16 junho 2006

David Mourão-Ferreira


Dez anos são passados e hoje, na RTP 2, ao serão, a oportunidade de ouvir testemunhos sobre o homem, o ensaísta, o poeta e alguns poemas seus, falados ou cantados (espero).
Falo de David Mourão Ferreira.
Encontramo-nos lá. A ouvir.
Para já partilhemos um dos seus poemas:



A secreta viagem

No barco sem ninguém ,anónimo e vazio,

ficámos nós os dois ,parados ,de mão dada ...

Como podem só os dois governar um navio?

Melhor é desistir e não fazermos nada!

Sem um gesto sequer, de súbito esculpidos,

tornamo-nos reais,e de maneira,à proa...

Que figuras de lenda!Olhos vagos,perdidos...

Por entre nossas mâos , o verde mar se escoa...

Aparentes senhores de um barco abandonado,

nós olhamos,sem ver,a longínqua miragem...

Aonde iremos ter?- Com frutos e pecado,

se justifica, enflora, a secreta viagem!

Agora sei que és tu quem me fora indicada.

O resto passa ,passa...alheio aos meus sentidos.

-Desfeitos num rochedo ou salvos na ensseada,

a eternidade é nossa ,em madeira esculpidos!


P.S - amanhã das 08h00 às 20H00, nos Bombeiros Voluntários de Amarante uma equipa do IPO vai fazer recolha de sangue procurando dador de medula óssea compatível para jovem mulher de 21 anos, natural dessa bela terra que necessita transplante urgente..

Se tens entre 18 e 45 anos e és saudável comparece.

09 junho 2006

e das dores passemos ao absurdo ou, no mínimo inusitado

aparato PILOSO. pelo menos para mim.... Vou apresentar um conjunto de fotos de impressionantes "atributos" pilosos masculinos.

Espero que colaborem deixando os vossos comentários e VOTANDO no vosso preferido:









07 junho 2006

caíram as dores


(Foto recebida por email - autor desconhecido)

03 junho 2006

CUMPLICIDADES&"CUMPLICIDADES"



Hoje presto testemunho do nascimento de um livro.

Um sonho concretizado .

Deste só posso dizer que as palavras que dele li, na apresentação online, me tocaram fundo, me agarraram e a emoção turvou todo o raciocínio.

Que mais pode um autor desejar do que a identificação, a vibração das suas palavras na alma de quem o lê?

O livro, estreia de um amigo de muitos de nós, um blogger, o ALEXANDRE BENTO de SOUSA só estará à venda por este meio.

Através dos amigos e divulgado boca a boca.

Aqui ficam os dados e tratem de o comprar porque não se arrependerão.


Pedidos a:

abentodesousa@gmail.com

alexandre.sousa@rectascurvas.pt

Indicar: Nome e Morada

Preço: 8,20 € (Inclui despesas de correio)

Enviar cheque cruzado para:

Alexandre Bento de Sousa

Praceta Tomaz Anunciação, 8 7º Esq

2745-126 QUELUZ

29 maio 2006

Nascida a 29 deMaio

E o mundo ficou mais rico, disso sei e atesto
Há 36 anos atrás nasceu minha primeira filha e o mundo ficou mais rico.
Eu fiquei. Mas não só eu.
Quando quero falar dos que muito amo
sempre me faltam as palavras,.
Nunca nasceu um poema...uma frase de rara beleza que se lhes ajuste.
Enredo-me nelas porque as palavras não chegam por demasiado banais.
O scanner hoje decidiu não trabalhar, as image
ns não passam.
Uso então as que estão em memória e na minha relembro as primeiras imagens, os primeiros olhares. em que tudo foi claro, perfeito e belo para além do que qualquer palavra existente poderia dizer.
E a vós outros, que caminhais por este mundo onde as coisas não são tão "virtuais" quanto se julga, convido para a nossa mesa como amigos que sois e que juntos, confraternizemos, comamos, brindemos, e rejubilemos nesta farta mesa onde nada falta porque abunda AMOR.
Saúde, longa e profícua vida à Ana e que a luz sempre
nela brilhe .
Tchim, tchim....








