostas
e as aquieta
toda a busca
é perpétua e sagrada
só o fogo de teus olhos
desvenda
o lugar de todas as respostas
e as aquieta
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Conceição Paulino
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quinta-feira, março 20, 2008
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poesia
12 março 2008
Surgiu um novo blogue a 6 mãos
Um blog a seis mãos, onde as estórias se escrevem, capítulo a capítulo, por cada um dos três autores.

Nele encontrarão a prosa límpida, escorreita e criativa de minha filhot'Ana, do Marco do Bitaites. e da mil sorrisos.
Estou agora a tomar contacto com os parceiros desta aventura de minha filha e os atributos da escrita são os mesmos. Qualidade linguística e criativa.
«a única regra entre os autores é que nenhum pode escrever dois post seguidos. tem de haver sempre outro a acrescentar algo novo à narrativa, antes de um de nós lhe dar continuidade. a história é inesperada para todos :) »
E quem vai e lê pode deixar sugestões para os próximos capítulos.
Totalmente interactivo.
Vão até lá.
Deliciem-se.
O blog, de seu nome Uma História Inesperada, assume-se, ou define-se como: um blog que é um caderno. três autores. uma história escrita ao sabor da inspiração de cada um. muitas surpresas.
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Conceição Paulino
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quarta-feira, março 12, 2008
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correntes de luz
04 março 2008
chamo-me Baltazar
Vivo, provisoriamente - há 2 anos - com esta minha amiga humana, mãe da minha amiga nº1 que está fora.
Damo-nos bem, é simpática, mas, como todos os humanos, extremamente desajeitada pois volta e meia lá vem uma calcadela.
Curiosamente ela ri-se e diz que sou muito grande e pareço um jogador de "sumo"..."EU" sou grande? Ela é que é gigaaaaaaaaaaante!
Bom, vou deixá-la falar:
«Hoje em dia os felinos "nascem" debaixo dos meus pés.
Como cogumelos... e eu fico a parecer o karaté Kid, só que não sou kid, nem pratico karaté, etc, etc...dá para perceber, não é?
Fico muitas vezes em posições instáveis com uma perna no ar, os braços abertos a procurar equilíbrio, em qualquer coisa como a posição da GARÇA só que para garça estou mal.
Fico muitas vezes em posições instáveis com uma perna no ar, os braços abertos a procurar equilíbrio, em qualquer coisa como a posição da GARÇA só que para garça estou mal.
Nem asas nem leveza, e, infelizmente menos agilidade...
Bom, hoje ao colocar algo na banca do meio da cozinha - estava a lavar loiça - num ligeiro movimento de rotação mais do que de deslocação e é claro que com um movimento destes um pé deixou levemente o solo para se reposicionar...
Bom, hoje ao colocar algo na banca do meio da cozinha - estava a lavar loiça - num ligeiro movimento de rotação mais do que de deslocação e é claro que com um movimento destes um pé deixou levemente o solo para se reposicionar...
Foi então que senti algo fofinho debaixo do mesmo pelo que nem cheguei a acabar o contacto com o solo.
O Balti abalou a correr, fugindo da pérfida "quase-agressora".
O Balti abalou a correr, fugindo da pérfida "quase-agressora".
Como é costume chamei pelo nome do lesado pedindo desculpa...
Parou no corredor de serviço a olhar-me interrogativamente como quem pensa: "Hummmm, será que quer acabar a pisadela?"
Via-se a dúvida em seu olhar.
E ao meu reiterado pedido de desculpas, levantou a patinha "magoada" - da qual não coxeava pois fugia ligeirinho com as 4 em contacto com o chão e, com ela no ar, em tom ofendido, mas gentil como ele, deu-me uma miadela a acusar-me do quase-crime.
E ao meu reiterado pedido de desculpas, levantou a patinha "magoada" - da qual não coxeava pois fugia ligeirinho com as 4 em contacto com o chão e, com ela no ar, em tom ofendido, mas gentil como ele, deu-me uma miadela a acusar-me do quase-crime.
