19 junho 2006
16 junho 2006
David Mourão-Ferreira

Dez anos são passados e hoje, na RTP 2, ao serão, a oportunidade de ouvir testemunhos sobre o homem, o ensaísta, o poeta e alguns poemas seus, falados ou cantados (espero).
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No barco sem ninguém ,anónimo e vazio,
ficámos nós os dois ,parados ,de mão dada ...
Como podem só os dois governar um navio?
Melhor é desistir e não fazermos nada!
Sem um gesto sequer, de súbito esculpidos,
tornamo-nos reais,e de maneira,à proa...
Que figuras de lenda!Olhos vagos,perdidos...
Por entre nossas mâos , o verde mar se escoa...
nós olhamos,sem ver,a longínqua miragem...
se justifica, enflora, a secreta viagem!
O resto passa ,passa...alheio aos meus sentidos.
-Desfeitos num rochedo ou salvos na ensseada,
a eternidade é nossa ,em madeira esculpidos!
P.S - amanhã das 08h00 às 20H00, nos Bombeiros Voluntários de Amarante uma equipa do IPO vai fazer recolha de sangue procurando dador de medula óssea compatível para jovem mulher de 21 anos, natural dessa bela terra que necessita transplante urgente..
13 junho 2006
11 junho 2006
09 junho 2006
e das dores passemos ao absurdo ou, no mínimo inusitado
07 junho 2006
03 junho 2006
CUMPLICIDADES&"CUMPLICIDADES"

Hoje presto testemunho do nascimento de um livro. Um sonho concretizado .
Deste só posso dizer que as palavras que dele li, na apresentação online, me tocaram fundo, me agarraram e a emoção turvou todo o raciocínio.
Que mais pode um autor desejar do que a identificação, a vibração das suas palavras na alma de quem o lê?
O livro, estreia de um amigo de muitos de nós, um blogger, o
Pedidos a:
alexandre.sousa@rectascurvas.pt
Indicar: Nome e Morada
Preço: 8,20 € (Inclui despesas de correio)
Enviar cheque cruzado para:
Praceta Tomaz
2745-126 QUELUZ
31 maio 2006
29 maio 2006
Nascida a 29 deMaio
Há 36 anos atrás nasceu minha primeira filha e o mundo ficou mais rico.
Eu fiquei. Mas não só eu.
Quando quero falar dos que muito amo sempre me faltam as palavras,.
Nunca nasceu um poema...uma frase de rara beleza que se lhes ajuste.
Enredo-me nelas porque as palavras não chegam por demasiado banais.
O scanner hoje decidiu não trabalhar, as imagens não passam.
Uso então as que estão em memória e na minha relembro as primeiras imagens, os primeiros olhares. em que tudo foi claro, perfeito e belo para além do que qualquer palavra existente poderia dizer.
E a vós outros, que caminhais por este mundo onde as coisas não são tão "virtuais" quanto se julga, convido para a nossa mesa como amigos que sois e que juntos, confraternizemos, comamos, brindemos, e rejubilemos nesta farta mesa onde nada falta porque abunda AMOR.Saúde, longa e profícua vida à Ana e que a luz sempre nela brilhe .
Tchim, tchim....
* Clica para saberes mais.
26 maio 2006
MUNDO
Por todos os adultos de hoje que já foram vítimas de mau-trato... ou abusos.
uma criança chorava
um grito
nesta rua perdida.
Nesta rua imensa
sem desvios ou travessas.
Nesta rua rasgada
ao sol nascente aberta.
Nesta rua onde o olhar
se perde e não encontra
a linha do horizonte.
Da VID
Um dia
uma criança chorava
um grito perdido
nesta rua onde tudo
começa e nada acaba.
Um dia
uma criança chorava.
E eu, no meio da rua,
olhava e procurava
a criança perdida,
amálgama de multidões,
de ideias, de projectos,
de sonhos e intenções
- ideais.
Olhava e procurava.
E a criança chorava
um grito que se ouvia
em toda a rua da vida
e todo o mundo passava
naquela rua a direito,
em que o fim nunca se via.
E toda a gente caminhava,
Caminhava...
Só eu não podia.
aquela criança perdida
que chorava....
onde estava?
porque chorava?
e eu, no meio da rua
(da vida)
tão perdida como ela
procurava.
Procurava
e não descobria
que era o teu-meu-grito
que se ouvia.
P.S - quero deixar ressalvado que entre muitas coisas boas que tive o privilégio e a sorte de ter na vida, uma foi a de ter uns pais que nunca ergueram a mão para qualquer um dos filhos, nem os maltrataram psicologicamente.
Faço esta ressalva para que nenhuma dúvida recaia sobre eles, meus amados e extremosos pais.
24 maio 2006
Luto
o Fernando, "F" de fraternidade como se solidariedade assim se escrevesse também, partiu.
Ficaram mais ricas as estrelas.
E nós, apesar da dor, também.
Fica bem, Fernando.
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22 maio 2006
18 maio 2006
ESTA FOME

É fome! Fiquei a pensar na palavra.
Esta fome de correr o mundo.
Esta fome de deliciar os olhos
com os espaços,
as florestas, os desertos,
os mares, as montanhas...
.................................... .a vida.
Esta fome de correr e preencher
o vazio anulando-o
definitiva e inelutávelmente.
Esta fome de absorver tudo e todos.
Esta necessidade de viver
num vórtice que me leva a encantar-me
e que torna azuis como o céu
os meus olhos negros.
****
Esta fome que arrasto e acaba
arrastando-me a espaços insondáveis
da mente e da alma...
esta fome insaciada
esta fome insaciável
................................sou eu.
15 maio 2006
SOU LIVRE
11 maio 2006
Constatação

um gesto
um grito.
Entre cada ser
a procura.
Inexistente.
Entre cada ser
dois quereres
duas vontades,
dois desejos.
E de novo.............. UM grito.
*
.......... «Impotente
............ a força do bem querer....»
Fraternidade...!?
Que palavra,
que sentido?
.......................«o MEU querer!
.........................o MEU querer!
............................. Se tu não queres
............................. te declaro meu inimigo!»
Vivo(emos) num mundo onde cada vez mais falam em fraternidade e espiritualidade e cada vez mais se constactam estas atitudes, vindas de quem mais prega.

















