21 janeiro 2007

Como o blogger tem andado em "manobras"


de aperfeiçoamento e há mudanças, os blogs vão, pouco a pouco, sendo realojados no novo blogger.
Ele, servidor, diz-me que já posso mudar o ESTRANHOS DIAS, mas ao tentar fazê-lo informa-me que dado ter vários blogs e alguns ainda não estarem prontos para a transição esta não é possível.
Mais, dizem-nos para experimentar o novo sitema criando um novo blog.
Foi o que fiz, criando um ESTRANHOS DIAS E CORPO DO DELITO experimental -onde irei, por ora, funcionar a ver se decubro as novas funcionalidades e facilidades apregoadas.
Podem encontrar-nos lá :)

16 janeiro 2007

contributo para um desafio

Foto por TMara

Fui convidada (gentileza que agradeço) a participar num
DESAFIO
que está aberto a quem quiser. Basta irem AQUI!

Este foi meu contributo.
Escrito não ao correr da pena, mas das teclas.
*

Teus gestos,

reflectidos na água

que dos olhos escorre –

feita espelho

de incontida dor –

e desliza na pele

cavando

profundos sulcos _

quase vales _

como se pedras

em desenfreada avalanche

onde o eco

das palavras persiste,

a ferir de morte.

*

A vida perdeu sentido e cor.

Triste tela

onde o negrume impera

e os sentidos, perdidos,

não encontram o norte.

*

De tua voz

as duras palavras –

eco de desamor,

corpo sem formas –

murmuradas, mansas,

como se de amor,

ao redor da chávena do matinal café

sugaram-me força e vontade.

*

O esventrado corpo meu,

retalhos

de alma esvaída, jaz

algures, em longínquos

perdidos degraus da vida.

*

Tão mansa a tua fala

ao redor da mesa

do matinal café

quando disseste: “nunca te amei!

Era só sexo, e cansei”.

*

O esventrado corpo meu,

e a retalhada alma -

cacos nos degraus –

aguardam redentora chuva

que os faça erguer e

continuar a viver

vida plena,

cheia de audácia.




14 janeiro 2007

porque vale a pena ler....


Aqui está um jornalista cujo trabalho, até hoje, nunca me defraudou, seja na T.V ou impresso.
E se dúvidas houvesse entre a relação da qualidade do ser humano e a do trabalho que desenvolve a simplicidade, lucidez e verdade desta frase eliminá-las-iam de imediato.

12 janeiro 2007

Jogo “Fotodicionário”: palavra da semana – “Física”


As primeiras imagens k associei à palavra foram da natureza, do planeta.
Das suas formações e vida.

Pensei: “física”= estudo, conhecimento do mundo e seus fenómenos.

Vieram-me à cabeça algumas leis da física estudadas no liceu.

Pensei que poderia construir rudimentares aparelhos: roldanas, alavancas - por aí - e fotografar.


Depois começaram a surgir imagens da natureza que guardei em fotografias, muitas formações rochosas onde se pode ver, nas fracturas, a sua evolução e estrutura (macro).

O pensamento de como a física e a química andavam de mãos dadas intensificou-se.

Pensei escrever numa folha de papel a fórmula de uma lei da física, ou fotografar um dos instrumentos vitais para o seu estudo: telescópio; microscópio... Ou um banal, como o telefone, a telefonia, máquina de lavar, os óculos que uso....etc

Tanta ideia a fervilhar.
Cada palavra proposta desencadeia processos mentais absolutamente inesperados.

Passei, ou melhor, voltei, para imagens da natureza: um arco-íris (tenho algumas fotos), a decomposição da luz; plantas, etc...

Em simultâneo a ideia de "representar" esta palavra/ideia/conceito com corpos humanos, em bailado, não me abandonava.

A ultrapassagem das leis, a lei da gravidade interrompida pela vontade e leveza. Dos corpos e do bailado.

Corpos, representação da natureza - árvore florida ou com frutos.
Outras – microcosmos onde as leis da física coexistem.


