
...e quem tem medo do vermelho
tem medo do sangue que lhe corre nas veias, tem medo da vida!
AINDA EM TEMPO: Se todos os movimentos precisam de uma bandeira, de um slogan lutemos, este fs: «POR UM PAÍS»!e porque devemos interiorizar as grandes verdades saídas dos debates entre os candidatos para estas presidenciais; porque necessitamos reflectir sobre as novas trazidas para resolução dos problemas que afectam QUASE todos os portugueses e portuguesas; e porque a melhor forma que encontro para descontrair, depois de tanto lixo tóxico, é um bom poema, fui buscar este de Prévert, poeta que amo desde a puberdade e aqui vo-lo ofereço na esperança de que dele retirem tanto prazer quanto eu:
http://www.kissdesign.net/cartesvirtuelles/poemes/carte001/carte001.htm




É uma coisa estranha este verão
E no entanto ia jurar que estive aqui
Não me dói nada, não. A tia como está?
Claro que vale a pena, por que não?
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina
Não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?
Até já soube formas de o dizer de outra maneira
Há coisas importantes, umas mais que outras

Foto de Vera Cymbron

Contactos: Paulo Alves da Costa

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O que todos desejamos (pelo menos assim o expressamos), ano após ano, desde que tenho memória das coisas do mundo e da vida, virou já um cliché, porque as repetimos exaustivamente e nunca as alcançamos.

A brutal realidade da "mancha" de fome no continente Africano, o mais castigado.
Não esquecendo a Ásia e a ìndia.
O que é a fome ?
A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afecta uma ampla extensão de um território e grande número de pessoas.
VALORES NO MUNDO:
Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem tecto;
1 bilhão de analfabetos;
1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capita anual bem menor que 275 dólares;
1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
1 bilhão de pessoas passando fome;
150 milhões de crianças sub nutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);
12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida.
Esta situação deve-se tanto a causas naturais como HUMANAS. Destas últimas lembremos algumas:
-Instabilidade política;
-A guerra;
- Os conflitos civis;
- As invasões;
- A destruição deliberada das colheitas;
- A influência das transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações do denominado Terceiro Mundo;
- A utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países;
- A relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deteriorização cada vez mais elevada do seu nível alimentar.
O QUE A "FOME" DE PODER E A INCOMPREENSÃO FAZ
EM:
Intransponíveis muros!
Em vez de pontes:MUROS!
Altos. Instransponíveis.
Novas fronteiras vigiadas com armamento topo de gama para destruição maciça.
Ódios criteriosamente alimentados como "burros a pão de ló" e enormes campanhas de marketing de opinião tentando justificar o injustificável aos países mais longínquos envolvidos nos seus pequenos afazeres e negociatas. Aos seus cidadãos que vêem o horror servido na T.V, com a naturalidade da exposição de qualquer insignificante evento.
A saturação visual até à indiferença.
A guerra e o seu cortejo de horrores, abusos, destruição, vítimas, doenças, fome e misérias várias...

O que eu quero, como todos, pão na mesa de toda a gente no planeta; paz; respeito entre todos independente de raça, credo religioso e outras pequenas diferenças, porque, como diz o poeta: É MAIs O QUE NOS UNE DO QUE O QUE NOS SEPARA!
Só temos que olhar sem antolhos!
Quero ver sorrisos nos rostos e não prantos. Quero um colo com sorrisos, amor e alimento para cada criança neste planeta

Para mim, para os meus, minhas filhas e meu país quero as mesmas coisas, mas a dimensão é tão micro-micro que nem vale a pena falar do assunto. É irrelevante.


Trata-se de uma antologia organizada por Vasco Graça Moura, intitulada: “NATAL....NATAIS”, abrangendo oito séculos de Poesia sobre o Natal.