De seguida pousou-a, virou-me a cáudófila e lépido zarpou para sul. »
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terça-feira, março 04, 2008
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estórias dos meus amigos alienígenas
29 fevereiro 2008
Apagão Mundial - em prol da vida da/e na terra
Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder 'respirar'.Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5 minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras.
Podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, ou para o mundo.
Estaremos a respirar.
Nós e o planeta.
Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.
Passa a notícia se quiseres, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.
(post de autoria de Adesenhar)
Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.
Passa a notícia se quiseres, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.
(post de autoria de Adesenhar)
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
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sociedade
21 fevereiro 2008
Lua
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quinta-feira, fevereiro 21, 2008
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poesia e imagem
19 fevereiro 2008
Desmontagem do retrato robot no caso Maddie
Tenho pena de não ter apanhado o programa de início.
O , ou os, retratos robot, divulgados no caso do desaparecimento de Maddie, não foram executados por técnicos da nossa polícia, mas feitos divulgados pelas agências contratadas pelos progenitores.
O painel que aqui deixo comporta as imagens que consegui apanhar.
Segundo os especialistas presentes este exercício destinou-se a mostrar a falta de rigor e no final, a falta de valor ou importância deste tipo de retratos.
A partir do 1º retrato robot divulgado a única coisa que foi feita e cuja parte - quase - final aqui podem ver, foi retirar linhas e traços, nada alterando à estrutura subjacente aos dentes proeminentes, barba e cabelos desgrenhados.
Nada pretenderam provar como afirmaram, só mostar a ineficácia deste tipo de exercícios...
Ao que ouvi este exercício de desmontagem, completo, terá circulado na internet.
Talvez vocês o conheçam...
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
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Caso Maddie - desmontagem de retrato
13 fevereiro 2008
prémio escritores da Liberdade
Já há algum tempo o amigo LUMIFE atibuíu a este blog o prémio "ESCRITORES DA LIBERDADE".Uma das responsabilidades indirectas que acarreta é o passar o testemunho indicando outros blogues que considere "da liberdade".
Para a indicação usei um conceito lato, integrando blogues de análise sócio-política - e não que todos correspondam à minha óptica de análise, tão só creio importante a abertura de olhares e debate - outros mais virados para as letras e o pensamento, pois considero a cultura um dos bons pontos de partida para a LIBERDADE.
Basta pensar nos presos políticos durante o regime salazarista e em como a cultura foi o seu sustentáculo durante esses tempos de clausura, muitas vezes na solitária, sendo, desde o início, o pilar da rebelião nas mentes.
Não era em vão que Salazar não queria um povo nem muito informado, culto, nem muito...auto-formado.
E como, quer o ser humano quer A LIBERDADE têm várias dimensões, blogs há que navegam em águas outras, mas que nos são vitais para sabermos do que falamos quando falamos em liberdade.
Por andar muito ausente deparei, com tristeza, com o fecho de vários blogues que ia referir.
Assim, indico e passo o testemunho a por os considerar blogues com escrita de liberdade:
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
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Prémio escrita(ores) de liberdade
09 fevereiro 2008
hoje ganhei o dia com uma imensa
gargalhada que rolou por dentro de mim como enorme onda em capelo, enrolando-se sobre si.
De seguida um tumulto de gargalhadas explodiu de mim e ecoou por todo o café.Passo a contar o facto que tal provocou:
Fui até ao café tomar o pequeno-almoço e ler um jornal que não costumo comprar e está lá, disponível para as/os clientes.
No final necessitei ir aos sanitários.
A porta não tem trinco. Fica só fechada.
Como assim se apresentasse dei uma batinha com os nós dos dedos.
De dentro ouvi uma voz:
- «Quem é?»

E foi só isto. O inédito de alguém que se encontra nos sanitários não dizer algo como "está ocupado" ou similar, fazendo antes aquela louca pergunta.
