Há, no cancioneiro tradicional Portugues - só conheço esta moda cantada no Alentejo, mas creio ser bem possível,25 junho 2007
a rosa
Há, no cancioneiro tradicional Portugues - só conheço esta moda cantada no Alentejo, mas creio ser bem possível,20 junho 2007
Cai a noite
(Foto por TMara - Jardim da Cordoaria)
Cai a noite.
A noite cai
mas fica suspensa
dos céus. Negro véu
de sombras e breves
clarões de luz
velando
o rosto do mundo
tal rosto de bela mulher
que o olhar desafia.
13 junho 2007
A corte
E tu, caminhante que por aqui passas, que dizes?
O que vês?
11 junho 2007
memória para o futuro
Basta clicar na barra lateral no vídeo - está legendado e vale mesmo a pena dispender uns minutos e reflectir na mensagem que nos é passada e nas práticas com que enchemos o dia a dia.
01 junho 2007
estou aí
30 maio 2007
29 maio 2007
parabéns meu anjo
11 maio 2007
nevava na serra
06 maio 2007
minha MÃE. MÃE Ana
De nada servem....
Nem a razão...
Como falar de ti, de ti dizer?
Nunca encontro as palavras certas, porque não existem.
Como falar do teu amor incondicional por todos nós?
Um amor que nunca cobrou nada.
Incondicional, total, absoluto e puro.
Da tua dádiva de toda uma vida 24 horas por dia?
Do teu cuidar, atento e constante sem dele darmos conta?
Nunca referiste cansaços....
Já há muto que sei que os sentirias...Eras um ser humano, como todos.
O tempo e a atenção para ti encolheram. Encurtaram.
Claro que entre nós houve palavras duras. De parte a parte.
Mas como não haver se tinhas uma filha que rompia todas as "hipócritas" convenções sociais?
Que rompia os padrões de comportamento de "bom tom" numa sociedade tão fechada como era a da cidade de Beja nos anos 50?
Mas essas palavras duraram um curto espaço de tempo, pois em ti o amor sobrepunha-se e não deixavas essas ervas daninhas, saídas de minha boca, fazerem ninho em tua alma.
Por meu lado, crescia e aprendia que a fonte das palavras que, por vezes, me feriam, derivava do medo que por mim sentias.
Do receio do que de mim pudessem dizer sendo tão diferente e tão diferentemente agindo.
Cedo perderam peso. Mas o teu amor, o orgulho de seres a minha MÃE esses são maiores do que eu e do que tudo o que seja capaz de dizer.
Se as palavras me chegassem, com elas, ao falar de ti, de ti dizer, construiria algo tão belo, intemporal e eterno como esta rosa que aqui te ofereço com todo o meu amor e respeito, Mãe que foste minha e foste uma benção em minha vida.
03 maio 2007
terra mãe
24 abril 2007
25 de ABRIL SEMPRE (apesar dos pesares...)
Eu Vim de Longe
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Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de Maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou
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Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha n'outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou
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Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei p'ra aqui chegar
Eu vou p'ra longe
P'ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p'ra nos dar
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E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão
:::::::::::
Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei p'ra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou
:::::::::
Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi p'ra esta força que apontou
:::::::::::
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei p'ra aqui chegar
Eu vou p'ra longe
P'ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p'ra nos dar
:::::::::::::::
José Mário Branco (in "Ser Solidário", 1982; reed. EMI-VC, 1996)
Queria encontrar uma gravação de Grãndola Vila Morena por Zeca Afonso, mas não consegui. De qualquer das formas, porque o 25 de Abril de 1974 sempre existiu na voz e canções de Zeca , memso antes de ter eclodido,deixo estes vídeos.
Para aceder clicas no nome dele, atrás.
Depois sugiro-te que cliques na 4ª imagem para o ouvires (excerto do concerto ao vivo no Coliseu de Lxª) bem como na última .
13 abril 2007
divagando e vadiando em raio de sol
Ontem, estava eu a pensar com os meus botões (mentais) que devia sair a aproveitar o sol que tem andado tão errático, quando a campaínha tocou, suave.
Um quase não toque, de tão suave e tímido que foi o sonido provocado.
Fiquei na dúvida. Se campaínha sim ou não...Na dúvida resolvi atender.
A vossa imaginação não ia lá.
Da mesma forma tudo em mim gritava: erro, engano!
Os sentidos ludibriam-te e a razão também...
Aí, o chapéu já estava na mão de dedos finos e ele falou: "Bom dia! Creio que me conhece..., Alberto Caeiro. Um seu criado."
Concluí: durmo e sonho.
Pois sonhemos os dois.
E, palavra dele palavra minha, depois de o convidar a entrar disse-me: «Vim convidá-la para sair e apanhar sol. Sei que o quer fazer e acaba sempre protelando....Não me negará tal privilégio
(PRI-VI-LÉ-GI-O????
Céus. Inchei como um sapo. Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, na minha sala, a convidar-me para irmos apanhar sol e conversar).
Sei que gosta de ar lvre,.... de esplanadas...
Já me informei e está tudo acertado. Vamos?»
E dizendo isto ofereceu-me o braço.
Aceitei-o e saímos. Calmo ele, excitadíssima eu.
E assim, há dois dias que temos andado na companhia um do outro, ainda que não entenda que graça pode ele achar na minha...
Porque afinal não sonhava. Estava mesmo acordada.
E no meio destas horas e de muita divaçação minha que ele escutou atenta e polidamente, sem mostrar tédio, mostrei-lhe uma adaptação livre que fizera num poema dele (receosa - mas achou piada. riu-se. Um riso - como direi? - casquinado, contido mas genuíno...? e terminou com uma palavra suavemente murmurada: "criança" - quase não dita. Como se um pensamento se lhe houvesse escapado e eu o captasse.
Sinceramete, como compreenderão, este encontro e convívio deixou-me fora de mim e a razão e inspiração, que já de si fracas, andam agora baralhadas com a emoção.
Deixo-vos com o original dele (vejam só! Até já digo: "dele".
Assim. Como se tivéssemos sido colegas de escola...
Ai, ai, receio estar a perder o tino..)
«Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada..»
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.(...)»
E agora o meu acrescento que lhe li:
Eu não tinha que ter, ou ser, ambição, competências
Específicas, diferenciadas. Nem saberes sempre
Actualizados. Nem competição e desumana
E desenfreada concorrência.
retorno a Alberto Caeiro....
«Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.»
Alberto Caeiro
06 abril 2007
minha reflexão Pascal
Considero as religiões ORGANIZADAS mais um dos males que têm atormentado a humanidade.
Creio-as totalmente desnecessárias e até inibidoras (muitas vezes) do assumir pleno das responsabilidades individuais enquanto seres também espirituais.
Há, nas várias religiões, seres, profetas, avatares, que me são muito queridos pelo paradigma que representam relativamanete ao nosso potencial e desenvolvimento, não tecnológico, mas verdadeiramente espiritual/Humano.
duvido que esse Ser existiu.
Ontem, reflectindo, mais do que meditando, pensei em como a morte de Cristo continua a acontecer diariamente por todo o mundo, em cada ser humano que morre, vítima de guerras que existem em cada canto do globo, e, afinal, vendo bem, pelos mesmos motivos:
- 1 . não quererem (0s) perder certo modo de vida e regeitarem o diferente;
- 2 .receio da força ou riqueza de outros países e eventual predomínio destes em sectores produtores de riqueza - o bezerro de ouro está na moda:
- inveja dos bens que outros têm nos seus
territórios; - 4 . medo da mudança. Toda e qualquer mudança da ordem dominante em "tribos"(refiro-me ao conceito sociológico) e países que ponha em causa o Seu bemestar e statu quo;
- 5 . etc, etc, etc..........


