10 setembro 2005

Luta Global contra a Pobreza - 10 de Set.dia da Faixa Branca


White band Day - 10th September

Dia 10 DE Setembro, milhões de pessoas, em todo o mundo, tomarão parte em acontecimentos que marquem o DIA DA FAIXA BRANCA.
A FAIXA BRANCA é o símbolo para a luta global contra a pobreza. Podes confeccioná-la com qualquer tira de tecido ou fita branca e usá-la no vestuário ou no corpo.
Por muito que, cada vez mais, duvidemos da bondade das políticas e dos políticos, bem como da eficácia dos nossos apelos temos que os fazer até que eles os submerjam e não possam mais ser ignorados.
Junta-te a nós. Usa a tua FAIXA BRANCA e subscreve uma petição aqui:

www.whiteband.org/Actions/un/eng/takeaction

08 setembro 2005

"Vemos, ouvimos e lemos...."



O Ciberduvidas da Língua Portuguesa está em risco de encerrar
por falta de apoios.

Um projecto desta natureza e amplitude (com a notoriedade que atingiu (em Portugal, no Brasil e demais países lusófonos), é um verdadeiro serviço público em prol da Língua Portuguesa, como não há outro no espaço da lusofonia[...]

ASSINA

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Diz: NÃO!


«VEMOS, OUVIMOS E LEMOS, NÃO PODEMOS IGNORAR*....»

Muitos de vós (para não dizer todos) terão visto, ouvido e lido ambas as notícias.

O relatório da ONU sobre o combate à pobreza no mundo, e a morte do menino Daniel Carvalho, em Portugal.
E é óbvio que estão ligadas.
Como se ligam, fortemente, com invisíveis mas densos e (por ora, quase) indestrutíveis laços, todas as manifestações das variadas pobrezas, desde a estruturação até à sua manutenção, nas múltiplas formas que assumem no planeta e neste nosso pequeno rectângulo peninsular.

«Conclusões do relatório da ONU são "deprimentes"
Morrem 1200 crianças por hora devido à pobreza
07.09.2005 - 15h19 Lusa, PUBLICO.PT»
Ou seja, se fizermos as contas: 900 mil/mês; 10.800.000 (dez milhões e oitocentos mil ano) -

Por cada dólar gasto em ajuda, os países ricos gastam dez em orçamentos militares, diz a ONU, acrescentando outra comparação: a despesa actual com a sida, uma doença que custa três milhões de vidas por ano, representa o valor de três dias de despesas militares.

"Os sete mil milhões de dólares necessários anualmente, durante a próxima década, para disponibilizar o acesso aágua limpa a 2,6 mil milhões de pessoas, é menos do que os europeus gastam em perfume e menos do que os americanos gastam em cirurgias plásticas". Aquele investimento pouparia cerca de quatro mil vidas por dia.” (O relatório de desenvolvimento humano de 2005 do PNUD)

Mas as diferenças não se reflectem apenas entre países. A ONU acentua que há muitas outras diferenças internas a impedir o desenvolvimento humano.»

E aqui dão o exemplo da escolaridade (ou sua ausência)no México.
Olhemos o nosso país, atentemos nos números nacionais de analfabetismo, real e funcional, insucesso e absentismo (para não ir mais longe).
Atentemos e não esqueçamos os crimes hediondos contra a infãncia que se propagam como os incêndios, de norte a sul.
Estamos ainda no quadro das múltiplas pobrezas, todas englobadas num conceito único de pobreza.
O que havemos de responder aos nossos filhos, netos, sobrinhos, etc, quando nos perguntam sobre tão horríveis acontecimentos?
Como salvaguardar-lhes a pureza e a inocência (inclusivé a nossa, que uma boa dose faz sempre falta para humanos nos mantermos)?

Com que olhos os olhamos, como nos olhamos ao espelho? Individualmente não somos responsáveis DIRECTOS, mas um peso colectivo e nacional abate-se sobre nós, ameaça-nos, se não agirmos, se continuarmos a pensar que só acontece aos outros.

Com que olhos, alma e ânimo, olhamos as crianças com que nos cruzamos na rua, mais desprotegidas do que as nossas (pensamos nós, mas é uma ilusão. Neste mundo que temos vindo a criar, a deixar criar, ninguém está protegido.
Todos podemos, mais tarde ou mais cedo, estar nús, rôtos e famintos - virtual e literalmente.
Todos igualmente desprotegidos como nos dois momentos mais marcantes da vida: nascimento e morte, independentemente do local onde tal ocorre.É assim que todos estamos, somos, nesses momentos.

Portanto, como olhar estas crianças maltratadas (física, moral e psíquicamente) que também são nossas?
Todas as crianças são um compromisso com a vida e com o futuro! Colectivas portanto.

«"Apesar de tudo, nos últimos 15 anos anos registaram-se alguns progressos.

Nos países em desenvolvimento as pessoas estão mais saudáveis, mais instruídas e menos empobrecidas.»

Que pena o estudo não ter incidido largamente sobre a nossa realidade (não sobre os manipulados números dos políticos).
Veríamos se os resultados coincidiam com estes globais.

«" Desde 1990 a esperança de vida nesses países aumentou dois anos, há menos três milhões de óbitos de crianças por ano e há mais 30 milhões de crianças a ir à escola.

No entanto, "no meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para celebrar o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza abjecta, com menos de um dólar por dia", lê-se na introdução do relatório.»

Só para ter uma perspectiva mais próxima da dimensão deste problema social lembremos que dez milhões e oitocentas mil crianças correspondem à população TOTAL do país, acrescida de 443.883 pessoas.

N.B - 2º dados definitivos do CENSO de 2001 (INE) a pop. total de portugal é de 10.356.117, e a de crianças [0-14 anos] de 1.656.602.

* Sophia de Melo Breynner-Andresen