Hesitei, decidi, enviei.
Voltei a hesitar, reenviei e pedi anulação da anterior.

Ganhou o corpo humano – tudo nele contido: células, átomos, etc...
O microcosmos em nós.
E a vontade de ultrapassar seus limites.

E é uma dessas fotos, tirada a um bailado, que no final, em mim, ganhou a luta de ideias e pode ser vista em “PALAVRA PUXA PALAVRA”

P.S - surge como post-scriptum não porque seja menoss importante, mas porque é só um lembrete: hoje à noite, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta apresentação de novo livro de poesia Maria Mamede



11 janeiro 2007

Parabéns ao amigo de além-mares

Francisco Sobreira e sua "CASOTA" k hoje faz 2 anos.

era uma “casota”

toda janota






E agora, com amizade, uma prendinha a ambos: blog e blogger e, com a permissão deste, aos demais convivas.
Imagens do meu amado Alentejo
*


e bons banhos com a água pura, da nascente!

* - Imagens do Monte do primão lindo.









Posted by Picasa

07 janeiro 2007

Bom dia de Natal...



...a todos os que o festejam nesta data e aos que nesta nasceram.
Que o ouro, o incenso e a mirra nuna faltem em vossas vidas,
Bom domingo, bons reencontros e
fraterno convívio .

01 janeiro 2007

e para orgulho Português...

...a descoberta do século.
Afinal o Pai Natal não é um lapão!
É luso, português e...tripeiro
Reparem que até a bandeira Portuguesa se embrulhou!

Porque seria?
Entornou-se o garrafão sobre ela ou mera vergonha
?

Ma
s que é diferente é!!!!!!!!!
Crítica mordaz ou.. desejo, pedido expresso?
Para este vai o meu 1º prémio!

E agora, noutro registo,
partilho convosco um costume alentejano.
O de fazer "cearinhas" para oferecer ao menino Jesus, para que o pão nunca falte sobre a mesa.
Para todos nós e pelo mundo.
















Assim seja.
Oxalá

Bom 2007.

Que nunca nos falte
a serenidade e a força, para combater as adversidades e que as coisas boas se multipliquem em nossa vidas e no mundo.

26 dezembro 2006

assim passámos a noite de 24 de Dezembro de 2006...


...em família.
Rreforçando laços e cumplicidades, em permutas de olhares e carinho, conversas e lembranças sem grande valor monetáro, mas escolhidas com amor.
Minhas filhas e neta; meu irmão e cunhada e seu cão; minha sobrinha e marido.
Convosco partilho imagens e sorrisos dessa noite com a mágoa de que não seja assim em todo o mundo - ia dizer: lares, mas tantos milhões que o não têm....
Venha um dia em que seja sempre Natal=partilha=amor fraterno, porque toda a humanidade assim o quer.
Assim seja.
Oxalá.



Posted by Picasa

21 dezembro 2006

para vós. Como eu, caminhantes


NOTA - ao fazer a montagem (1ª) perderam-se as palavras: «OU, BONS FERIADOS», destinadas estas, como é óbvio, a todas/os os que não festejam o Natal seja qual for a razão. E há muitas.








16 dezembro 2006

Brincando

Há dias enviei a muitas e muitos de vós uma brincadeira/desafio.: «Descreve-me com uma só palavra".

, partilho com todas/os a palavra enviada por cada um/a dos que respondeu.
A ordem é aleatória e as maiusculas ou minúsculas têm a ver com a forma como a palavra me chegou.
Como poderá constatar quem se der ao trabalho de ler e, se o quiser fazer, dizer de sua justiça, só quem tem pensamentos positivos a meu respeito respondeu.
O que não significa que outras e outros que o não fizeram os não tenham também. só que quem tem menos positividade ou simpatia pela minha pessoa se eximiu.
É pena. Fica uma imagem (virtual) pela metade já que todos temos o bom e o mau.

· Ternurenta

· " FADA"

· SONHO !