Ou seja: Ganãncia, inveja, poder e medo! 
Cheguei pois à conclusão que a história diariamente se repete.
E nós ignoramos.
Estamos cansados, acomodamo-nos, calamo-nos....
Martin Luther King disse e hoje atrevo-me a repeti-lo: "O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
Sei que haverá sempre por aí, pelo menos uma voz que gritará: "HEREGE! Compara Jesus Cristo a qualquer homem ou mulher!"(mas não somos, infelizmente, já e só, seres de luz como ele seria/foi).
Pois Ele o disse.!
E as igrejas o afirmam: SOMOS TODOS FILHOS DE DEUS.
Então, nesta sexta-feira, 6 de Abril de 2007, denominada de Sexta-feira Santa, começando em Cristo (modelo para que todos devemos tender), continuando com todos os homens, mulheres e crianças, meus irmãos e irmãs, que morrem noutras "cruzes" e "cruzadas" vos digo:
hoje choro e estou de luto.
Por todos os que diariamnete são "crucificados" em nome de interesses materiais e pura cobiça.
A cupidez e a estupidez são tantas que até ao planeta, nosso suporte e sustentáculo de vida a todos os níveis, materiais e outros que nem apercebemos, fazemos guerrra.
03 abril 2007
MÃE
Sei-o porque se foi no dia de aniversário de minha filha mais velha. Em Maio.
E quero dizê-lo bem alto, para que todos os que por aqui passarem o saibam.
O quanto a amei e amo.
Respeitei e respeito, apesar de saber bem que fui uma adolescente e jovem difícil de gerir segundo ospadrões que lhe haviam incutido.
Nunca lhe facilitei a vida, é facto, mas fez parte do crescimento.
De ambas, porque mais tarde veio a ser capaz de olhar certas normas, regras e princípios, de outra forma.
De uma forma mais aberta. De quem se abre à vida e à mudança.
Tenho pena de não ser capaz de escrever um texto, prosa ou poesia que de tudo isto fale com beleza, mas, curiosamente, ou talvez não, nunca fui capaz, nem tento, porque as palavras me parecem incapazes e insuficientes, de o dizer, quer para ela, quer para as filhas e neta.
Tenho saudades - o egoísmo mascara-se tantas vezes de "amor" - mas amiúde sinto sua presença e seu
28 março 2007
convite
a todos os que por aqui passarem deixo o convite.
sábado, 31 do corrente pelas 21h30,
no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta,
para participarem na apresentação do
1º volume da ANTOLOGIA de poesia, DezSete
iniciativa da EDIUM EDITORES

Neste volume, para quem anda na blogosfera, participam a Maria Mamede, esta que vos fala e o António Durval.
Por último destaco o meu amigo Daniel Gaspar, poeta e auto-didacta, falecido.
Os poetas lerão dois dos poemas constantes da mesma e contamos com a presença de um grande
"diseur" - o Amilcar, bem conhecido dos amantes da poesia.
Intervalando os poetas, o Carlos Andrade encantará com a voz a e viola.
Esperamos por vós.
Estas acções não têm sentido sem a presença dos amigos.
Mesmo daqueles que só conhecemos por estes caminhos e encruzilhadas.
P.S - agradeço divulgação.
















Considero necessário dizer que não sou católica nem seguidora de qualquer religião.