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sábado, fevereiro 09, 2008
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loucuras do dia a dia
03 fevereiro 2008
O Carnaval do Rio de Janeiro e o Holocausto - informação
Recebi de amiga, o email que surge no final.Como lhe disse em email já enviado, sei que por muito louco, por agitado, frenético, parecendo por vezes excessivo a quem de fora o olha, como a tudo o que de fora é visto, no Carnaval carioca cada escola tem como que um guião segundo o qual constrói toda a encenação, fatos, letras e músicas. Também sei que muitas vezes factos e ou problemas sócio-políticos, históricos ou actuais, são abordados, mas são-no sempre numa lógica de análise-crítica e pedagógica.
Por deter esta informação que me parecia correcta resolvi perguntar a amigos do Brasil e o Manoel Carlos, homem culto, e humanista de todos os costados que conseguirmos imaginar, teve a gentileza de me enviar de imediato o esclarecimento que deixo abaixo para evitar que vocês caiam no logro de abaixos assinados ou votações em matérias sobre as quais estamos mal informados ou...desinformados.

«Os desfiles de escolas de samba do Rio são verdadeiras óperas. A escravidão, por exemplo, é tema recorrente, em muitos carnavais o sofrimento dos escravos negros foi representado em carros alegóricos.A escola que apresentaria o carro alegórico sobre o holocausto tem como temacentral o "arrepio". No Brasil, a expressão arrepiante é definida em dicionárioscomo "que arrepia, provoca arrepios; assustador, terrível, pavoroso, arrepiador".Portanto, no contexto, o holocausto seria apresentado como algo terrível.A Federação Israelita tentou um acordo com o carnavalesco para que o carrosaísse com uma faixa com dizeres propostos pela federação, mas o carnavalesco (responsável pelo desfile, que tem papel equivalente aos papéis desempenhados por diretor, produtor e cenógrafo de uma ópera) recusou, pois considerou ingerência indevida em seu trabalho. E disse que "carnaval não é feito apenas de bundas à mostra e rebolados, se fosse uma ópera, uma peça de teatro, ou um filme, a federação não impediria a apresentação de imagens do holocausto".Em momento algum o carnavalesco pretendeu debochar, mas mostrar o holocausto como algo terrível, pavoroso, arrepiante. Como eu disse antes, o tema do desfile da escola é o arrepio.É isto.»
XXXXXXXXXXXX
Entretanto recebi do meu mui "crido amigo Francisco", o outro brasileiro a quem pedi esclarecimento, homem de cultura, bom senso e verticalidade, um email do qual aqui coloco um excerto por acrescentar informação:
«(...) uma juíza proibiu a apresentação do enredo dessa escola de samba. Pelo que senti, o que chocou mais os judeus daqui foi a presença de Hitler no desfile. Não concordo nem com o protesto, nem com a sentença. Isso vai contra a liberdade de expressão. Mas é uma atitude que já nem devia nos surpreender, principalmente em pessoas da nossa faixa etária, habituada com a presença sempre atenta da censura. Mesmo em governos ditos democráticos. Não me esqueço que aqui no Brasil, pouco depois da saída dos militares do poder, o filme de Godard, “Je Vous Salue, Marie”, foi probido. Aí a grita foi da Igreja Católica.(...)»
^~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~^
«Por favor, amados amigos - isto aí NÃO É liberdade de expressão - vc gostaria que se fizessem um carro alegórico com a morte de seus pais???Vão dançar samba sobre a desgraça de um povo inteiro??? Por favor VOTEM NÃO!!! O jornal carioca O Dia está fazendo pesquisa na internet para saber seo carro do holocausto deveria participar do desfile da escola de sambaou não. O sim está ganhando. Vamos votar não.
Mande para os amigos...urgente antes que tirem a pesquisa do ar endereço…»
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domingo, fevereiro 03, 2008
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informativo
16 janeiro 2008
continuação do post "oferta e desafio"

Continuação do excerto do 1º texto da 2ª parte do livro Salvador o Homem e Textos Inconsequentes à venda através da edium editores quem não leu ou quiser reler, p.f. clique aqui e vai lá ter.
«(...) E ela a mulher, a falar e eu sem a ouvir. A julgar que sim.
