27 abril 2006

No Alentejo me renovo e reforço




P.S :
  1. Clica em cada imagem para a aumentares e ao texto.
  2. E podes ler um pouco da minha visão sobre "Abril"

25 abril 2006

"Por dentro do sonho é que vou...."

«POR DENTRO DO SONHO É QUE VOU...» ...porque o sonho afinal também é a realidade. Ou, mais do que isso, talvez seja a única realidade!

Assim, vou percorrendo as memórias e as estradas em direcção a "amanhãs que cantam..."

Sábado passado estive no Encontro de Blogs em

Sobre o encontro podem ver fotos dos diferentes momentos, bastando para tal clicar no banner do encontro que se encontra aqui no blog. Por mim, como Knguru tem andado muito lento por estas paragens e o meu tempo curto, digo-vos que o encontro correu bem em todos os aspectos. Parabéns a toda a organização que correu sobre rodas; ao Presidente da Cãmara pela sua abertura, disponibilidade
e companhia sinpática e informal e à drª Dina, do Posto de Turismo que foi a nossa guia pelo concelho e nos mostrou, com conhecimento, correcçaõ e entusiasmo um património desconhecido, nomeadamente uma parcela da denominada Rota do fresco onde podemos ver uma desconhecida e impensável riqueza desta expressão plástica no baixo Alentejo. Aconselho a todos que um dia a façam.

Vai encantar-vos para além de tudo que eu possa dizer.
Vejam algumas fotos de amadora ( e fraca)...




E agora espero ter-vos aguçado a vontade....MAS, com ou sem frescos, a Vila, por si, serenidade, beleza e berço do poeta (tão esquecido apesar da sua qualidade) Raul de Carvalho merece uma estada e a fruição das suas belezas naturais tão caracteristicas das terras alentejanas:




E passeei, serena, dançando na rua ao som dos chilreios das andorinhas e dos seus bailados, pela rua
deixando que em mim ecoasse e vibrasse o poema de Raúl de Cravalho assim intitulado*.

Se por acaso não sabem onde se alojar, aceitem a minha sugestão onde o Sr. Ernesto, proprietário, vos recebrá com requinte e cuidados, quer no tocante ao alojamento, quer à alimentação que merece a melhor classificação





E porque vamos festejar mais um aniversário do 25 de Abril de 1974 não deixemos que a desilusão do que deixamos perder, do que não lográmos, se sobreponha ao que ganhámos e continuemos a lutar pelo "sonho que alimentámos e viveu (e isso ninguém nos pode jamais tirar)", única forma de o concretizar.

PORQUE DO NOSSO DESENCANTO, DESILUSÃO E INDIFERENÇA SE ALIMENTARÃO AQUELES QUE QUEREM RETORNAR AO 24 POR 25 DE ABRIL DE 1974, SEMPRE!
E deixo-vos o cravo de Abril com toda a sua carga simbólica e as papoilas do meu amado Alentejo, gotas de suor e sangue de todo um povo.



P.S _* e como este post já vai longo amanhã postarei o poema RUA DAS MANHÃS de Raúl de Carvalho.

19 abril 2006

Contra a fome no mundo

Contra a Fome no Mundo
Aceitei o desafio do BEJA e a minha escolha (só podemos escolher uma....)
foi para as associações humanitárias Contra a Fome no Mundo.
As razões são tantas e tão óbvias que não as vou explanar.

O planeta é de todos os seres vivos, humanos e não humanos.
Não somos mais uns do que os outros.
No tocante aos humanos é incompreensível (as palavras classificativas são-me difíceis tal a vergonha que sinto) que uns tenham tudo o que necessitam, e mais do que necessitam, e outros, tantos, tantos, tantos, morram à míngua.

Acabem-se os critérios economicistas e de riqueza das nações, e de uns sobre os outros, e que se instaure uma ordem nova, de respeito e fraternidade, verdadeiramente humana.
Lutemos pelo predomínio da humanidade pela vida e pelo planeta Terra que é de todos, como de todos é o que nos oferece..

Passo o desafio a:
E não passo a mais amigos/as a quem agostaria de o fazer porque me foi pedido para o fazer SÓ a cinco!
Mas todos os que quiserem agrrem o tema e divulguem a associação humanitária que mais destacam.
Bem Hajam.

17 abril 2006

E tu, Não Vais?


::::::::::::::::::::::................O poeta Raúl de Carvalho

«Isso até me agrada.

Que me deitem fora

Que me deixem livre de compromissos afectivos.

Ficar ligeiro por dentro; ser como casca só.

Não tropeçar nos detritos humanos

Que me cercam,

Não ter altivez nenhuma nisso.

Ser simplesmente um andante.

Ter o caminho livre. em à altura dos olhos.»

Queres ler mais? Espreita aqui





ESPERO ENCONTRAR-TE LÁ!

13 abril 2006

Porto, Casa da Música

O 1º aniversário da Casa da Música, no Porto, passou.
Silenciosos.
Em brancas nuvens.
Fora a notícia, semana e meia antes, do pedido de reforço de verba para acabamentos.
Sem mais explicações sobre os ditos acabamentos.
O 1º aniversário passou.
Festejou-se no silêncio, com o silêncio e a música das vozes dos visitantes que outra não houve.
Esta obra (magnífica diga-se) já importa num montante sete vezes superior ao inicialmente previsto.
A música, ela mesma, é que não se multiplica na mesma proporção. Posted by Picasa

08 abril 2006

Requiem



P.S - não deixem de passar no ORGIA. Não (só) porque lá escrevo (aos sábados)mas porque os outros que o fazem o fazem bem!