· Sedutora

· Aconchego

· BELEZA

· MAGANA

· Generosa

· Mulher

· Forte

· Inspiradora

· Desembrulhada!

· "Serena"...

· PLURAL.

· Solidária.

· DOÇURA

· Atenciosa.

Ora digam lá se foram ou não generosas/os?


01 dezembro 2006

a propósito de árvores

as arvores são seres vivos que ignoramos, como se o mesmo sopro vital que nos anima delas andasse afastado - o que afinal não é de estranhar se aos outros animais, por vezes e não poucas, aos da nossa própria espécie - fazemos o mesmo.

Li, há mais de 20 anos, algumas informações sobre um estudo com plantas várias e árvores, levado a cabo por cientistas japoneses.

Aparelhos gravaram a "fala" das
árvores, seus murmúrios diferentes em situações que os cientstas desencadeavam. Com algumas "hipóteses" sobre uma forma de comunicação que as plantas tinham entre si, resolveram fazer um teste num bosque adstrito ao projecto de pesquisa.

Um dos cientistas entrou no bosque com um machado, chegou ao pé de uma árvore e agrediu-a, cortando-lhe um ramo.
O som ciciado e sereno que percorria o bosque - e só
através dos aparelhos era recolhido a transformado até ser audível pelos humanos ouvidos - tornou-se num grito, grito esse que, de seguida, todo o bosque repetiu.
Confrmada a suspeita, formulada como hipótese, ficaram, ainda assim, atónitos e resolveram deixar passar uns meses sem que esse cientista lá voltasse a entrar, porque um dos dados iniciais era que os sons se alteravam quando algum lá entrava,
antes da agressão, varaiando os sons de pessoa para pessoa.

Meses passados o cietista voltou. Sem machado.
Mal adentrou o bosque
TODO ELE VOLTOU A GRITAR O GRITO DESENCADEADO PELA AGRESSÃO, COMO UM ALERTA.

Importe-vos ou não, panteísta me confesso, no respeito e amor(não
adoração) que nutro por todas as formas de vida, planeta Terra/GAIA incluído, e mais nenhuma religião professo.

Deixo-vos imagens de uma árvore magnífica e espantosamente bela que me transmite uma paz imensa e nunca deixa de me maravilhar.









26 novembro 2006

memórias e dizeres


lembro-me de, ainda em criança, ouvir dizer de alguém com vontade determinada e indomável:
«Tem uma vontade de ferro!»

depois, não sei quando, sem nos apercebermos, passou a dizer-se: «(...)vontade de AÇO»!

Deve ter sido quando nos parecebemos que o ferro enferruja...




21 novembro 2006

portuguêsmente falando....ou??'''


Gosto muito da língua portuguesa.
E gosto de a entender, de a utilizar da forma mais correcta possível - seja falada, seja escrita - e de a ver bem tratada. Ou seja: bem usada.
Por isso achei "interessante" esta frase que retirei do Jornal de Notícias*:
«Era um apelo para os competentes não se meterem de parte da vida política (...) porque quando isso acontece restam os menos capazes»

Aníbal Cavaco Silva, presidente da República (p:6)

Para os mais competentes fazerem o quê???????
E a delícia da conclusão.
O Sr. de La Palisse deve roer-se de inveja.
Primeiro tivemos o Almirante Américo Tomás que fazia uns discursos - pescadinha de rabo na boca - que poderiam, ainda hoje. ser utilizados como anacronismos ou piadas pelos humoristas deste país.
Agora o Sr. Professor Doutor, emérito Presidente do nosso país sai-se com pérolas destas....
Não há dúvidas de que são pérolas elaboradas pelas trabalhadeiras ostras em águas muito poluídas.

Pela vossa saúde, riam-se.

Nota bene - o * refere-se à falta de data do jornal.
Como rabisco e escrevo em guardanapos de café (no caso presente assim foi), ou o papel possível e que estiver á mão, por vezes perco parte desses papéis que navegam os meus bolsos.
Do facto peço desculpas. Da falta de precisão no tocante à data.