Ouvi o motor do carro e avistei-o lá longe na estrada velha. Uma longa cauda de pó esbranquiçada brilhando pelos reflexos e refracções da intensa luz tal a cauda do vestido de casamento da mulher quando a esperei no altar.
Ela a chegar ao altar e a cauda branca a brilhar miríades de estrelas tapando a passadeira carmim arrastando-se em sussurros de vozes que já não sei, mas sussurrando, e ela, a mulher, já quase no altar a pouco mais de um metro de mim que a esperava mas fitava a longa cauda qual via láctea estrelando ainda a porta da catedral. Assim a cauda de pó levantada pelo carro.
A noite caiu e nada e ainda assim eu a julgar que sim.
Passou a hora de jantar de cear e eu a julgar que sim esperava a mulher. (…)»
Ouvi o motor do carro e avistei-o lá longe na estrada velha. Uma longa cauda de pó esbranquiçada brilhando pelos reflexos e refracções da intensa luz tal a cauda do vestido de casamento da mulher quando a esperei no altar.
Ela a chegar ao altar e a cauda branca a brilhar miríades de estrelas tapando a passadeira carmim arrastando-se em sussurros de vozes que já não sei, mas sussurrando, e ela, a mulher, já quase no altar a pouco mais de um metro de mim que a esperava mas fitava a longa cauda qual via láctea estrelando ainda a porta da catedral. Assim a cauda de pó levantada pelo carro.
A noite caiu e nada e ainda assim eu a julgar que sim.
Passou a hora de jantar de cear e eu a julgar que sim esperava a mulher. (…)»
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
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Salvador o Homem e Textos InConSequentes
13 janeiro 2008
imperdíveis - assumo opinião e termo
Ontem, 12 de Janeiro de 2008, no Café Guarany, Av. Dos Aliados, pelas 18H00 decorreu a apresentação:

1. do livro "Dibaxu " de Juan Gelman, poeta galardoado com o Prémio Cervantes 2007 e o Prémio Reina Sofia de Poesia 2006.
A obra agora editada em Portugal foi dada à estampa pela
edium editores ( http://ediumeditores.blogspot.com/ ) é um poemário escrito entre 1983 e 1985, enquanto Juan Gelman se encontrava no exílio e uma das mais intensas obras deste poeta argentino.
Escrito originalmente em sefardita, apresenta-se aos leitores portugueses traduzido para língua portuguesa pelo poeta e ensaísta brasileiro Andityas Soares de Moura e inclui um apêndice vertido ao castelhano pelo próprio Juan Gelman .
O desejo é um animal
todo vestido de fogo/
tem partas tão longas
que chagam ao olvido/
agora penso
que um passarinho em tua voz
arrasta
a casa do Outono/
(P: 71)
XVI
quando estiver morto
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento/
alguém que leu estes versos
perguntou: “como assim?/
o que ouvirás? Que tremular?/
que saia?/que vento?”
disse-lhe que se calasse/
que se sentasse à mesa comigo/
que bebesse do meu vinho/
que escrevesse estes versos:
“quando estiver morto
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento”/
(P: 51)
GELMAN, Juan (2007). “dibaxu”. S. Mamede de Infesta: edium editores(1ª ed.)

4. Segunda-feira, dia 14, em Coimbra, pelas 19.00 horas haverá uma segunda sessão pública de lançamento das obras ao público português, na Casa da Cultura de Coimbra, com apresentação da Dra. Graça Capinha da Universidade de Coimbra, no âmbito da Oficina de Poesia da FLUC e do projecto de investigação "Novas Poéticas de Resistência".

1. do livro "Dibaxu " de Juan Gelman, poeta galardoado com o Prémio Cervantes 2007 e o Prémio Reina Sofia de Poesia 2006.
A obra agora editada em Portugal foi dada à estampa pela
edium editores ( http://ediumeditores.blogspot.com/ ) é um poemário escrito entre 1983 e 1985, enquanto Juan Gelman se encontrava no exílio e uma das mais intensas obras deste poeta argentino.
