.Um abração enorme, de ursa, apertado, fôfo, caloroso e terno a todas e todos os amigos que me enriqueceram o dia de ontem com a sua visita e companhia.


BEM HAJAM POR TEREM VINDO! OBRIGADA :)
POST SCRIPTUM (20h23) _ Agora sinto-me mal! Como é que o texto criou tal equívoco? Leio e volto a ler e. ..não sei, mas peço que desculpem a falta de clareza.
Não vou ser mãe. Já fui! Por três vezes. E avó uma.
Ser mãe está agora, biológicamente (por vias normais), fora do meu alcance.
Sou eu que vou (re)nascer. Domingo começo a viver um novo ano
e quis partilhá-lo convosco.
Como diz um amigo: entro na idade "sexy"...
OBRIGADA POR TODA A TERNURA, POR VÓS, AQUI OFERTADA.






á, já não somos os problemas. somos as soluções!"

Só que agora o silêncio é total, ninguém fala do "Muro da vergonha 2"!
O que nos vai valendo é a capacidade de ainda brincar que muitos dos cidadãos murados, isolados, espoliados, vão tendo.
Porque a liberdade vive enquanto houver um só homem que tenha esse sonho e seja livre no coração e no intelecto.

NO CINTILAR DOS DIAS - 2001-08-01P.S -Passem no BALÃOZINHO para uma saudável gargalhada.
O que nunca se perdeu foi essa memória e a gratidão por termos vivido um tal amor, pois sei que é raro.
Que poucas pessoas tiveram, viveram ou sequer reconheceram um tal amor que por elas tenha, eventualmente, passado....
Calou-se olhando-me. Tinha os olhos húmidos. Das brisas marinhas, digo eu.
Laconicamente respondi-lhe: “compreendo-te”, esboçando um esvoaçante gesto de ternura na sua face o qual, acidentalmente, espalhou a humidade que se lhe colara ao rosto.
Sorrimos. Demo-nos um breve, cúmplice e terno toque com as mãos, olhámos o céu e ambas dissemos: «É melhor ir! Vem aí chuva grossa!»
Voltamos a sorrir agora mais soltas do que segundos antes...Soltas pelo estribilho e sua simultaneidade.
Levantámo-nos, caminhámos juntas um troço do percurso de retorno, demos um apertado abraço e cada uma regressou a casa.
Ao caminhar, agora já só, ouvia ainda o murmúrio da voz dela, ao abraçar-me, dizendo-me ao ouvido. Sabes, optei por vir morar para o Porto por tu cá estares.
Quando nos despedimos podia ter-lhe dito – eu também sinto essa saudade de vez em quando, mas não o disse porque entre nós não era preciso verbalizar certas coisas, pensamentos ou emoções.
Conhecíamo-nos muito bem. A amizade e a cumplicidade estavam lá. Intactas. Fazendo parte de nós. Tornando-nos nas pessoas que éramos.

Sabes..., olhou-me mais insistentemente tocando-me as mãos..., dentro de mim, tomando forma e soltando-se. Um grito de alerta e desejo.
O desejo por uns olhos que ao olharem-me sorrissem sempre, incondicionalmente, só porque me viam e eram retribuídos com idêntico olhar. Expressando muita alegria e contentamento por existirmos e nos termos encontrado...
Um silêncio caiu entre nós. Pensei em falar, mas olhando Maria Clara, vendo uma dor funda espelhada no olhar, calei e limitei-me a deixar cair um lacónico: sim!
Foi uma pausa prolongada em que cada uma caiu nas suas recordações, atentas no entanto.
- Mas houve um temporal, ciclone, tufão, tromba de água, espiral de loucura, que tudo arrasou.
O que era perfeito estilhaçou-se. Tentámos, penso que sim, olhou-me como quem busca anuimento, mas dele não necessitando, penso que cada um de nós tentou, a seu modo, apanhar os milhões de fragmentos e restaurar, recuperar, reconstruir...
Só que depois do temporal, vendaval, maremoto, tsunami, já não éramos os mesmos...
Com as mãos ansiosas, mas deserdadas de olhares de ternura, de afagos, tentámos a reconstrução. Tentámos e falhámos. Durante anos tentámos....até ao limite! Tu sabes!
Até ao ponto em que cada um de nós se tornou, interiormente, um vulcão, vivo, dorido, agitado, onde se moviam magmas sem escape, e cada vez mais nos apartavam e feriam mutuamente.
Inexoravelmente, já não dois seres amantes mas ilhas, vulcões doridos com as entranhas a arder, a alma eruptiva, magoada e distante, sempre mais e mais distantes do universo de perfeito equilíbrio que era o nosso, que construíramos e habitáramos.
Continuou,... um tempo de loucura e dor, lembras-te?
Agora foi-se. Tudo se foi menos a memória de um amor-mais-que-perfeito que um dia, como tudo o que é perfeito e o mundo não consente, se estilhaçou, murchou, morreu...
(continua)
Hoje

passa o aniversário de nascimento de meu pai que partiu há décadas.
Estejas onde estiveres, estarás sempre no meu coração.
Obrigada por tudo, pai.

POST SCRIPTUM - O Art Of Love chamou-me, e muito bem, a atenção para o facto de estar adiantada no tempo. De facto acelerei os dias, sem me aperceber. Postei a 21, pensando ser 22. Assim fica então, pois que no meu coração era já, 22 de Outubro.