05 abril 2006

Na vila de Alvito é que eu fui criado

( Rossio da Vila De Alvito)
O poeta Raúl de Carvalho nasceu em Alvito.
lembremo-lo:
*
A vila de Alvito
*
A vila de Alvito
tem ruas e praças
homens e mulheres
e muitas desgraças.
A vila de Alvito
tem dois lavradores.
Tem muita riqueza
e raros amores.
A vila de Alvito
Tem uma cruz ao lado -
Quem manda na vila
não lhe dá cuidado
Maltezes, ganhões,
sangue misturado.
Na vila de Alvito
é que eu fui cuidado.
*
E agora, porque não ir até Alvito, passear e descansar alma e olhos na beleza e serenidade da primaveril paisagem alentejana e aí festejar o 25 de Abril de 1974?
Eu estarei lá, e tu?


ENCONTRO DE BLOGS EM ALVITO NO PRÓXIMO DIA 22 DE ABRIL .

«PROGRAMA

10h30 - POSTO DE TURISMO
Recepção aos Participantes

11h00 - AUDITÓRIO CENTRO CULTURAL
-HOMENAGEM A RAÚL DE
CARVALHO-
-Poeta natural de
Alvito.
Intervenção do Escritor
Antonio Rebordão Navarro

- CONFERÊNCIA BLOGUISTA
Temas defendidos pelos
seguintes oradores:-

-Luis Lança Silva -
(TV ALENTEJO)
-João Espinho-
(PRAÇA DA REPÚBLICA EM
BEJA)

13h00 - QUINTA DOS PRAZERES
Almoço regional

15h30 - Passeio guiado pelo
Concelho de Alvito

17h30 - Visita à Sede do Grupo
Coral

18h00 - Concerto na Igreja Matriz
(Alunos do Conservatório
Regional do Baixo Alentejo)

Valor da refeição 18€ (Dezoito euros) (crianças até 4 anos não pagam, dos 4 aos 10 anos pagam 50%)

PAGAMENTO: Deverão efectuar o pagamento até ao dia 16 de Abril, através de transferência bancária para a conta com o NIB: 0035 0084 0000 3930 700 26 da Caixa Geral de Depósitos e indicar-nos os dados que lhe são solicitados no formulário que enviamos aquando da sua inscrição .

-Desculpem a insistência e o espaço roubado mas não queremos que falte informação sobre o ENCONTRO DE BLOGS EM ALVITO A REALIZAR NO PRÓXIMO DIA 22 DE ABRIL .

As nossas saudações e os nossos agradecimentos»

30 março 2006

Aniversário da Inês



As palavras faltam-me. Só sei dizer-lhe que:

Aqui um poema sobre a amizade feito a pedido dela, há dois anos atrás.

29 março 2006

Texto casual


Nada de incomum aconteceu.

Pôs-se então a reflectir se a razão do seu
despertar estaria em si.
O que sonharia na altura?

Lembrava só, e muito vagamente,
um cravo rubro, contrastando vivo,
contra um céu de noite escura.

27 março 2006

As velhas senhoras (parte VI)




Links para os anteriormente piblicados:
- I
- II
- III
- IV
- V

Depois de jantar levantamos a mesa, nesta época sempre no jardim, colocamos a louça na máquina e muitas vezes dou um pequeno passeio pela beira-rio.
Há uns quatro anos Adelaide ainda me acompanhava. Depois começou a escusar-se...As pernas pesam-lhe, sente-se trôpega e receia o piso incerto. Eu também, mas pego numa bengala que pertenceu a meu avô Alexandre, com um pequeno punho em prata, e levo-a para me amparar nalgum desequilíbrio.
Depois de colocada a louça na máquina abro o portão do jardim, respiro amplamente a brisa marinha, estendo o olhar pela vastidão das águas da foz e já do mar, misturadas e em combate ou abraço, saúdo alguém conhecido e atravesso a rua até ao passei à borda do rio. Depois, devagar, inspirando bem, ando quinze ou vinte metros, num e noutro sentido, delicio o olhar com a paleta de azuis, rosas, anilados e violetas que cobrem o céu, mar e rio (ainda ontem as cores eram os rosas de Carneiro nos quadros), miro e remiro os pescadores da borda rio (e por dentro sorrio sempre. Pesca inglória se o objectivo for apanhar peixe. Mas outros valores devem nortear estes filhos de Adão que por aqui enxameiam e a quem conheço maioritariamente os nomes).

Vou-os cumprimentado gentilmente à passagem, pois também gentilmente me tratam.

Cumprido este pequeno mas delicioso passeio volto a atravessar a rua (por vezes um pescador deixa canas e carretos e vêm ajudar-me pois que sendo teimosa não uso, na circunstância, a passadeira, mas bem diante de minha casa onde, por sinal, a rua estreita.

Regresso a casa, ao doce conforto dos cheiros e dos afectos inerentes a estes, bem como à suave e doce companhia de Adelaide. Mulher invulgar e de grande sabedoria a quem muito quero. Um bem-querer mútuo, não duvido.


(continua)