Escrito originalmente em sefardita, apresenta-se aos leitores portugueses traduzido para língua portuguesa pelo poeta e ensaísta brasileiro Andityas Soares de Moura e inclui um apêndice vertido ao castelhano pelo próprio Juan Gelman .
Deixo-vos uma amostra da poesia que aqui podem encontrar e talvez vos "abra o apetite" se assim for basta irem ao site do editor e encomendar:
XXVIO desejo é um animal
todo vestido de fogo/
tem partas tão longas
que chagam ao olvido/
agora penso
que um passarinho em tua voz
arrasta
a casa do Outono/
(P: 71)
XVI
quando estiver morto
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento/
alguém que leu estes versos
perguntou: “como assim?/
o que ouvirás? Que tremular?/
que saia?/que vento?”
disse-lhe que se calasse/
que se sentasse à mesa comigo/
que bebesse do meu vinho/
que escrevesse estes versos:
“quando estiver morto
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento”/
(P: 51)
GELMAN, Juan (2007). “dibaxu”. S. Mamede de Infesta: edium editores(1ª ed.)

2. Paralelamente, com a presença do referido tradutor, Andityas Soares de Moura, nome emergente da nova poética brasileira, foi apresentada a primeira antologia deste, intitulada "Algo indecifravelmente veloz" , igualmente editada pala edium editores. Esta antologia reúne o essencial da sua produção poética dos últimos dez anos.
É prefaciada por Xavier Zarco.
É prefaciada por Xavier Zarco.
Aqui ficam, a título de aperitivo:
CANÇÃO DO MANCEBO
branca bela
senhora
a imagem s’evola
branca bela
senhora
teus peitos de ardósia
branca bela
senhora
que mal tu deploras?
branca bela
senhora
a solidão, mancebo, chora.
descora, apavora
e o padre só me diz: ora, ora, ora
branca bela
senhora
esquece o linho, as cousas claras
branca bela
senhora
vem em segredo, com ânimo de amásia
branca bela
senhora
mulher te farei ao largo da orla
branca bela
senhora
(pp: 56-57)
LÍNGUA DE FOGO DO NÃO
Não se pode escrever o poema.
Os tempos são duros, inflexíveis.
Taciturnos até. Dão “bons dias”
Por obrigação e recato.
Não se pode sequer ler o poema.
As pessoas andam cabisbaixas,
riem à toa – como patetas – e morrem.
Morrem como quem nunca quis nada.
Não se pode nem mesmo pensar o poema.
É proibido.
É indecente o poema.
O poema não produz dividendos. Não distribui lucros. Não faz dormir melhor. O poema não sorri nas campanhas eleitorais.
O poema não gosta de telenovela e nem está preocupado em como estacionar no shopping-center.
O poema não quer ter filhos, se casar e planejar férias anuais. Não tem e nem faz economias.
P poema não deixa e não anota recados.
O poema não investe em acções, não paga imposto de renda, (…)»
~~~~~~~~~~~~
(excerto do poema P: 154) ~
SOARES DE MOURA, Andityas(2007). ALGO INDECIFRAVELMENTE VELOZ. S. Mamede de Infesta: edium editores (1ªed.)
branca bela
senhora
a imagem s’evola
branca bela
senhora
teus peitos de ardósia
branca bela
senhora
que mal tu deploras?
branca bela
senhora
a solidão, mancebo, chora.
descora, apavora
e o padre só me diz: ora, ora, ora
branca bela
senhora
esquece o linho, as cousas claras
branca bela
senhora
vem em segredo, com ânimo de amásia
branca bela
senhora
mulher te farei ao largo da orla
branca bela
senhora
(pp: 56-57)
LÍNGUA DE FOGO DO NÃO
Não se pode escrever o poema.
Os tempos são duros, inflexíveis.
Taciturnos até. Dão “bons dias”
Por obrigação e recato.
Não se pode sequer ler o poema.
As pessoas andam cabisbaixas,
riem à toa – como patetas – e morrem.
Morrem como quem nunca quis nada.
Não se pode nem mesmo pensar o poema.
É proibido.
É indecente o poema.
O poema não produz dividendos. Não distribui lucros. Não faz dormir melhor. O poema não sorri nas campanhas eleitorais.