* Clica para saberes mais.

26 maio 2006

MUNDO

Solidariamente:
Por todas as crianças hoje vítimas de qualquer tipo de mau trato, inclusive a fome por indiferença dos países "ricos" e pior, pela sua avareza cobiçando as riquezas naturais de tantos desses países.
Por todos os adultos de hoje que já foram vítimas de mau-trato... ou abusos.


Um dia

uma criança chorava

um grito

nesta rua perdida.

Nesta rua imensa

sem desvios ou travessas.

Nesta rua rasgada

ao sol nascente aberta.

Nesta rua onde o olhar

se perde e não encontra

a linha do horizonte.

Da VIDA.

*

Um dia

uma criança chorava

um grito perdido

nesta rua onde tudo

começa e nada acaba.

*

Um dia

uma criança chorava.

E eu, no meio da rua,

olhava e procurava

a criança perdida,

amálgama de multidões,

de ideias, de projectos,

de sonhos e intenções

- ideais.

*

Olhava e procurava.

E a criança chorava

um grito que se ouvia

em toda a rua da vida

e todo o mundo passava

naquela rua a direito,

em que o fim nunca se via.

E toda a gente caminhava,

Caminhava...

Só eu não podia.

Aquele grito,

aquela criança perdida

que chorava....

*

onde estava?

*

porque chorava?

*

e eu, no meio da rua

(da vida)

tão perdida como ela

procurava.

*

Procurava

e não descobria

que era o teu-meu-grito

que se ouvia.

P.S - quero deixar ressalvado que entre muitas coisas boas que tive o privilégio e a sorte de ter na vida, uma foi a de ter uns pais que nunca ergueram a mão para qualquer um dos filhos, nem os maltrataram psicologicamente.
Faço esta ressalva para que nenhuma dúvida recaia sobre eles, meus amados e extremosos pais.

24 maio 2006

Luto

a blogosfera pulsante, solidária, hoje está de luto.
o Fernando, "F" de fraternidade como se solidariedade assim se escrevesse também, partiu.
Ficaram mais ricas as estrelas.
E nós, apesar da dor, também.
Fica bem, Fernando.
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E como a vida é um breve acenar, até já.

22 maio 2006

Alentejo

Clica na imagem para ampliar e ler

18 maio 2006

ESTA FOME


É fome! Fiquei a pensar na palavra.

***

Esta fome de correr o mundo.

Esta fome de deliciar os olhos

com os espaços,

as florestas, os desertos,

os mares, as montanhas...

.................................... .a vida.

Esta fome de correr e preencher

o vazio anulando-o

definitiva e inelutávelmente.

****

Esta fome de absorver tudo e todos.

Esta necessidade de viver

num vórtice que me leva a encantar-me

e que torna azuis como o céu

os meus olhos negros.
****

Esta fome que arrasto e acaba

arrastando-me a espaços insondáveis

da mente e da alma...

*****

esta fome insaciada

esta fome insaciável

................................sou eu.

15 maio 2006

SOU LIVRE


Sou livre

como a liberdade

que me corre nas veias.
*

Sou livre

como a boca que fala

sem mordaças.
*

Sou livre

como os corpos que voam

para lá das cadeias.

11 maio 2006

Constatação


um silêncio

um gesto

um grito.

*

Entre cada ser

a procura.

*

A amarra lançada a um cais

Inexistente.

*

Entre cada ser

dois quereres

duas vontades,

dois desejos.

*

E de novo.............. UM grito.
*

.......... «Impotente

............ a força do bem querer....»

*

Fraternidade...!?

Que palavra,

que sentido?

***

.......................«o MEU querer!

.........................o MEU querer!

******

............................. Se tu não queres

............................. te declaro meu inimigo!»


Vivo(emos) num mundo onde cada vez mais falam em fraternidade e espiritualidade e cada vez mais se constactam estas atitudes, vindas de quem mais prega.

«Bem prega Frei Tomás......»