O poema não gosta de telenovela e nem está preocupado em como estacionar no shopping-center.
O poema não quer ter filhos, se casar e planejar férias anuais. Não tem e nem faz economias.
P poema não deixa e não anota recados.
O poema não investe em acções, não paga imposto de renda, (…)»
~~~~~~~~~~~~
(excerto do poema P: 154) ~
SOARES DE MOURA, Andityas(2007). ALGO INDECIFRAVELMENTE VELOZ. S. Mamede de Infesta: edium editores (1ªed.)
3.
A apresentação das obras esteve a cargo da Dra. Cristina Melo e do Prof. André Veríssimo
A apresentação das obras esteve a cargo da Dra. Cristina Melo e do Prof. André Veríssimo
4. Segunda-feira, dia 14, em Coimbra, pelas 19.00 horas haverá uma segunda sessão pública de lançamento das obras ao público português, na Casa da Cultura de Coimbra, com apresentação da Dra. Graça Capinha da Universidade de Coimbra, no âmbito da Oficina de Poesia da FLUC e do projecto de investigação "Novas Poéticas de Resistência".
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literatura - novidades
11 janeiro 2008
08 janeiro 2008
no desmanchar da...tenda Natalícia...
e é como digo acima.
No desmanchar da caseira "tenda Natalícia" fotografei alguns Anjos e alguns Pais Natal
que dedico, os primeiros à minha querida e doce amiga Maria Mamede, porque ambas gostamos e acreditamos que os Anjos existem e estão por todo o lado
e os Pais Natal á "crida" Titas que tem por eles uma paixão assolapada como sabe quem costuma visitar-lhe as casotas.
Prefiro a "ritual fórmula" da infância de ser o menino Jesus quem nos põe os presentes no sapatinho. Apesar de não católica, não religiosa, no sentido de seguir ou aconselhar - respeito-as - qualquer religião, mas para quem nunca o leu reafirmo a minha intensa admiração pela figura de Jesus, que considero o paradigma para o qual a humanidade deve e NECESSITA caminhar.
Compreendo que a recente figura do Pai Natal - dizia a minhas filhas que era como que o avô de todas as crianças do mundo - pode ser personificado e assim alimentar o encantamento e a magia nos seus espíritos.
Em nossa casa eramos sempre visitados pela Mãe Natal que se justificava pela necessidade de ajudar o marido dado o mundo ter muitas, muitas crinaças e ele, Pai Natal já ser um velhinho que bem agradado ficava com esta ajuda.
Durante anos minha filha mais nova acreditava que a Mãe Natal nos visitara e era delicioso ouvi-la narrar-me, com os olhos brilhantes, faíscando estrelas de encantamento e fascínio, o que eu perdera.
Tudo o que Mãe Natal dissera e fizera no espaço da minha ausência e o que eu havia perdido.
Claro que um dia houve em que percebeu, mas continuou a alinhar porque todos necesstimaos acreditar na magia da vida.
Por tudo isto e por tudo o vos lembrardes, para vós, amigas, imagens que permanecem latentes no imaginário de todos nós à espera do período do ano em que as podemos libertar e com elas nos encantarmos e reviver a magia das nossas infâncias e alimentarmos a criança que existe em cada adulto.
Que vos acompanhem todo o ano.
Os Anjos;))
~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~
~~~~~~
Sobre o post anterior em que utilizo uma frase de Teixeira de pascoaes lembrou-me o amigo Francisco Sobreira que seria bom referir quem é, ou foi, pois pessoas haverá que o desconhecem. Nada mais acertado, mas na altura pensei que bastaria, a qume quisesse saber algo deste escritor português colocar o seu nome nu motor de busca e...zás.
Sobre o post anterior em que utilizo uma frase de Teixeira de pascoaes lembrou-me o amigo Francisco Sobreira que seria bom referir quem é, ou foi, pois pessoas haverá que o desconhecem. Nada mais acertado, mas na altura pensei que bastaria, a qume quisesse saber algo deste escritor português colocar o seu nome nu motor de busca e...zás.
Aqui fica no entanto o básico, pois sei que afinal todos temos limites temporais e actividades várias ao longo do dia que muitas vezes nos não deixam avançar em campos que gostaríamos.
«Teixeira de Pascoaes
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisaTeixeira de Pascoaes, pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, (Amarante, 2 de Novembro de 1877, 17h00 – 14 de Dezembro de 1952), foi um escritor português, poeta principalmente e um dos mais notáveis representantes do saudosismo. Em 1901 licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, mas apenas exerceu durante cerca de dez anos.Com António Sérgio e Raul Proença foi um dos líderes do chamado movimento da “Renascença Portuguesa” e lançou em 1910 no Porto, juntamente com Leonardo Coimbra e Jaime Cortesão, a revista “A Águia”, principal órgão do movimento. Grande parte da sua vida foi passada no solar da sua família na Serra do Marão, onde cultivava a terra e escreveu muita da sua poesia contemplando a paisagem.»
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terça-feira, janeiro 08, 2008
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correntes de luz
06 janeiro 2008
Feliz Dia de Reis
Teixeira de Pascoaes afirmou que “o erro da sociedade “ era o de “ser um maquinismo em vez de ser um organismo”.
*maquinismo – qualquer peça é descartável e substituída por outra. O próprio maquinismo pode ser rejeitado e substituído por outro mais eficiente, mais produtivo.
*maquinismo – qualquer peça é descartável e substituída por outra. O próprio maquinismo pode ser rejeitado e substituído por outro mais eficiente, mais produtivo.
* organismo – conjunto em que cada órgão tem igual valor para o todo, que cada órgão – parte do todo - é cuidado para o seu bom funcionamento e durabilidade do organismo. Nenhum órgão é descartável.
Se à época, Pascoaes emitiu esta avaliação-análise-crítica o que diria ele num período em que o neo-liberalismo, quase (?) capitalismo selvagem, com a sua face desumanizada e dominadora orienta as grandes linhas políticas ao invés de estas o orientarem, exercerem sobre ele o exercício regulador do mercado?
Num período em que o homem é, cada vez mais “o lobo do homem” em nome do lucro puro e duro, cujo deus maior é o “bezerro de ouro” em nome do qual tudo vale para que os “iluminados/os eleitos” pelo seu adorado “deus” dourado - não o dourado do nascer ou pôr-do-sol, o dourado da ternura, do respeito e do amor - acumulem fortunas cujos pilares assentam sobre a fome, a miséria, a morte sob múltiplas formas, uma das quais a guerra, ou as guerras pois a tipologia de armamento e o desequilíbrio de poderio de guerra de uns e de outros é cada vez mais desigual. A exploração de modos refinados em que a escravatura volta a ganhar forma sob novos modelos adequados à produção e ao lucro imediato.
Em suma toda a produção de riqueza tende a assentar sob uma amálgama de carne sangue e osso, de outros seres tão únicos e valiosos quanto eles, quanto qualquer um de nós.
A sociedade só será fraterna e justa quando funcionar como um organismo e como tal for respeitada. Onde cada parte, segmento do organismo – cada ser humano – seja igualmente
valorizado, cuidado e respeitado.
Vós e eu, não podemos descurar nenhuma parte do nosso organismo sob risco de falência. De morte. Do desaparecimento.
Assim a sociedade.
Enquanto mecanismo mata-se e mata tudo e todos.
Até os que acreditam, nos seus luxuosos apartamentos, moradias, coberturas, quintas, ilhas, etc, de tudo estarem protegidos por se julgarem próximos dos deuses num qualquer Olimpo
(os gregos antigos que me perdoem).
Os organismos, para além das partes que compõem o corpo material, físico, são uma unidade com algo invisível e indivisível que podemos designar como alma.
Ou será que corpos há que são meros mecanismos e esses não possuem alma porque não são nem aspiram a ser humanos?Meras máquinas que dominam o mundo revestidos da formas dos humanos.
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Publicada por
Conceição Paulino
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domingo, janeiro 06, 2008
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